Efeito sanfona pode ser prejudicial para qualidade da massa óssea

Ausência de nutrientes e alteração hormonal podem comprometer a condição dos ossos no constante processo de perda e ganho de peso

Para alguns estar magro é uma necessidade. Se a condição atual do indivíduo não for essa, a luta para alcançar o peso desejado começa. A mudança radical na alimentação é uma maneira rápida a qual as pessoas recorrem para alcançar o objetivo e se sentirem realizadas. Mas se o comprometimento em manter o novo peso não for permanente, algumas pessoas poderão recuperar os quilos rapidamente. Esse processo de engordar e emagrecer pode afetar a saúde óssea pela perda de nutrientes e alteração hormonal.

Além da massa óssea ser prejudicada pela instabilidade nutricional causada pelo efeito sanfona, as alterações hormonais também poderão causar a diminuição da qualidade óssea. “Essas modificações hormonais estão associadas a resistência à insulina e intolerância à glicose, conhecidas como pré- diabetes, comprometendo as funções do corpo”, explica a Dra. Melissa Premaor, membro da  ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo) e professora adjunta da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).  A insulina é responsável por controlar níveis de açúcar, gordura e proteínas no sangue.

Dietas com restrições calóricas ou de alguns tipos de alimentos geram preocupação com a perda  de micronutrientes como cálcio, magnésio, ferro, vitamina D e até mesmo proteínas.  Como o cálcio e a vitamina D são essenciais para a manutenção da massa óssea, sua deficiência pode resultar na redução da qualidade dos ossos.

A causa da fragilidade óssea em indivíduos que convivem com o efeito sanfona não é clara. Uma das teorias é que estes ciclos repetidos de perda e ganho de peso desencadeiam um descontrole entre a reabsorção e formação óssea. “A perda de peso levaria a um dano ósseo, já o ganho de peso favoreceria a formação óssea. No entanto, a formação óssea desencadeada pela recuperação do peso não seria suficiente para compensar o osso danificado durante o processo”, esclarece a Dra. Melissa.

Outro ponto importante é que o efeito sanfona está associado a um aumento da adiposidade (acumulo de gordura nos tecidos), principalmente na região intra-abdominal, o que implica em uma má formação óssea e com mais risco de fraturas.

“O indivíduo que se propõe a fazer dieta deve evitar o baixo consumo de calorias ou com muitas restrições alimentares, já que normalmente é difícil manter esse tipo de dieta, o que facilita o ganho de peso posteriormente. O exercício físico regular é aliado da saúde dos ossos porque ajuda a perder peso e também diminui a possibilidade do efeito sanfona”, finaliza a Dra. Premaor.

 

A cada três segundos um indivíduo sofre uma fratura por osteoporose

Falta de exposição ao sol, alimentação inadequada, menopausa, tabagismo e consumo de bebida alcoólicas são os principais fatores de predisposição da doença

A prevenção é aliada à saúde e com a estrutura óssea não é diferente. Hábitos saudáveis como prática de exercícios físicos, alimentação rica em cálcio, além de exposição diária ao sol contribuem para a qualidade dos ossos. Somado a isso, evitar hábitos como tabagismo e bebidas alcoólicas também contribui com uma adequada saúde da massa óssea.

Em todo o mundo, a cada três segundos, mais de 8,9 milhões de pessoas sofrem com fraturas em razão da osteoporose, por ano. Estima-se que a doença afete 75 milhões de pessoas na Europa, Estados Unidos e Japão, segundo a IOF (International Osteoporosis Foundation). No Canadá são 1,4 milhão e na Austrália 2,2 milhões de pessoas.

Na União Europeia, a cada 30 segundos alguém tem uma fratura osteoporótica. Com o envelhecimento da população, a incidência de fratura de quadril na região deverá dobrar nos próximos 50 anos. No Brasil já são 9 milhões de pessoas que sofrem fraturas, porém num espaço de 3 segundos.

A osteoporose afeta 200 milhões de mulheres no mundo. Uma de suas causas é a chegada da menopausa, por volta dos 50 anos. A doença pode surgir por conta da queda significativa do hormônio estrogênio.

A probabilidade de cura para a doença é baixa, mas a dor pode ser controlada com medicação prescrita pelo médico, prática de atividade física e reposição hormonal. Cirurgias também são recomendadas em casos mais graves.

