Terceira idade: mudanças dessa fase afetam paladar, equilíbrio e até olfato

Idoso caminhando. Sombra.Por muito tempo os idosos foram considerados sinônimos de invalidez, como se fossem velhinhos que não entendem muito bem o que falamos ou que não conseguem fazer nada sozinho – mas isso está longe de ser verdade. Hoje vemos muitos homens e mulheres com mais de 60 anos que estão ativos, levando suas vidas com saúde e um sorriso no rosto.

 

“Cuidados com a alimentação, prática de exercícios, controle de estresse e doenças, assim como consultas médicas periódicas, têm relação direta com a manutenção da qualidade de vida e a prevenção de doenças desde a juventude”, afirma o geriatra Roberto Dischinger, responsável pelo residencial para a terceira idade Lar Sant’ana, em São Paulo.

 

Confira quais são as mudanças desconhecidas da terceira idade e entenda melhor esse processo:

 

Músculos e ossos mais fracos

Para entender porque os músculos e ossos ficam mais fracos com o passar da idade, é importante saber que nossos ossos crescem somente até os 20 anos e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. O mesmo acontece com os músculos: a partir dos 65 anos de idade, nossa massa muscular vai sendo perdida, cerca de 1% a cada ano. Pessoas que praticaram exercícios durante a juventude e mantiveram hábitos que contribuíram para o fortalecimento desses órgãos possuem um “pico” de massa óssea e muscular maior do que as pessoas que não mantiveram bons hábitos, e por isso demoram mais a apresentar problemas nesses sistemas. “No entanto, pessoas que não possuíam altos picos de massa muscular e óssea tendem a sofrer de problemas como osteoporose e sarcopenia mais rapidamente”, explica Roberto Dischinger. O especialista afirma que praticar exercícios já na idade avançada ajuda a impedir a perda, prevenindo essas doenças, mas a pessoa não conquistará mais massa óssea ou muscular do que já tem.

 

Avó. Cozinha. Cozinhando. Terceira Idade.Dificuldades no paladar

A partir dos 60 anos, é comum ocorrer no idoso uma diminuição na capacidade de perceber gostos doces e salgados dos alimentos, enquanto os sabores ácidos e amargos se mantêm inalterados. “Isso acontece devido à atrofia das papilas gustativas que são responsáveis pelo paladar”, diz o geriatra Roberto Dischinger, responsável pelo residencial para a terceira idade Lar Sant’ana. Outro fator que também pode alterar o paladar é o uso de certos medicamentos. O especialista afirma que é esse é o motivo porque os idosos tendem a acrescentar mais sal ou açúcar aos alimentos. “Uma alternativa é acrescentar temperos naturais aos pratos, tais como alho, cebola, cheiro verde, orégano e manjericão, que realçam o sabor dos alimentos e eliminam essa dificuldade”, afirma a nutricionista Flavia Medeiros Leite, coordenadora do Programa Crescer e parte da equipe multidisciplinar do Lar Sant’ana. “É importante também que o momento da refeição seja atrativo, com pratos variados e balanceados, pois com a diminuição do paladar o idoso tende a diminuir a ingestão de alimentos, podendo ficar com um quadro de desnutrição.”

 

Alterações no olfato

Considerando que no processo de envelhecimento existem diversas alterações sensoriais, o olfato também pode ser afetado. Alterações como o aumento de tecidos moles e atrofia das glândulas mucosas – muitas vezes ocasionando o ressecamento do muco nasal e consequentemente a obstrução nasal – podem explicar as dificuldades de identificar odores. “Isso também pode ocorrer principalmente após os 80 anos, quando as dificuldades para identificação de odores ocorrem devido à degeneração das células do sistema nervoso central”, explica o geriatra Roberto. “Esse pode ser considerado um sintoma inicial de doenças como Parkinson e Alzheimer, levando em conta que a percepção que o idoso tem sobre seu olfato depende também dos sistemas nervoso central e periférico, que são os maiores afetados por essas doenças”.

 

Um dos sinais que indicam a perda olfativa é a diminuição do peso em consequência da perda de apetite. O tratamento depende da causa, mas é recomendado que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar. “Para facilitar a ingestão dos alimentos, pode-se melhorar a apresentação dos pratos e a forma de preparo dos alimentos”, ressalta a nutricionista Flavia.

