Cigarro favorece o desenvolvimento da osteoporose

Um fumante chega a perder 1% de massa óssea por ano. As toxinas liberadas pelo cigarro favorecem  a diminuição da saúde dos ossos

A osteoporose também pode ser uma doença procedente do tabagismo, já que um fumante pode perder até 1% de massa óssea por ano. Além disso, o cigarro pode provocar doenças respiratórias, cardiovasculares e ainda aparecimento de câncer. O cigarro é responsável pela morte de seis milhões de pessoas anualmente, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A saúde óssea dos que aderem ao tabagismo pode ser afetada pela diminuição da osteoblasto, célula produtora da matriz da massa óssea, em decorrência das toxinas liberadas pelo cigarro. Ainda, pode ocorrer dificuldade na recuperação das fraturas para os fumantes. Por isso, quem fuma mais  tem mais chances de ter os ossos prejudicados.

 Osteoporose em mulheres

Fumantes ou não, o risco é sempre maior para mulheres de serem diagnosticadas com a osteoporose quando comparadas aos homens. Isso ocorre, porque na menopausa, normalmente aos 55 anos de idade, há uma queda do hormônio estrogênio, responsável pela proteção óssea e das articulações.

Tabagismo entre mulheres

O tabagismo no gênero feminino aumenta em cerca de 39% as chances de desenvolvimento de doenças coronarianas e aproximadamente 22% de risco de acidentes vasculares cerebrais, quando associado ao uso de contraceptivos orais. Na gravidez, a mulher fumante pode aumentar em cerca de duas vezes a chance de abortar, de ter filho prematuro ou com baixo peso e até mesmo perder o bebê no período neonatal.

Abrir mão do vicio beneficiará a saúde, não apenas a óssea.

Com informações : http://www.diarioonline.com.br//noticias/para/noticia-299124-fumo-e-principal-vilao-de-varias-doencas.html

http://runnersworld.abril.com.br/noticias/dia-combate-ao-fumo-cigarro-tambem-causa-danos-aos-ossos-327971_p.shtml

http://leitor.flexinterativa.com.br/clipping/index/show/id/375301/tosimple/1

 

 

Alimentação na população idosa

Conforme os anos vão passando, é possível perceber mudanças no corpo, nas funções fisiológicas e na força física. Com isso, inúmeros idosos acabam por modificar a rotina e a alimentação por se sentirem menos dispostos e pela alteração no paladar. No entanto, a prática de atividade física é benéfica nessa fase da vida e a alimentação equilibrada também auxilia na manutenção da saúde.

Depois dos 65 anos há tendência para redução da massa muscular, problemas no aparelho locomotor, no equilíbrio e propensão ao surgimento de doenças cardiovasculares, osteoporose, entre outras. Esse conjunto de fatores leva o idoso a diminuir a prática de atividade física. No entanto, nesta faixa etária, atividades de lazer, como jardinagem e caminhada; tarefas domésticas e locomoção já podem ser considerados exercício físico.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, recomenda-se a prática regular de 120 minutos de exercícios aeróbios, como caminhadas e natação, e três treinos de força muscular por semana, como pilates, musculação ou ginástica localizada para a população idosa. A combinação de atividades aeróbias e anaeróbias de intensidade moderada e respeitando os limites de cada pessoa, melhora o equilíbrio, fortalece os músculos e auxilia na mobilidade.

 

A alimentação não pode ficar de fora. A ingestão de proteínas é essencial para o organismo devido a importância dos aminoácidos nas funções metabólicas, imunológicas e hormonais. Assim, o aporte proteico deve acontecer em quantidade suficiente para ajudar na diminuição da perda muscular decorrente da idade. Enquanto para adultos saudáveis é recomendado o consumo de 0,8g de proteína/ kg de peso corporal por dia, para idosos esse valor vai para 1,0g de proteína/ kg de peso corporal por dia, de modo a garantir a capacidade funcional e saúde do idoso. Essas quantidades podem ser atingidas por meio de alimentos como: iogurtes, bebidas à base de soja, carnes (de preferência brancas), entre outras fontes.

 

Além disso, o consumo de carboidratos e gorduras também precisa estar em níveis adequados para garantir a boa nutrição desse público. Dar preferência aos grãos integrais, cereais e às gorduras boas, como azeite de oliva, creme vegetal, entre outros, são alternativas para complementar a alimentação dos idosos. Também é necessário lembrar das vitaminas e minerais, provenientes principalmente de verduras, legumes e frutas, e que auxiliam para uma alimentação completa.