Fontes consultadas:

http://www.iofbonehealth.org/facts-statistics#category-14

http://www.iofbonehealth.org/european-union-policy-initiatives

ABRASSO promove avaliações médicas gratuitas no Dia Mundial de Combate à Osteoporose

Na próxima segunda-feira, 20 de outubro, as pessoas acima de 50 anos que estiverem na Praça da Sé ou no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), entre as 7h às 19 horas, terão acesso gratuito a ultrassons de calcâneo e receberão orientações gerais sobre a doença que já atinge 10 milhões de brasileiros

No Dia Mundial de Combate à Osteoporose, celebrado dia 20 de outubro, a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) realizará duas ações de prevenção à doença voltada para a população acima dos 50 anos de idade que reside na capital. Uma delas acontecerá na Praça da Sé, das 7 às 15 horas, apenas no dia 20 de outubro, enquanto a outra funcionará, das 10 às 19 horas, de 19 a 21 deste mês, no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073). “Em ambas as ações, convidaremos idosos para responder a um questionário. Em seguida, realizaremos um rápido exame de ultrassom de calcâneo entre eles.

A partir dos resultados, saberemos quem está em risco e deverá fazer o exame de Densitometria Óssea para confirmar. Além disso, distribuiremos folhetos informativos sobre o que é e como prevenir a doença”, diz o reumatologista Sebastião Cezar Radominski, presidente da ABRASSO e coordenador do evento.

No local, os participantes também poderão conversar médicos, enfermeiros e nutricionistas especializados no assunto para tirar dúvidas e obter dicas de como cuidar melhor da saúde dos ossos. “A osteoporose já atinge 10 milhões de brasileiros e é diretamente responsável por cerca de 9 milhões de fraturas por ano, sendo uma a cada três segundos. Além de prejudicar a qualidade de vida, principalmente, dos idosos esse processo onera o sistema de saúde e contribui significativamente com os casos de óbito na terceira idade. Por isso, ações de prevenção à doença são fundamentais”, diz o Dr. Radominski.

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ABRASSO promove avaliação médica gratuita no Dia Mundial de Combate à Osteoporose

Na próxima segunda-feira, 20 de outubro, as pessoas acima de 50 anos que se dirigirem ao Ginásio do Sesc Centro terão acesso gratuito a ultrassom de calcâneo, medição de pressão arterial, testes de glicemia e de equilíbrio, além de poder realizar avaliações físicas, odontológicas e nutricionais; No local, também será possível preencher questionários que indicam o risco de surgimento da osteoporose e participar de conversas em grupo com médicos especializados no assunto

No Dia Mundial de Combate à Osteoporose, celebrado dia 20 de outubro, a Associação  Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) reunirá uma equipe completa de profissionais para oferecer atendimento gratuito, das 10h às 17h, a pessoas acima dos 50 anos de idade. Promovida no Ginásio do Sesc Centro (R. Pedro Ivo, 755), a ação irá disponibilizar ultrassom de calcâneo para avaliar o risco de osteoporose, medição de pressão arterial, testes de glicemia e de equilíbrio, além de realizar avaliações físicas, odontológicas e nutricionais entre os participantes.

No local, também será possível preencher questionários que indicam o risco de surgimento da doença e participar de conversas em grupo com médicos especializados no assunto. “A osteoporose já atinge 10 milhões de brasileiros e é diretamente responsável por cerca de 9 milhões de fraturas por ano, sendo uma a cada três segundos. Além de prejudicar a qualidade de vida, principalmente, dos idosos esse processo onera o sistema de saúde e contribui significativamente com os casos de óbito na terceira idade. Por isso, ações de prevenção à doença são fundamentais”, diz o reumatologista Sebastião Cezar Radominski, presidente da ABRASSO e coordenador do evento.

Com o objetivo de conscientizar a população no Dia Mundial da Osteoporose, o Dr. Radominski acrescenta que a osteoporose é uma doença silenciosa e assintomática que  atinge, na maioria dos casos, idosos e mulheres na pós-menopausa, provocando um enfraquecimento progressivo dos ossos responsável pela ocorrência de múltiplas fraturas entre eles. “O principal objetivo da prevenção e do tratamento da osteoporose é justamente evitar esse tipo de problema. Afinal, quando uma pessoa em idade avançada quebra algum dos ossos a sua recuperação costuma ser bastante difícil e dolorosa. Isso sem contar que, em casos de fratura no quadril, há o risco do idoso ficar incapacitado e muitas vezes restrito a uma cadeira de rodas”, diz o presidente da ABRASSO.