 

Dificuldades em fazer várias tarefas ao mesmo tempo

Existe uma área do cérebro responsável pelo que os especialistas chamam de atenção dividida – que é ativada quando precisamos prestar atenção em duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. “A partir da meia-idade ou após os 70 anos, ocorre um declínio normal das funções cognitivas, podendo repercutir na memória e nesse tipo de atenção”, explica a psicóloga especialista em terceira idade Roberta Seriacopi, de São Paulo. De acordo com a especialista, durante o processo de envelhecimento, é comum as pessoas apresentarem falhas no controle do excesso de informações e na manutenção de informações irrelevantes durante execução de uma tarefa. Isso torna mais lenta a nossa capacidade de alternar de uma tarefa para outra, prejudicando o desempenho. Outro sinal comum de que a atenção dividida do idoso está comprometida é o fato de ele não conseguir se lembrar de assuntos que foram comentados durante uma refeição ou enquanto ele estava assistindo televisão, por exemplo. “Isso acontece porque ele estava concentrado em apenas uma das tarefas, e seu cérebro não conseguiu captar e processar a nova informação que você estava fornecendo”, explica Roberta. Uma forma de lidar com isso é a estimulação cognitiva por meio de atividades que envolvam duas ou mais tarefas simultâneas.

 

Pele ressecada

A pele é o órgão que mais evidentemente demonstra os sinais de envelhecimento. “Muitas alterações decorrentes da idade, como perda de tecido de sustentação de gordura subcutânea, diminuição dos pelos, alteração na distribuição de pigmentação de pele e pelos e diminuição de glândulas sudoríparas e sebáceas, ocasionam uma pele mais ressecada, frágil e sem a preservação de elasticidade”, afirma o geriatra Roberto. O especialista diz que pele dos idosos também tende a ficar mais ressecada devido à redução da quantidade de água corporal nessa fase da vida. “Todos esses fatores tornam a pele do idoso mais propensa a machucados e infecções.” Entre os cuidados para esse problema estão a ingestão de água, banhos com sabonete neutro e água morna e aplicação de um hidratante corporal após.

 

Distúrbios da visão

Problemas relacionados à visão podem impedir ou dificultar a independência dos idosos na realização das atividades diárias. Com o envelhecimento, ocorre uma redução na acuidade visual e na acomodação à luminosidade, bem como na clareza da visão noturna e do campo de visão periférico. “Consequentemente, ler, assistir TV e realizar atividades manuais podem ser mais cansativo e dificultoso”, ressalta o geriatra Roberto. “Para evitar pequenos desconfortos, o ideal é manter a iluminação permanente, uma vez que a adaptação dos idosos a mudanças de luz torna-se mais lenta.” Entre as alterações visuais mais frequentes, os especialistas citam presbiopia, catarata, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. É importante a prevenção por meio da investigação e acompanhamento médico precoce dessas alterações, uma vez que elas são comuns na faixa etária.

 

Qual era a palavra mesmo?

Sentir dificuldade para encontrar o termo certo durante uma conversa é muito comum em idosos. “Isso acontece porque a capacidade de processar as informações fica mais lenta e a atenção também pode estar alterada, prejudicando assim a memória de trabalho (quando ele precisa memorizar algo para usar em seguida, como quando decoramos um número de telefone na agenda para digitá-lo logo após) e memória episódica (memória de histórias e eventos do próprio passado)”, diz a psicóloga Roberta. Quando há falta da atenção, a manutenção de informações pela memória fica prejudicada, dificultando a lembrança de palavras durante uma conversa. De acordo com a psicóloga o melhor a fazer nesses casos não é completar as palavras pelo idoso ou então repreendê-lo. Tente dar pistas que possam ajudá-lo a lembrar da palavra por si, de forma que ele exercite sua memória. “Devemos ressaltar que nem toda a falta de atenção ou perda de memória é sinal de doenças, mas que qualquer problema que gere dificuldades em suas atividades diárias deve ser comunicado ao médico.”

 

Manter o equilíbrio

Com o passar da idade, o corpo sofre alterações no controle da postura e do andar, que desempenham um papel importante no equilíbrio dos idosos. “Eles apresentam dificuldades na regulação das respostas relacionadas a velocidade e precisão dos movimentos, causando assim um desequilíbrio”, explica o geriatra Roberto. Outro fator que pode gerar desequilíbrio nos idosos são alterações no sistema vestibular, como a labirintite. De acordo com o geriatra, a atividade física contribui para ganho de força muscular, amplitude de movimento, percepção corporal e melhora os reflexos, podendo auxiliar na prevenção de quedas e alterações do equilíbrio.