 

O respeito pela limitação e individualidade dos idosos é essencial para entender o tipo de exercício físico adequado e a melhor escolha de alimentos para cada pessoa. Ficar atento a esses detalhes pode ajudar os adultos da “melhor idade” a terem mais disposição e saúde para realizar as atividades diárias.

 

Fonte: A Tribuna

 

Escarola oferece benefícios para saúde e para os ossos

Benefícios da Escarola*

A escarola é uma espécie de chicória utilizada desde o tempo do Antigo Egito e na civilização greco-romana. Assim, tornou-se ingrediente de diversas formulações farmacológicas: tônicos, bebidas para combater a febre, xaropes vermífugos, purificantes do sangue. Rica em fibras, a raiz da escarola tem uma substância chamada inulina, de efeito prebiótico, que estimula a produção de bactérias benéficas que vivem no trato intestinal. É ótima fonte das vitaminas antioxidantes C e E, de vitaminas B e de minerais como o cálcio, o potássio, o fósforo, o ferro. É rica também em carotenóides.

Os carotenóides da escarola são substâncias com propriedades antioxidantes, que têm a capacidade de proteger as células do corpo contra a ação dos radicais-livres. Por isso, estão associadas à prevenção ou diminuição do risco de certas doenças, especialmente as cardiovasculares e alguns tipos de câncer. O beta caroteno tem ação antioxidante e de preservação da saúde dos olhos, além de ajudar o sistema de defesas do organismo, prevenindo infecções. As vitaminas do complexo B garantem a produção de energia pelo organismo e o bom funcionamento do sistema nervoso, entre outras funções. A B9, conhecida como folato ou ácido fólico, é essencial para a produção do material genético e previne más-formações fetais. É indicada para todas as mulheres em idade fértil.

Também é muito rica em cálcio, fundamental para a formação dos ossos e manutenção da massa óssea no decorrer da vida. No entanto, assim como acontece com o ferro, nosso corpo absorve mais facilmente o cálcio de fontes alimentares de origem animal. O potássio atua como regulador da pressão e do pH sanguíneos e auxilia os processos digestivos e as contrações musculares — após atividades físicas muito intensas, a reposição de potássio no organismo ajuda na recuperação dos músculos. O fósforo, que é o mineral mais abundante no organismo depois do cálcio, tem papel fundamental na saúde de ossos e dentes e auxilia a regeneração de tecidos.

*Fonte: Estadão Conteúdo/A Tarde

Frutas, verduras, tubérculos e raízes podem ajudar no tratamento da osteoporose

Estudo inédito orientado por um dos membros da comissão científica da ABRASSO investigou hábitos alimentares de 156 mulheres portadoras da doença na pós-menopausa – período de maior ocorrência do problema – e também constatou que doces, chá e café são, por outro lado, prejudiciais à saúde óssea

Manter uma alimentação equilibrada e rica em cálcio é essencial para prevenir a osteoporose. Porém, uma pesquisa inédita orientada pela nutricionista Lígia A. Martini, membro da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), apontou que o cuidado com a dieta continua sendo importante para a saúde óssea, mesmo depois que a doença se manifesta no organismo. “Ao realizar esse trabalho, constatamos que as mulheres que consomem doces, chás e café em grande quantidade tendem a apresentar densidade óssea mais baixa. Já as que costumam comer frutas, verduras, tubérculos e raízes, mais do que todos os outros alimentos, têm ossos mais próximos de sua condição original, apesar da osteoporose”, diz Lígia que também é docente do Departamento de Nutrição da Universidade de São Paulo.

Para chegar a essa conclusão, o estudo, realizadopela nutricionista Natasha Ap. G. de França da Faculdade de Saúde Pública da USP, avaliou os hábitos alimentares de 156 mulheres com osteoporose na pós-menopausa – período de maior ocorrência da doença. A partir dos dados obtidos, cinco padrões de alimentação foram encontrados entre elas: o padrão “saudável”, composto por verduras, frutas, tubérculos e raízes, como batata, mandioca e inhame; o padrão de “carne vermelha e cereais refinados”, composto por carne de boi e porco, arroz branco e massas feitas à partir de farinha branca; o padrão de “leite e derivados magros”, como queijos magros, leite e iogurtes desnatados; o padrão de “doces, café e chás”, que incluía açúcar, mel e doces em geral, como sobremesas, chocolates, balas, etc.; e o padrão “ocidental”, caracterizado pelo consumo elevado de refrigerantes e fastfood.

