Aumento no consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes no verão pode ser prejudicial à saúde óssea

Além de provocar o aumento da excreção de cálcio pela urina, cerveja e bebidas à base de cola contêm substâncias que inibem a absorção do nutriente pelo organismo. Para manter a quantidade ideal de cálcio no corpo, sem deixar a hidratação de lado, nutricionista da ABRASSO sugere alternar o consumo dessas bebidas com a ingestão regular de laticínios líquidos, como leite, iogurtes e vitaminas  

No verão, o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas como a cerveja costuma aumentar. Embora aliviem o calor e ajudem a hidratar o corpo, ambos os tipos de bebida podem prejudicar a saúde dos ossos, caso sejam consumidos em excesso. “O álcool presente na cerveja e a cafeína contida em refrigerantes à base de cola, por exemplo, levam ao aumento da excreção de cálcio pela urina em quantidade significativa. Além disso, ambos os tipos de bebida possuem fósforo. Esse mineral inibe a absorção e aumenta a eliminação do cálcio pelo organismo, o que afeta ainda mais a saúde dos ossos”, diz a nutricionista Barbara Santarosa Emo Peters, membro da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

Para manter a quantidade ideal de cálcio no corpo, sem deixar a hidratação de lado, a nutricionista da ABRASSO sugere alternar o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes com a ingestão regular de laticínios líquidos, como leite, iogurtes e vitaminas. “Além de hidratar o corpo, todas essas alternativas podem ser muito refrescantes, quando estão geladas”, diz Barbara. “Isso sem contar que elas também são muito mais saudáveis e nutritivas”, avalia a nutricionista da ABRASSO.

Retenha cálcio

Segundo Barbara, evitar a perda de cálcio é fundamental. O nutriente é o principal elemento na composição dos ossos. A falta dele no organismo pode ocasionar diversos problemas de saúde como raquitismo, osteoporose, espasmos nervosos e musculares. Por isso, a nutricionista da ABASSO alerta: “Além do álcool e da cafeína, há outros fatores que podem provocar perda de cálcio. E não só por meio da urina, mas também através das fezes e do suor”, explica a nutricionista. “Entre eles, os principais são: alta ingestão de sódio, uso de nicotina e o sedentarismo”.

Evite sódio e nicotina

Ao se dissolver na corrente sanguínea, o sódio – presente no sal –, passa pelos rins e, em seguida, é excretado através da urina, levando consigo uma grande quantidade de cálcio. Por isso, a recomendação é que o indivíduo não consuma mais do que 2g da substância por dia. “Já a nicotina compromete a absorção de cálcio nos ossos, ao inibir a produção dos chamados osteoblastos, células responsáveis pela produção dos componentes orgânicos da matriz óssea”, acrescenta a nutricionista da ABRASSO.

Pratique atividades físicas

O sedentarismo, por sua vez, deve ser combatido, justamente porque a prática de atividades físicas ajuda na retenção de cálcio e no fortalecimento dos ossos. “Além de optar por bebidas mais saudáveis, também precisamos substituir o excesso de comida processada por alimentos naturais, reduzir a ingestão de sal e não deixar de fazer exercícios”, aconselha Barbara. “Assim podemos manter não só a saúde dos ossos, mas do corpo como um todo!”, conclui a nutricionista da ABRASSO.

Sobre a ABRASSO

A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO foi criada em 2011 a partir da fusão da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, da Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral e da Sociedade Brasileira de Osteoporose. Possui mais de 1500 associados de diversas especialidades médicas, como radiologia, reumatologia, ginecologia, endocrinologia, e profissionais de outras áreas da saúde.

A ABRASSO é a principal referência em osteometabolismo no Brasil e mantém parceria com diversas instituições: The American Society for Bone and Mineral Research, Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedad Iberoamericana de Osteologia y Metabolismo Mineral, The International Society for Clinical Densitometry e Internetional Osteoporosis Foundation.

A missão da ABRASSO é difundir conhecimento entre profissionais de todo o Brasil para ampliar a prevenção e o tratamento de doenças como a osteoporose, que afeta mais de 10 milhões de brasileiros.

Sobre a ABRASSO

A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO foi criada em 2011 a partir da fusão da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, da Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral e da Sociedade Brasileira de Osteoporose. Possui mais de 1500 associados de diversas especialidades médicas, como radiologia, reumatologia, ginecologia, endocrinologia, e profissionais de outras áreas da saúde.

A ABRASSO é a principal referência em osteometabolismo no Brasil e mantém parceria com diversas instituições: The American Society for Bone and Mineral Research, Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedad Iberoamericana de Osteologia y Metabolismo Mineral, The International Society for Clinical Densitometry e Internetional Osteoporosis Foundation.

A missão da ABRASSO é difundir conhecimento entre profissionais de todo o Brasil para ampliar a prevenção e o tratamento de doenças como a osteoporose, que afeta mais de 10 milhões de brasileiros. Mais informações: http://abrasso.org.br/

 Crédito da foto: Pelle (via Flickr)   

Café em excesso pode causar diminuição da massa óssea e aumentar risco de fraturas

A Cafeína pode atrapalhar a absorção do cálcio nos ossos quando consumida em demasia. São sugeridas até três xícaras de café diariamente

O café, mundialmente conhecido e consumido por muitos, precisa ser ingerido com cautela, principalmente quando degustado como bebida. A cafeína é rica em xantinas, fato que pode promover maior excreção renal de cálcio e reduzir a absorção intestinal do nutriente. Por isso, o café consumido em excesso está associado ao risco de osteoporose e fraturas. São recomendadas até três xícaras de café por dia para evitar o efeito negativo na massa óssea.

 ”Os mecanismos pelos quais isso acontece ainda são controversos, mas parece que a grande quantidade de cafeína leva a uma maior reabsorção óssea e, consequentemente, a redução da massa óssea e aumento do risco de fraturas”, explica Beatriz Leite, nutricionista do ambulatório de Nutrição e Reumatologia da UNIFESP, mestre em Ciências da Saúde aplicada à Reumatologia (UNIFESP) e integrante da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

Outras substâncias como os fitatos e a trigonelina também estão presentes no café e podem atrapalhar a absorção do cálcio, um dos principais nutrientes para uma boa saúde óssea. Em contrapartida o consumo baixo a moderado da cafeína pode auxiliar na prevenção de doenças crônicas como a diabetes mellitus, parkinson e cirrose hepática.

Estudos científicos mais recentes demonstram a importância de uma dieta adequada na prevenção da osteoporose. Sendo assim, o ideal é evitar exageros e manter uma alimentação balanceada: pobre em açúcar, gordura saturada e rica em frutas e verduras, com o consumo adequado de leite e derivados e de outras fontes vegetais ricas em cálcio (couve, brócolis, chicória, salsa, gergelim, chia, amêndoa).

Contudo, deve-se ter cuidado também com as outras bebidas ricas em cafeína (refrigerante a base de cola, chá verde e preto). “O consumo moderado do cafezinho (menor que 600 mL/dia) está liberado. Mas, para evitar a má-absorção dos nutrientes, consuma-os longe das refeições principais (almoço e jantar) e de alimentos ricos em cálcio”, finaliza a integrante da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).