 

Reflexos

As funções cognitivas como memória, raciocínio, velocidade de processamento e reflexos tendem a diminuir conforme os neurônios vão envelhecendo. “Por isso o ideal é sempre estimular o cérebro, para que esse prejuízo seja o mínimo possível”, afirma a psicóloga Roberta Seriacopi. A melhor maneira de prevenir essa degeneração é adotando hábitos saudáveis, como dieta balanceada, prática de exercícios e controle de estresse e doenças, assim como consultas médicas periódicas. “Mais uma vez, é importante ressaltar que simples alterações no raciocínio e reflexos nem sempre indicam doenças graves, entretanto, qualquer mudança deve ser investigada através de avaliações e exames.”

Fonte: Portal Minha Vida (via RH Connect)

Crédito das fotos: krystalchu via Compfight cc | Katie Tegtmeyer via Compfight cc

Fumo é principal vilão de várias doenças

A próxima sexta-feira, 29, marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Uma data que chama a atenção para os malefícios causados pelo tabagismo e desperta para a conscientização de se abandonar de vez o hábito de fumar, que é responsável por desencadear diretamente doenças respiratórias, cerebrovasculares e o tão temido câncer de pulmão, além de outras neoplasias, como câncer de boca, laringe, traqueia, esôfago, entre outros.

 

O câncer de pulmão, por exemplo, é o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando aumento de 2% por ano na sua incidência mundial, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

As mulheres que fumam, além do risco de incidência de câncer de pulmão, podem sofrer com a osteoporose, especialmente após a menopausa; infertilidade; aumento em 39% das chances de desenvolver doenças coronarianas e 22% de risco de acidentes vasculares cerebrais, quando associado ao uso de contraceptivos orais. Na gravidez, a mulher fumante pode aumentar em cerca de duas vezes a chance de abortar, de ter filho prematuro ou com baixo peso e até mesmo perder o bebê no período neonatal.

 

Com informações do Diário Online.

 

Crédito da foto: Nicolas Raymond (cc)

Osteoporose: conheça as causas e as formas de prevenir essa doença

Por que o osso enfraquece?
Na osteoporose, o osso fica cheio de buracos e poroso. Isso ocorre porque há um desequilíbrio entre as células chamadas osteoclastos (que retiram cálcio dos ossos) e osteoblastos (responsáveis por reconstruir o osso furado). Nesse jogo, o cálcio não é reabsorvido e os buracos no osso se proliferam.

 

Estágio anterior à osteoporose
Antes de a doença se instalar, a mulher passa por um estágio intermediário chamado osteopenia. Ela é diagnosticada quando a massa óssea está abaixo da esperada para a idade da paciente. Para os médicos, a osteopenia serve como um alerta que deve ser monitorado com muita atenção.

 

As causas
Um dos fatores de risco é a idade. Após os 45 anos, há uma redução de 0,5% de massa óssea por ano. Tudo culpa da ação hormonal. É que nessa idade o estrogênio sofre uma queda brusca, e é justamente ele o responsável por manter o equilíbrio entre perda e ganho de massa óssea.Sedentarismo, hábitos inadequados como consumo de álcool e cigarro, falta de cálcio e vitamina D e menopausa precoce são outros causadores da doença.

 

Doença escondida
Todo mundo sabe que a osteoporose provoca o enfraquecimento dos ossos. Mas o que poucas pessoas têm consciência é de que a doença é silenciosa. Isso mesmo! Em estágio inicial, a mulher não sente nada. Estima-se que 75% dos diagnósticos são feitos somente depois de um osso quebrado.

 

Prevenção é tudo
A partir da menopausa, as mulheres devem fazer uma vez por ano o exame de densitometria óssea. Por meio de raios X, o aparelho mede a densidade dos ossos. Com o resultado, o médico consegue visualizar a situação óssea e bater o martelo sobre o diagnóstico da osteoporose.