 

Cada padrão foi então submetido a uma análise de regressão linear com o objetivo de avaliar como cada um podia estar associado à densidade óssea das participantes. O resultado foi que dietas compostas por maiores quantidades de frutas, verduras, tubérculos e raízes pareceram ser protetoras aos ossos. Por outro lado, uma alimentação composta por grandes quantidades de chás, café e doces foi apontada como prejudicial à saúde do esqueleto, ao provocar reações que parecem aumentar a desmineralização óssea. “Com essas informações é possível elaborar uma dieta que ajude a combater o avanço da osteoporose no organismo e, consequentemente, também auxilie a prevenção de efeitos mais graves da doença, como fraturas por baixo impacto, por exemplo”, revela a Lígia. “Ou seja, uma alimentação saudável rica em frutas e vegetais pode funcionar não só como uma medida preventiva, mas também como um importante aliado no tratamento da osteoporose que, atualmente, é feito basicamente por meio de medicamentos”, conclui a nutricionista da ABRASSO.

Credito das Fotos: 1- Kelley Savage, 2- International Potato Center (CIP), 3- Diego Lopvan


Artrose pode aparecer com diminuição do hormônio estrogênio

Desgaste da articulação é comum na menopausa 

A osteoartrite, mais conhecida como artrose, é uma doença de causa inflamatória, que leva a degeneração da articulação. A doença pode ter várias causas e também está associada a diminuição do hormônio estrogênio em mulheres, que atua como protetor das articulações e dos ossos. Com a chegada da menopausa, por volta dos 50 anos, o nível desse hormônio sofre uma queda significativa e consequentemente a mulher pode sofrer de artrose e osteoporose.

A doença, igualmente, atinge os homens a partir de meio século de vida. O problema ocorre porque eles, normalmente, carregam cargas mais pesadas, quando comparados ao gênero feminino. Os locais mais comumente atingidos pela artrose são: joelhos, quadris, mãos e coluna vertebral para ambos os sexos. Ainda, o exame de Raio X possibilita o diagnóstico da artrose, sendo capaz de avaliar o grau da perda da cartilagem na região afetada.

“Dependendo da gravidade da osteoartrite, ocorre maior ou menor desgaste da cartilagem e com esse afilamento, os ossos podem entrar em atrito fazendo com que o paciente sinta dor ao colocar carga sobre a articulação e até mesmo quando realizam movimentos habituais. O inchaço e rigidez na articulação afetada também são sinais comuns nessa doença. Ainda, é corriqueiro um som de fricção (crepitação) quando se faz algum movimento”, explica a Dra. Pérola Grinberg Plapler, Divisão de Medicina Física – IOT – HC – FMUSP e membro da Abrasso.

Os sintomas da osteoartrite se manifestam dependendo do estágio da doença: o primeiro aparece durante a realização de uma atividade física, desaparecendo assim que interrompida. No segundo momento surge após a prática de exercício, mantendo-se por um período, mesmo após a interrupção da atividade. Já, no terceiro quando a artrite já está mais avançada, a dor independe do indivíduo ter praticado algum treino.

Não há cura para a doença, mas a dor pode ser controlada com medicação prescrita pelo médico, atividade física correta, perda de peso, terapias alternativas como acupuntura. Em último caso, quando todo o resto não foi capaz de diminuir a dor ou evitar a progressão, as cirurgias são recomendadas.  A doença atinge cerca de 10% da população brasileira, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, no ano de 2013.

“A perda de peso pode ser uma maneira de diminuir o risco de artrose, uma vez que uma de suas causas é exatamente a sobrecarga sobre as articulações. Além disso, sabe-se hoje que a gordura funciona como produtora de substâncias inflamatórias (adipocinas), capazes de piorar o quadro da doença”, sugere a Dra. Pérola.

Contudo, uma alimentação rica em antioxidantes que inclui, por exemplo,  vitamina C, encontrada em morango, abacaxi e laranja, além de alimentos ou suplementos ricos em magnésio, zinco e vitamina B12 também podem ser benéficos. Além disso, praticar exercício físico, principalmente de fortalecimento, de forma moderada, pode ajudar tanto na prevenção quanto no tratamento dessa doença.