O Dr. Radominski explica que, apesar de sua gravidade, a osteoporose ainda é subdiagnosticada e subtratada no Brasil. Por isso, o médico prevê um aumento significativo de fraturas relacionadas à osteoporose nos próximos 25 anos, caso não haja um forte trabalho de prevenção da doença nesse período. “A OMS projeta aumento da incidência em fraturas de fêmur de 310% homens e 240% em mulheres”, acrescenta o reumatologista. “Além disso, estima-se que um em cada 3 pacientes com fratura de colo de fêmur apenas tem diagnóstico prévio de osteoporose, enquanto somente um em cada cinco recebe algum tipo de tratamento”, revela o Dr. Radominski, lembrando que a ocorrência de fraturas osteoporóticas no Sul e Sudeste é o dobro da encontrada nas regiões Norte e Nordeste.

Menopausa favorece o surgimento da doença

Segundo Dr. Radominski, uma em cada três mulheres, atualmente, deve sofrer algum tipo de fratura relacionada a osteoporose após os 50 anos de idade, fase que geralmente marca o início da menopausa. Entre elas, estão fraturas vertebrais, as do antebraço e do colo do fêmur. Cerca de 20% das pacientes que quebram o fêmur têm mais de 70 anos e, muitas delas, podem até morrer devido às complicações geradas pela lesão. “A falta de conhecimento sobre a osteoporose e suas consequências, associada ao crescimento do número de idosos em todo o mundo, favorece esse cenário. Além disso, a dificuldade de acesso da população ao atendimento médico, diagnóstico (densitometria óssea) e tratamento precoce só contribuem com o avanço da doença”, explica o presidente da ABRASSO.

Osteoporose em homens

Cerca de 25% do total das fraturas osteoporóticas de fêmur ocorrem em homens. Entre o público masculino, a taxa de mortalidade em função do problema é duas vezes maior do que a das mulheres. “Na Suécia, por exemplo, as fraturas por osteoporose em homens ocupam mais dias de leitos hospitalares que o câncer de próstata”, completa o presidente da ABRASSO.

Com base nessas informações, o presidente da ABRASSO acrescenta que ações preventivas contra a osteoporose poderiam, além de melhorar a qualidade de vida da população idosa, reduzir significativamente os custos com atendimento médico, exames de diagnóstico por imagem, internações e próteses em casos de fratura quadril, por exemplo. “Dados do setor privado de saúde, por exemplo, revelam que os gastos gerados por fraturas osteoporóticas ultrapassam os 6 milhões de dólares”, afirma o Dr. Radominski.

Fatores de risco

O Dr. Radominski também destaca que os fatores de risco para osteoporose e fraturas subsequentes à doença, tanto em homens como em mulheres, são basicamente idade avançada, ocorrência prévia de fratura no indivíduo ou fratura paterna ou materna, tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides, artrite reumatoide e vida sedentária. Por isso, o reumatologista também aponta algumas dicas de prevenção:

. Consuma laticínios, frutas, legumes, folhas verdes e grãos. Eles são ricos em cálcio;

. Procure praticar atividades físicas durante 30 minutos diários no mínimo. A prática de esportes fortalece os ossos;

. Fumantes chegam a perder cerca de 1% de massa óssea por ano. Por isso, evite cigarros;

. Homens costumam carregar mais peso que as mulheres. Por isso, eles precisam evitar exageros e tomar cuidado com quedas, já que todos esses fatores também comprometem a saúde dos ossos;

. Acima dos 50 anos, as mulheres têm mais chances de desenvolver osteoporose em função da queda da produção de estrogênio causada pela menopausa. Por isso, quando se chega nessa idade, é importante realizar uma densitometria óssea;

. Procure tomar sol diariamente por pelo menos 20 minutos. Ao contrário do que se acredita, a melhor parte do dia para sintetizar vitamina D é entre 11 e 12 horas, quando o sol está bastante forte. Contudo, evite excessos, já que a intensidade dos raios solares neste horário pode representar riscos à saúde;

. Se alguém da família tiver osteoporose, vale a pena ficar atento. Traços hereditários podem favorecer o aparecimento da doença. Por isso, é importante realizar um exame de densitometria óssea, a partir 45 anos de idade;

. Beba água ou suco natural de frutas. Refrigerantes e bebidas alcoólicas causam perda de massa óssea;

. Manter hábitos saudáveis, desde a infância, também ajuda na prevenção da osteoporose. Isso porque a aquisição de massa óssea aumenta na infância, acelera na adolescência e estabiliza na faixa dos 30 anos de idade;

Sobre a ABRASSO

A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO foi criada em 2011 a partir da fusão da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica, da Sociedade Brasileira para Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral e da Sociedade Brasileira de Osteoporose. Possui mais de 1500 associados de diversas especialidades médicas, como radiologia, reumatologia, ginecologia, endocrinologia, e profissionais de outras áreas da saúde.