 

Cálcio sempre!
Este mineral, presente no leite e em seus derivados, é o responsável pelo fortalecimento e manutenção dos ossos. A quantidade necessária de ingestão muda de acordo com a idade. A partir dos 18 anos e até os 50, recomenda-se 1000 miligramas do nutriente por dia. Isso você consegue com quatro copos de leite ou iogurte desnatados.

 

Um pouco de sol, por favor!
Tomar 15 minutos de sol por dia é fundamental para ajudar o corpo a prevenir a osteoporose. Esse tempinho é o suficiente para receber a cota de vitamina D – 10 microgramas – necessária para absorver o cálcio que vem da alimentação.

 

Fonte: M de Mulher

Conheça atividades físicas e cuidados especiais para prevenir acidentes e possíveis fraturas entre os idosos

Na terceira idade, os reflexos e a capacidade de locomoção das pessoas já não são como na juventude. Por isso, pequenos detalhes do ambiente doméstico, como rugas no tapete ou pisos mais lisos, podem funcionar como verdadeiras armadilhas para os idosos, já que sempre podem provocar escorregões, tropeços e quedas entre eles. “Além de ocasionar graves ferimentos, acontecimentos como estes podem dar origem a fraturas sucessivas, já que pessoas na terceira idade podem ser portadoras de doenças osteometabólica, como a osteoporose. Por isso, é fundamental garantirmos um ambiente mais seguro para elas e, na medida do possível, incentivá-las a manter a boa forma para que a sua mobilidade funcional e equilíbrio também melhorem”, afirma a fisioterapeuta Aurora Mafra Cabral, colaboradora da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

 

Para atingir esse objetivo, a fisioterapeuta tem algumas dicas. Uma delas é que os idosos, inclusive os que já possuem algum comprometimento na qualidade óssea, pratiquem com regularidade exercícios aeróbicos leves que podem ser obtidos em sessões de tai chi chuan ou mesmo durante uma caminhada, por exemplo. Em seguida, a médica indica o exercício resistido progressivo por meio do levantamento regular de pequenos pesos, para fortalecimento muscular e ósseo, além da realização de treinamentos corretivo-posturais. Ela também aconselha evitar flexões para a frente do tronco, especialmente, em combinação com rotação lateral (torção), durante a prática de qualquer tipo de exercício ou atividade cotidiana. “Ações como estas dão mais equilíbrio e desenvoltura aos idosos na prática de seus afazeres diários”, explica a fisioterapeuta. “Por isso, também ajudam a reduzir a ocorrência de quedas e fraturas tanto vertebrais, quanto as mais sérias, como as de quadril”, acrescenta a médica.

 

Embora as atividades físicas sejam importantes, Aurora ressalta que elas, por si só, não são suficientes para garantir o bem-estar dos idosos. Segundo a fisioterapeuta, tudo o que pode facilitar a ocorrência de acidentes dentro de casa também precisa ser eliminado. “Para isso é preciso fazer mudanças na disposição dos móveis e na decoração. Outra medida que vale a pena é promover a instalação de suportes e corrimãos para aumentar o número de apoios manuais pela casa”, afirma Aurora. Para saber como deixar a residência mais segura, cômodo a cômodo, confira mais algumas dicas da fisioterapeuta:

 

Sala
. Evite tapetes soltos e pisos encerados;
. Deixe as passagem desobstruídas, livres de fios e extensões elétricas;
. Escolha poltronas e cadeiras com apoio para os braços para que o idoso possa se apoiar na hora de sentar e levantar.

 

Quarto
. Evite deixar o piso escorregadio com o uso de cera, por exemplo;
. Troque tapetes soltos por carpete bem preso ao chão;
. Tenha sempre um abajur do lado da cama com interruptor de fácil acesso ou algum tipo de dispositivo ligado a tomada para iluminação;
. Utilize calçados antiderrapantes;
. Evite andar de meia. Elas podem ser escorregadiças;
. Colchões firmes e camas em altura confortável facilitam deitar e levantar;

 

Corredor
. Se possível, deve ficar iluminado e livre, isto é, sem qualquer tipo de mobília;

 

Cozinha
. Utilize armários com altura adequada, evitando o uso de bancos ou escadas para alcançar a parte superior do móvel. Isso evita acidentes;
. Utilize um apoio para descanso do pé, quando for parar por muito tempo cozinhando, lavando ou passando roupa. Isso evita sobrecarga na coluna;

 

