ABRASSO alerta sobre riscos da Osteoporose, doença que atinge 10 milhões de brasileiros | Firme Forte | Osteoporose

ABRASSO alerta sobre riscos da Osteoporose, doença que atinge 10 milhões de brasileiros

Para conscientizar a população no Dia Mundial do combate à doença, em 20 de outubro, a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) orienta como prevenir o problema; o Brasil já é responsável por mais de 9 milhões de fraturas por ano, sendo uma a cada três segundos

Silenciosa e assintomática, a osteoporose já atinge cerca de 10 milhões de pessoas em todo o país. Idosos, principalmente mulheres na pós-menopausa, são as pessoas que mais sofrem com a doença, cujo efeito provoca um enfraquecimento progressivo dos ossos que acaba causando múltiplas fraturas. Tanto que, de acordo com dados da International Osteoporosis Foundation (IOF), a doença é responsável por mais de 9 milhões de fraturas por ano no país, sendo uma a cada três segundos. “O principal objetivo da prevenção e do tratamento da osteoporose é justamente evitar esse tipo de problema. Afinal, quando uma pessoa em idade avançada quebra algum dos ossos a sua recuperação costuma ser bastante difícil e dolorosa. Isso sem contar que, em casos de fratura no quadril, há o risco do idoso ficar incapacitado e muitas vezes restrito a uma cadeira de rodas”, diz o reumatologista Sebastião Cezar Radominski, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

Com o objetivo de conscientizar a população no Dia Mundial da Osteoporose, em 20 de outubro, Dr. Radominski afirma que, apesar da gravidade do problema, ele ainda é subdiagnosticado e subtratado no Brasil. Por isso, o médico prevê um aumento significativo de fraturas relacionadas à osteoporose nos próximos 25 anos, caso não haja um forte trabalho de prevenção da doença nesse período. “A OMS projeta aumento da incidência em fraturas de fêmur de 310% homens e 240% em mulheres”, acrescenta o reumatologista. “Além disso, estima-se que um em cada 3 pacientes com fratura de colo de fêmur apenas tem diagnóstico prévio de osteoporose, enquanto somente um em cada cinco recebe algum tipo de tratamento”, revela o Dr. Radominski, lembrando que a ocorrência de fraturas osteoporóticas no Sul e Sudeste é o dobro da encontrada nas regiões Norte e Nordeste.

Menopausa favorece o surgimento da doença

Segundo Dr. Radominski, uma em cada três mulheres, atualmente, deve sofrer algum tipo de fratura relacionada a osteoporose após os 50 anos de idade, fase que geralmente marca o início da menopausa. Entre elas, estão fraturas vertebrais, as do antebraço e do colo do fêmur. Cerca de 20% das pacientes que quebram o fêmur têm mais de 70 anos e, muitas delas, podem até morrer devido às complicações geradas pela lesão. “A falta de conhecimento sobre a osteoporose e suas consequências, associada ao crescimento do número de idosos em todo o mundo, favorece esse cenário. Além disso, a dificuldade de acesso da população ao atendimento médico, diagnóstico (densitometria óssea) e tratamento precoce só contribuem com o avanço da doença”, explica o presidente da ABRASSO.

Osteoporose em homens

Cerca de 25% do total das fraturas osteoporóticas de fêmur ocorrem em homens. Entre o público masculino, a taxa de mortalidade em função do problema é duas vezes maior do que a das mulheres. “Na Suécia, por exemplo, as fraturas por osteoporose em homens ocupam mais dias de leitos hospitalares que o câncer de próstata”, completa o presidente da ABRASSO.

Com base nessas informações, o presidente da ABRASSO acrescenta que ações preventivas contra a osteoporose poderiam, além de melhorar a qualidade de vida da população idosa, reduzir significativamente os custos com atendimento médico, exames de diagnóstico por imagem, internações e próteses em casos de fratura quadril, por exemplo. “Dados do setor privado de saúde, por exemplo, revelam que os gastos gerados por fraturas osteoporóticas ultrapassam os 6 milhões de dólares”, afirma o Dr. Radominski.

Fatores de risco

O Dr. Radominski também destaca que os fatores de risco para osteoporose e fraturas subsequentes à doença, tanto em homens como em mulheres, são basicamente idade avançada, ocorrência prévia de fratura no indivíduo ou fratura paterna ou materna, tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides, artrite reumatoide e vida sedentária. Por isso, o reumatologista também aponta algumas dicas de prevenção:

. Consuma laticínios, frutas, legumes, folhas verdes e grãos. Eles são ricos em cálcio;

. Procure praticar atividades físicas durante 30 minutos diários no mínimo. A prática de esportes fortalece os ossos;

. Fumantes chegam a perder cerca de 1% de massa óssea por ano. Por isso, evite cigarros;

. Homens costumam carregar mais peso que as mulheres. Por isso, eles precisam evitar exageros e tomar cuidado com quedas, já que todos esses fatores também comprometem a saúde dos ossos;

. Acima dos 50 anos, as mulheres têm mais chances de desenvolver osteoporose em função da queda da produção de estrogênio causada pela menopausa. Por isso, quando se chega nessa idade, é importante realizar uma densitometria óssea;

. Procure tomar sol diariamente por pelo menos 20 minutos. Ao contrário do que se acredita, a melhor parte do dia para sintetizar vitamina D é entre 11 e 12 horas, quando o sol está bastante forte. Contudo, evite excessos, já que a intensidade dos raios solares neste horário pode representar riscos à saúde;

. Se alguém da família tiver osteoporose, vale a pena ficar atento. Traços hereditários podem favorecer o aparecimento da doença. Por isso, é importante realizar um exame de densitometria óssea, a partir 45 anos de idade;

. Beba água ou suco natural de frutas. Refrigerantes e bebidas alcoólicas causam perda de massa óssea;

. Manter hábitos saudáveis, desde a infância, também ajuda na prevenção da osteoporose. Isso porque a aquisição de massa óssea aumenta na infância, acelera na adolescência e estabiliza na faixa dos 30 anos de idade;

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Para previnir a osteoporose: consuma mais alimentos com cálcio e vitamina D, tome mais sol e faça mais exercícios com algum impacto. Não deixe de fazer os exames preventivos, incluindo a denistometria óssea.

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O dimensionamento do problema da osteoporose no Brasil é muito importante para que medidas de prevenção e tratamento eficazes sejam implementadas.

Partindo da premissa de ser um problema de saúde pública, uma vez que atinge cerca de 30% das mulheres após a menopausa, de acordo com os estudos epidemiológicos nacionais (SAPOS, SAPORI, VIGITEL), a população, médicos e outros profissionais de saúde, bem como políticos e organizações não governamentais, precisam unir forças para enfrentar e superar essa relevante questão de saúde.

Dr. Marcelo Pinheiro, Reumatologista da Unifesp e Chefe do Ambulatório de Osteoporose

21/09/2011

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“A osteoporose é real e afeta a todos. É preciso mobilizar a todos e mostrar que embora difícil, é possível conviver com a doença, trabalhar e ter uma vida normal.”

Suely Roitman, Presidente da FENAPCO

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