A ABRASSO é a principal referência em osteometabolismo no Brasil e mantém parceria com diversas instituições: The American Society for Bone and Mineral Research, Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedad Iberoamericana de Osteologia y Metabolismo Mineral, The International Society for Clinical Densitometry e Internetional Osteoporosis Foundation.

A missão da ABRASSO é difundir conhecimento entre profissionais de todo o Brasil para ampliar a prevenção e o tratamento de doenças como a osteoporose, que afeta mais de 10 milhões de brasileiros.

Osteoporose não é “doença de mulher” e afeta 1 em cada 5 homens no mundo todo

Muitos homens ainda acham que a #Osteoporose é uma “doença de mulher”. Não poderiam estar mais errados do que isso!

 Veja 5 fatos que mostram que os homens também precisam cuidar bem da saúde óssea e espalhe esta mensagem:

1) A osteoporose atinge os homens também. Mundialmente, afeta um em cada cinco homens contra uma em cada três mulheres (idade > 50 anos).

2) As fraturas osteoporóticas em homens mais velhos (> 50 anos) estão comumente
associadas com mortalidade e morbidade consideráveis, incluindo função e
mobilidade reduzidas, dor, costas arqueadas e comprometimento respiratório. O
resultado é uma redução na qualidade de vida e perda da independência.

3) Após a fratura de quadril, os homens têm duas vezes maior probabilidade de
morrer do que as mulheres.

4) O risco de um homem sofrer uma fratura osteoporótica ao longo da vida é maior
do que a probabilidade de desenvolver câncer de próstata.

5) Um terço de todas as fraturas de quadril do mundo todo ocorre em homens.

Fonte: IOF

Métodos preventivos podem diminuir o risco de osteoporose

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e já atinge aproximadamente 10 milhões de brasileiros. Fatores como menopausa, alimentação com baixa quantidade de frutas, vegetais e laticínios, além de pouca exposição ao sol, podem ser fatores prejudiciais aos ossos. Por isso, confira 9 dicas que podem ajudar você a ficar com a saúde óssea em dia:

1- Evite o cigarro, já que um fumante chega a perder 1% de massa óssea por ano.

2- Procure se expor por 20 minutos ao sol. Ao contrário do que se acredita, o melhor horário para sintetizar vitamina D é o sol forte, entre 11 e 12 horas.

3- Consuma alimentos com fonte de cálcio, encontrados em laticínios, frutas, legumes, verduras e grãos.

4- Faça atividade física por 30 minutos diariamente. A prática de esporte ajuda no fortalecimento dos ossos.

5- A sugestão para os homens é de ficarem atentos ao excesso de carga que carregam, já que a saúde óssea poderá sofrer com esta ação. Normalmente, eles carregam mais peso, quando comparados ao gênero feminino.

6- As mulheres com mais de 55 anos, poderão sofrer de osteoporose com a queda do hormônio estrogênio, acontecimento comum na menopausa.

7- Evite ingerir bebidas alcoólicas e refrigerantes. Opte por suco natural e água que são alternativas saudáveis.

8- Manter o estilo de vida e alimentação saudável desde a infância ajudará na prevenção de possíveis problemas ósseo. Já que a aquisição de massa óssea aumenta na infância, acelera na adolescência e estabiliza no início da terceira década de vida.

9- A última dica é se você tem pais com osteoporose, é preciso mais atenção com os ossos para, assim, essa herança não te acertar se estiver desprevenido.

ABRASSO alerta sobre riscos da Osteoporose, doença que atinge 10 milhões de brasileiros

Para conscientizar a população no Dia Mundial do combate à doença, em 20 de outubro, a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) orienta como prevenir o problema; o Brasil já é responsável por mais de 9 milhões de fraturas por ano, sendo uma a cada três segundos

Silenciosa e assintomática, a osteoporose já atinge cerca de 10 milhões de pessoas em todo o país. Idosos, principalmente mulheres na pós-menopausa, são as pessoas que mais sofrem com a doença, cujo efeito provoca um enfraquecimento progressivo dos ossos que acaba causando múltiplas fraturas. Tanto que, de acordo com dados da International Osteoporosis Foundation (IOF), a doença é responsável por mais de 9 milhões de fraturas por ano no país, sendo uma a cada três segundos. “O principal objetivo da prevenção e do tratamento da osteoporose é justamente evitar esse tipo de problema. Afinal, quando uma pessoa em idade avançada quebra algum dos ossos a sua recuperação costuma ser bastante difícil e dolorosa. Isso sem contar que, em casos de fratura no quadril, há o risco do idoso ficar incapacitado e muitas vezes restrito a uma cadeira de rodas”, diz o reumatologista Sebastião Cezar Radominski, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