Banheiro
. Mantenha o local bem iluminado com lâmpadas fluorescentes e cortinas claras;
. Utilize vasos sanitários mais altos para evitar desequilíbrios;
. Instale barras de apoio paralelas ao vaso e dentro do box;
. Coloque tapetes antiderrapantes dentro e fora do box;
. Utilize cortinas no lugar de portas de correr de vidro;

 

Crédito das fotos: benjaminasmith via Compfight cc | eljoja via Compfight cc

HIV altera densidade óssea em crianças infectadas

Uso prolongado e precoce de antirretroviral, assim como fatores demográficos, genéticos, hormonais e nutricionais têm influencia direta

Pesquisa realizada pela nutricionista Doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM)  Cecília Zanin Palchetti, constatou comprometimento ósseo em crianças infectadas pelo HIV.   Foram analisadas 35 crianças infectadas pelo HIV, (34 casos transmitidos da mãe para o filho e um de transfusão sanguínea), atendidos no CEADIPe (Centro de Atendimento da Disciplina de Infectologia Pediátrica) de idades entre 7 e 12 anos e ambos os sexos.

O estudo foi feito em dois momentos; no primeiro, apenas pacientes pré-púberes, com média de idade entre 9 e 10 anos e que foram reavaliados no segundo tempo, após período de dois anos meio. Os pacientes apresentaram ganho de massa óssea, mas de maneira insuficiente. Normalmente, essa população apresenta comprometimento de massa óssea na infância.

“A prática regular de atividade física pode minimizar as comorbidades relacionadas à doença e, ainda, a ingestão adequada de cálcio, encontrados em laticínios, como queijo, leite, iogurte e requeijão. Elas podem indicar proteção para acúmulo adequado de massa óssea”, sugere a nutricionista.

Uso precoce e prolongado de terapia antirretroviral, assim como os fatores demográficos, genéticos, hormonais e nutricionais, influenciam diretamente a massa óssea das crianças com HIV. Para análise da massa óssea, a densitometria óssea é o método preferencial em crianças devido a sua reprodutibilidade, velocidade, baixa exposição à radiação ionizante e maior base de dados comparados aos outros procedimentos.

“Diagnosticar, precocemente, alterações de massa óssea nos pacientes pediátricos infectados pelo HIV, além de identificar e corrigir os fatores nutricionais e laboratoriais devem ser feitos  para melhorar a qualidade de vida”, finaliza Cecilia.

Crédito da foto: Arquivo pessoal

Crédito da imagem de capa: ZAM690

 

Frio e dores no corpo: entenda como o clima pode influenciar o organismo e veja dicas para diminuir as dores

Uma das coisas mais comuns no inverno são as dores que surgem quando o clima esfria.  O grego Hipócrates, considerado pai da medicina, já descrevia doenças sazonais ligadas ao frio e a medicina tradicional chinesa define o reumatismo com a expressão Fēngshī Bing, que pode ser traduzida como “doença do vento úmido”.

Mesmo sendo conhecida desde a antiguidade, o tema é uma das grandes polêmicas da medicina e ainda não há consenso científico sobre como o clima pode afetar o organismo e provocar dores físicas. No entanto, o fato é que as pessoas continuam a sofrer todas as vezes que a temperatura cai. “O frio habitualmente piora as dores articulares ou as faz aparecer no curso das doenças reumáticas”, afirma Charlles Heldan de Moura Castro, Assistente-Doutor da Disciplina de Reumatologia da UNIFESP-Escola Paulista de Medicina, membro da Diretoria de Comunicação da ABRASSO – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo.

Varias linhas tentam explicar a influência do frio nas dores pelo corpo. Elas vão desde fatores subjetivos e psicológicos, pois muitas pesquisas não conseguem resultados consistentes que comprovam a relação entre os fatos, até a pressão atmosférica que cai quando a temperatura esfria e permite o aumento da inflamação e, conseqüentemente, da dor.

“O frio pode facilitar a precipitação de cristais dentro das articulações e dar início a processos inflamatórios como a gota e a condrocalcinose”, explica o reumatologista da ABRASSO.

Enquanto os cientistas não chegam a uma conclusão, as pessoas podem tomar algumas atitudes que minimizam os efeitos e amenizam o sofrimento.

