Uma em cada 100 mulheres com osteoporose tem fratura na coluna e não sabe | Firme Forte | Osteoporose

Uma em cada 100 mulheres com osteoporose tem fratura na coluna e não sabe

Estudo orientado pela diretora científica da ABRASSO e publicado no Archives of Endocrinology & Metabolism mostra ainda que em muitos casos nem os médicos conhecem a condição dos pacientes, que podem ter risco de mortalidade aumentado em 20%

Estudo publicado na revista científica Archives of Endocrinology & Metabolism apontou que uma em cada 100 mulheres com mais de 45 anos com osteoporose apresenta fraturas na coluna sem saber. Em muitos casos seus médicos também desconhecem o problema. O estudo foi realizado pela Dra. Patricia Muszkat e orientado pela diretora científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), Dra. Marise Lazaretti Castro.

Para avaliar a questão foram selecionadas 188 mulheres com mais de 45 anos, pós-menopáusicas há pelo menos dois anos, com osteoporose e em tratamento há, no mínimo, três meses. O estudo identificou que 17% (32 de 188) delas têm fraturas de coluna moderadas ou graves e 87,5% destas fraturas eram desconhecidas tanto pelas pacientes como por seus médicos.

Estas fraturas são chamadas de assintomáticas porque, ao contrário de outros tipos de fratura, como as de fêmur ou úmero, não estão diretamente associadas a algum impacto e apresentam sintomas que não são específicos. “A paciente pode queixar-se de dores não características e sofrer as fraturas aos poucos, não em um episódio único, que teria menos chances de passar despercebida”, explica Dra. Marise.

Identificar as fraturas de coluna é importante porque elas acontecem mais cedo do que fraturas de quadril e indicam uma fragilidade óssea grave que poderá ocasionar outras fraturas no futuro. “Muitas vezes a fratura passa despercebida pelo paciente, mas também pelo médico. Por isto é importante e recomendado que durante o tratamento da osteoporose se peça uma avaliação da coluna, entretanto esta conduta muitas vezes é não respeitada”, salienta a especialista.

O exame de densitometria óssea é capaz de verificar a existência de fraturas deste tipo. Apesar de a radiografia ser um exame mais sensível para identificar problemas na coluna, exige um outro aparelho, além de emitir mais radiação.  Por outro lado, o aparelho de densitometria óssea por DXA é capaz de oferecer tanto os resultados de densidade mineral óssea como de morfometria vertebral e, consequentemente, de fraturas vertebrais. Assim, em uma mesma  oportunidade, ambas informações podem ser disponíveis.

“O principal aspecto demonstrado neste trabalho é que pode se agregar maior valor ao exame de densitometria óssea, aproveitando que ele já é realizado por todas pacientes para avaliar riscos e acompanhar o tratamento da osteoporose, explorando esta capacidade de revelar as formas vertebrais da coluna e identificar este problema grave”, esclarece a Dra. Marise.

As piores consequências das fraturas assintomáticas de coluna são o risco aumentado de outras fraturas, especialmente a de quadril, e um aumento na mortalidade que chega a 20% nos cinco primeiros anos após a lesão. Estas fraturas são incapacitantes e prejudicam a qualidade de vida das pessoas que. Entre os diversos efeitos negativos causados estão perda de estatura, dores crônicas, capacidade pulmonar reduzida, uso abusivo e prejudicial de antiinflamatórios, e perda de apetite.

Foto: Michael Dorausch (via Flickr / CC BY-SA 2.0)

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Para previnir a osteoporose: consuma mais alimentos com cálcio e vitamina D, tome mais sol e faça mais exercícios com algum impacto. Não deixe de fazer os exames preventivos, incluindo a denistometria óssea.

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O dimensionamento do problema da osteoporose no Brasil é muito importante para que medidas de prevenção e tratamento eficazes sejam implementadas.

Partindo da premissa de ser um problema de saúde pública, uma vez que atinge cerca de 30% das mulheres após a menopausa, de acordo com os estudos epidemiológicos nacionais (SAPOS, SAPORI, VIGITEL), a população, médicos e outros profissionais de saúde, bem como políticos e organizações não governamentais, precisam unir forças para enfrentar e superar essa relevante questão de saúde.

Dr. Marcelo Pinheiro, Reumatologista da Unifesp e Chefe do Ambulatório de Osteoporose

21/09/2011

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“A osteoporose é real e afeta a todos. É preciso mobilizar a todos e mostrar que embora difícil, é possível conviver com a doença, trabalhar e ter uma vida normal.”

Suely Roitman, Presidente da FENAPCO

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