Com o objetivo de conscientizar a população no Dia Mundial da Osteoporose, em 20 de outubro, Dr. Radominski afirma que, apesar da gravidade do problema, ele ainda é subdiagnosticado e subtratado no Brasil. Por isso, o médico prevê um aumento significativo de fraturas relacionadas à osteoporose nos próximos 25 anos, caso não haja um forte trabalho de prevenção da doença nesse período. “A OMS projeta aumento da incidência em fraturas de fêmur de 310% homens e 240% em mulheres”, acrescenta o reumatologista. “Além disso, estima-se que um em cada 3 pacientes com fratura de colo de fêmur apenas tem diagnóstico prévio de osteoporose, enquanto somente um em cada cinco recebe algum tipo de tratamento”, revela o Dr. Radominski, lembrando que a ocorrência de fraturas osteoporóticas no Sul e Sudeste é o dobro da encontrada nas regiões Norte e Nordeste.

Menopausa favorece o surgimento da doença

Segundo Dr. Radominski, uma em cada três mulheres, atualmente, deve sofrer algum tipo de fratura relacionada a osteoporose após os 50 anos de idade, fase que geralmente marca o início da menopausa. Entre elas, estão fraturas vertebrais, as do antebraço e do colo do fêmur. Cerca de 20% das pacientes que quebram o fêmur têm mais de 70 anos e, muitas delas, podem até morrer devido às complicações geradas pela lesão. “A falta de conhecimento sobre a osteoporose e suas consequências, associada ao crescimento do número de idosos em todo o mundo, favorece esse cenário. Além disso, a dificuldade de acesso da população ao atendimento médico, diagnóstico (densitometria óssea) e tratamento precoce só contribuem com o avanço da doença”, explica o presidente da ABRASSO.

Osteoporose em homens

Cerca de 25% do total das fraturas osteoporóticas de fêmur ocorrem em homens. Entre o público masculino, a taxa de mortalidade em função do problema é duas vezes maior do que a das mulheres. “Na Suécia, por exemplo, as fraturas por osteoporose em homens ocupam mais dias de leitos hospitalares que o câncer de próstata”, completa o presidente da ABRASSO.

Com base nessas informações, o presidente da ABRASSO acrescenta que ações preventivas contra a osteoporose poderiam, além de melhorar a qualidade de vida da população idosa, reduzir significativamente os custos com atendimento médico, exames de diagnóstico por imagem, internações e próteses em casos de fratura quadril, por exemplo. “Dados do setor privado de saúde, por exemplo, revelam que os gastos gerados por fraturas osteoporóticas ultrapassam os 6 milhões de dólares”, afirma o Dr. Radominski.

Fatores de risco

O Dr. Radominski também destaca que os fatores de risco para osteoporose e fraturas subsequentes à doença, tanto em homens como em mulheres, são basicamente idade avançada, ocorrência prévia de fratura no indivíduo ou fratura paterna ou materna, tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides, artrite reumatoide e vida sedentária. Por isso, o reumatologista também aponta algumas dicas de prevenção:

. Consuma laticínios, frutas, legumes, folhas verdes e grãos. Eles são ricos em cálcio;

. Procure praticar atividades físicas durante 30 minutos diários no mínimo. A prática de esportes fortalece os ossos;

. Fumantes chegam a perder cerca de 1% de massa óssea por ano. Por isso, evite cigarros;

. Homens costumam carregar mais peso que as mulheres. Por isso, eles precisam evitar exageros e tomar cuidado com quedas, já que todos esses fatores também comprometem a saúde dos ossos;

. Acima dos 50 anos, as mulheres têm mais chances de desenvolver osteoporose em função da queda da produção de estrogênio causada pela menopausa. Por isso, quando se chega nessa idade, é importante realizar uma densitometria óssea;

. Procure tomar sol diariamente por pelo menos 20 minutos. Ao contrário do que se acredita, a melhor parte do dia para sintetizar vitamina D é entre 11 e 12 horas, quando o sol está bastante forte. Contudo, evite excessos, já que a intensidade dos raios solares neste horário pode representar riscos à saúde;

. Se alguém da família tiver osteoporose, vale a pena ficar atento. Traços hereditários podem favorecer o aparecimento da doença. Por isso, é importante realizar um exame de densitometria óssea, a partir 45 anos de idade;

. Beba água ou suco natural de frutas. Refrigerantes e bebidas alcoólicas causam perda de massa óssea;

. Manter hábitos saudáveis, desde a infância, também ajuda na prevenção da osteoporose. Isso porque a aquisição de massa óssea aumenta na infância, acelera na adolescência e estabiliza na faixa dos 30 anos de idade;