Achocolatados podem limitar benefícios do leite à boa formação dos ossos na juventude

Segundo nutricionista da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), o mesmo se aplica aos laticínios com sabores artificiais

Uma coisa sempre há em comum no café da manhã de crianças e adolescentes: o chocolate quente! Apontada pelos pais como saudável e até obrigatória, em muitos casos, a bebida realmente funciona como uma importante fonte de energia para o início do dia. Contudo, é preciso ter cuidado com a quantidade de achocolatado que se utiliza na mistura. “Exageros prejudicam a absorção de cálcio e podem limitar os benefícios do leite à boa formação dos ossos na juventude. Afinal, quanto mais consumirmos o nutriente entre a infância e a adolescência, mais resistente será o nosso esqueleto na fase adulta”, diz a nutricionista Barbara Peters da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

Achocolatados

Barbara explica que o problema com os chocolates em pó (ou o cacau em pó) é que eles contêm uma grande quantidade de açúcar, aumentando a eliminação de magnésio na urina, nutriente importante para a saúde óssea. Além disso, contêm uma substância chamada oxalato que inibe a absorção intestinal do cálcio. “É importante que as mães fiquem atentas e observem como as crianças e jovens estão preparando o seu chocolate quente para não deixá-los exagerar na quantidade de cacau em pó. Outra dica, é tentar substituir ou revezar o consumo de achocolatados com a ingestão de vitaminas de frutas ou de sucos naturais”, sugere a nutricionista. “Vale lembrar que o espinafre, a beterraba e o quiabo são outros alimentos ricos em oxalato. Apesar disso, eles apresentam outras vitaminas e minerais que são tão benéficas ao osso quanto o cálcio. Portanto, não é preciso deixar de consumir esses alimentos”, acrescenta.

Sabores artificias

De acordo com Barbara, os sabores artificiais inseridos nos laticínios também diminuem os benefícios do leite para a saúde óssea. Ela explica que para dar gosto a iogurtes, danoninhos e vitaminas com sabores artificiais de fruta, por exemplo, as empresas alimentícias também precisam recorrer ao sódio. “Quando maior a ingestão dessa susbstância, maior será a eliminação de cálcio na urina. Por isso, assim como no caso do leite, o melhor a fazer com os iogurtes é misturá-los com frutas de verdade e, se possível, com cereais, cujas fibras também podem, entre outros benefícios, ajudar no funcionamento do intestino”, conclui a nutricionista da ABRASSO.

Para saber mais sobre a ABRASSO acesse: http://abrasso.org.br/ 

Crédito da Foto: Kim (via Flickr)  

 

IMC baixo é um fator de risco para osteoporose em idosos

Manter o peso ideal e o nível de gordura controlado pode influenciar de maneira positiva a massa óssea se associados com a prática de exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular e alimentação balanceada

Segundo a IOF (International Osteoporosis Foundation) anualmente nove milhões de pessoas sofrem fraturas decorrentes da osteoporose, doença que já atinge 10 milhões de brasileiros. Entre os vilões no combate e prevenção desta enfermidade está o Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo do padrão ideal.

Indivíduos com baixo peso e baixo IMC têm maior risco de fraturas e osteoporose. “Em geral, esses indivíduos apresentam menor pico de massa óssea durante a infância, adolescência e início da vida adulta, bem como ossos menores e massa muscular mais reduzida. Assim, esses são os principais motivos para a maior chance de osteoporose”, esclarece Marcelo Pinheiro, reumatologista da ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo).

Diversos estudos apontam que o IMC acima de 25 pode ser um fator de proteção contra a osteoporose. Isso ocorre porque há mais estímulo do próprio peso corporal sobre o esqueleto, mas também sobre os músculos, e pelo amortecimento do choque promovido pela camada de gordura (coxim) após a queda.

Idosos e pessoas de qualquer idade com IMC acima da normalidade têm menos chances de apresentar a densitometria óssea alterada, mas estão sob o mesmo risco de fraturas do que pessoas acima do peso. “Entretanto, o ideal é manter o IMC normal porque assim beneficiará não só a saúde óssea como a saúde em geral”, explica o reumatologista da ABRASSO.

Em todas as idades são utilizados os mesmos valores para avaliar o IMC:

- até 18,5 = baixo peso;

- de 18,5 a 24,9 = ideal;

- de 25 a 29 = sobrepeso;

- maior que 30 = obesidade.

Fatores como menopausa, alimentação com baixa quantidade de frutas, vegetais, grãos e laticínios, além de pouca exposição ao sol (o mínimo recomendado é de 15 minutos diariamente), também podem ser prejudiciais aos ossos. Evitar o cigarro, bebidas alcoólicas e refrigerantes são dicas para manter os ossos saudáveis.

O metabolismo do idoso é mais lento quando comparado a um jovem. Por isso ocorrem alterações em todo organismo (cardiovascular, hormonal, neurológico, muscular, digestório e ósseo). “Como em qualquer idade, as pessoas acima dos 60 anos também precisam ter uma alimentação balanceada, rica em cálcio, praticar atividades aeróbicas e de fortalecimento muscular por 30 minutos diariamente e consultar médicos periodicamente. Afinal, ganhar músculo é sinônimo de ganho de massa óssea”, finaliza Pinheiro, integrante da ABRASSO.

Sobre a ABRASSO

A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO foi criada em 2011 a partir da fusão da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, da Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral e da Sociedade Brasileira de Osteoporose. Possui mais de 1500 associados de diversas especialidades médicas, como radiologia, reumatologia, ginecologia, endocrinologia, e profissionais de outras áreas da saúde.

A ABRASSO é a principal referência em osteometabolismo no Brasil e mantém parceria com diversas instituições: The American Society for Bone and Mineral Research, Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedad Iberoamericana de Osteologia y Metabolismo Mineral, The International Society for Clinical Densitometry e Internetional Osteoporosis Foundation.
A missão da ABRASSO é difundir conhecimento entre profissionais de todo o Brasil para ampliar a prevenção e o tratamento de doenças como a osteoporose, que afeta mais de 10 milhões de brasileiros.

Para mais informações sobre a ABRASSO: http://abrasso.org.br/

Atividades e exercícios físicos regulares criam “poupança óssea” e protegem o corpo no futuro

Manter-se ativo permite gerar uma reserva que diminui a perda de massa óssea em idade avançada e o risco de doenças como a osteoporose

Praticar exercícios e atividades físicas regularmente não contribui apenas para manter o peso e evitar doenças cardiovasculares. Pessoas que se mantém ativas durante a vida garantem uma “poupança óssea” para o futuro, perdendo menos massa óssea e tendo riscos menores de sofrer de doenças como a osteoporose, quando comparadas a quem levou uma vida sedentária.

Mônica Longo, fisioterapeuta integrante da Comissão Científica da ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), explica que o corpo que recebe estímulos gerados pela prática de atividades físicas ou exercícios é capaz de formar massa óssea em maior quantidade e com melhor qualidade, especialmente até os 35 anos. A partir de então o corpo passa a perder massa óssea e muscular gradativamente.

“Nesta idade o organismo atinge seu pico de massa óssea”, afirma a integrante da ABRASSO. “O que a pessoa obtém até esta faixa etária funciona como uma reserva importante para o futuro, capaz de prevenir problemas graves nos ossos. Além disso, pessoas fisicamente ativas perdem menos massa óssea”, completa Mônica.

Este fato ajuda a explicar porque a prática regular de exercícios previne a osteoporose, já que o corpo se beneficia diretamente não apenas pelo ganho de massa óssea, mas também pela força muscular adquirida. Com isso o risco de quedas e fraturas é reduzido, gerando qualidade de vida superior para quem sempre se cuidou.

Estímulos para o esqueleto

De acordo com Mônica, os ossos humanos se renovam a cada três ou quatro meses. Exercícios e atividades físicas melhoram este processo, acarretando em ganhos importantes para a saúde da pessoa. A fisioterapeuta também alerta que é preciso tomar cuidado para não exagerar e sobrecarregar o corpo: “Você terá o efeito contrário”, explica.

Como o osso é altamente adaptativo e se “acostuma” com a carga e o tipo de exercício, é preciso praticar atividades variadas e de forma progressiva. “Uma vez por semana ajuda, mas não basta. Se alguém caminha duas vezes por semana, é preciso aumentar o número de vezes ou a intensidade. Adicionar uma atividade diferente também é uma opção”, comenta Mônica.

Exercícios e atividades físicas que incluam força muscular, equilíbrio, coordenação, flexibilidade e mobilidade são importantes para melhorar a saúde óssea e prevenir fraturas.

Entre as atividades indicadas estão musculação, pilates e caminhada. A fisioterapeuta ressalta que é importante incluir no programa exercícios que também trabalhem a mudança de direção, como a dança ou o Tai Chi.

“Isso auxilia a prevenir quedas, já que trabalham o reflexo, atributo que em pessoas idosas é menor devido ao processo de envelhecimento dos músculos”, diz Monica. Exercícios na água não são recomendáveis neste caso. “O osso não se beneficia de atividades na água, como a natação, mas exercícios como uma hidroginástica que privilegie potência (força e velocidade) tem-se mostrado benéficos para os ossos, ajudando a manter a massa óssea”, explica a integrante da Comissão Científica da ABRASSO.

A orientação e o acompanhamento profissional de um educador físico e fisioterapeuta são importantes para evitar que a prática acarrete em problemas e lesões.

Sobre a ABRASSO

A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO foi criada em 2011 a partir da fusão da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, da Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral e da Sociedade Brasileira de Osteoporose. Possui mais de 1500 associados de diversas especialidades médicas, como radiologia, reumatologia, ginecologia, endocrinologia, e profissionais de outras áreas da saúde.

A ABRASSO é a principal referência em osteometabolismo no Brasil e mantém parceria com diversas instituições: The American Society for Bone and Mineral Research, Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedad Iberoamericana de Osteologia y Metabolismo Mineral, The International Society for Clinical Densitometry e Internetional Osteoporosis Foundation.

A missão da ABRASSO é difundir conhecimento entre profissionais de todo o Brasil para ampliar a prevenção e o tratamento de doenças como a osteoporose, que afeta mais de 10 milhões de brasileiros.

 

Leite é alternativa para hidratar no verão e fortalecer a saúde óssea

Além de rica em nutrientes, a bebida também pode colaborar na hidratação para os dias mais quentes. Apesar de não substituir a água, o leite batido com frutas e servido gelado é sugestão refrescante para o calor.

Muitos sabem que o leite é fundamental para a qualidade dos ossos. Além disso, pode ser uma fonte de hidratação. Com as temperaturas bastante elevadas, a bebida pode ser ingerida sem restrição no verão e de diversas formas para se refrescar.

Tomar o leite puro e gelado é uma ótima opção para quem deseja matar a sede e ingerir um alimento nutritivo, rico em proteínas, vitaminas e minerais fundamentais para a saúde óssea. Quem quiser a bebida mais saborosa pode bater o leite gelado com maçã, banana e morango. Porém nenhuma delas potencializa os efeitos do leite, apenas acrescentam vitaminas à bebida e proporciona um sabor mais agradável.

Segundo Lígia Martini, membro da Comissão Científica da ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), o leite ou o iogurte não substituem a água, que não tem calorias e possui poder de hidratação incomparável com outras bebidas. “A água é composta por minerais que atuam no processo fisiológico e faz com que a absorção dela seja rápida. Já o leite tem proteínas e gorduras que fazem a absorção ser mais lenta”, explica Lígia. É recomendado o consumo de dois litros de água por dia.

O consumo mínimo de leite deve ser de três vezes ao dia. “Uma dica valiosa para complementar a necessidade diária de leite é o optar pelo iogurte líquido ao invés dos sólidos para ajudar na hidratação”, sugere a integrante da ABRASSO.

As bebidas a base de soja devem ser fortificadas com cálcio para terem efeitos benéficos para os ossos, ou seja, no rótulo da bebida precisa indicar que há adição de cálcio. Apenas assim ela será eficaz para a saúde óssea. O leite de soja também pode ser batido com frutas e é mais uma sugestão refrescante para esta época do ano.

Lígia orienta que suco de frutas frescas não industrializados e sem açúcar são aliados importantes da alimentação saudável. Refrigerantes contêm alta quantidade de fósforo e em excesso podem ser prejudiciais aos ossos.

Sobre a ABRASSO

A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO foi criada em 2011 a partir da fusão da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, da Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral e da Sociedade Brasileira de Osteoporose. Possui mais de 1500 associados de diversas especialidades médicas, como radiologia, reumatologia, ginecologia, endocrinologia, e profissionais de outras áreas da saúde.

A ABRASSO é a principal referência em osteometabolismo no Brasil e mantém parceria com diversas instituições: The American Society for Bone and Mineral Research, Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedad Iberoamericana de Osteologia y Metabolismo Mineral, The International Society for Clinical Densitometry e Internetional Osteoporosis Foundation. A missão da ABRASSO é difundir conhecimento entre profissionais de todo o Brasil para ampliar a prevenção e o tratamento de doenças como a osteoporose, que afeta mais de 10 milhões de brasileiros.

Para mais informações sobre a ABRASSO: http://abrasso.org.br/