Dicas para evitar dores

Saber a causa da dor é o primeiro passo para acabar com o sofrimento causado pelo frio. O diagnóstico ajudará a enfrentá-la da forma correta. Buscar auxílio médico é fundamental antes de tomar qualquer decisão ou atitude.

“É importante valorizar a queixa de dor articular piorada pelo frio e procurar o especialista para esclarecer o diagnóstico. Quanto mais cedo iniciamos o tratamento, maiores as chances de sucesso”, diz Heldan.

Veja algumas dicas:

- Para minimizar a dor, uma das dicas é se agasalhar bem, especialmente as extremidades do corpo: pés, mãos, pescoço e cabeça.

- Outra forma é deixar a preguiça de lado, enfrentar o frio e praticar atividades físicas e alongamentos.

- Utilizar bolsas de água quente sobre os locais com dor é outra alternativa. O calor relaxa os músculos e alivia os sintomas de dores musculares e ósseas.

- Sessões de fisioterapia ou hidroterapia também podem ser indicadas.

- Tomar sol pode ajudar a evitar as dores. Isso ajuda o organismo a metabolizar o cálcio e ajuda a melhorar a saúde óssea.

Osteoporose e frio

E será que o clima pode influenciar a osteoporose? “Não há estudos definitivos sobre o assunto”, afirma o reumatologista da ABRASSO. No entanto as condições climáticas podem aumentar o risco de quedas e fraturas, além de prejudicar a saúde.

“Com o frio, tendemos a ficar mais limitados e fazemos menos atividade física. Isso pode afetar negativamente a saúde dos ossos”, completa Heldan.

Com informações do The Wall Street Journal, Clicrbs e Wikipedia.

Crédito das fotos: Mitya Ku via Compfight cc | Wikicommons

Fratura do quadril é osteoporose? Saiba por que o trauma é tão temido*

A fratura de quadril é uma lesão grave, que ocorre em pessoas com mais de 65 anos, com o risco aumentando mais rapidamente depois de 80 anos de idade e as complicações podem ser fatais.

As pessoas mais velhas estão em maior risco de fratura de quadril porque os ossos tendem a se enfraquecer com a idade. Mas apesar dessa diminuição da massa óssea (osteoporose) tornar o esqueleto propenso a fraturas, é a erosão gradual da massa muscular magra(sarcopenia) e a consequente fragilidade que leva o idoso às quedas. Além disso, vários medicamentos, falta de visão e problemas de equilíbrio também fazem com que as pessoas mais velhas tenham mais probabilidade de tropeçar e cair.

As fraturas do quadril integram uma classificação mundial, uma das 10 piores deficiências em termos de perda de mobilidade e de deficiência de longo prazo

Sinais e sintomas de uma fratura de quadril podem incluir:

- Incapacidade de se mover imediatamente depois de uma queda
- Dor intensa no quadril ou na virilha
- Incapacidade de colocar peso sobre a perna do lado do quadril lesionado
- Rigidez, hematomas e inchaço no quadril
- Perna mais curta do lado do quadril lesionado
- Andar mais curto ou mancar no quadril lesionado

Publicado no “The Journal of the American Medical Association” um estudo constatou que 250 milamericanos com idade acima de 65 anos terão uma fratura do quadril a cada ano, destes, cerca de 20 a 30% morrerá dentro de um ano, e muitos mais experimentarão uma perda funcional significativa nos próximos cinco anos, incluindo risco de morte.

Para dar uma ideia do tipo de perda funcional provocada pelas fraturas de quadril, o estudo faz referência a:

- 90% das pessoas não serão capazes de subir cinco degraus, no ano seguinte à fratura;
- 66% não serão capazes de ir aobanheiro sem ajuda;
- 50% não serão capazes de levantar-se de uma cadeira;
- 31% não serão capazes de sair da cama sem a ajuda de um cuidador;
- 20% não serão capazes de vestir as próprias calças sem assistência.

O tratamento

Geralmente envolve uma combinação de cirurgia, reabilitação e medicação.

Cirurgia

O tipo de cirurgia geralmente depende da localização da fratura no osso, a gravidade da fratura e da idade. As opções cirúrgicas podem incluir:
- Reparar a fratura com parafusos, placas ou haste;
- Substituição (prótese) que pode serparcial ou total;

Reabilitação

Fisioterapia se concentrará inicialmente em exercícios de ganho de mobilidade e fortalecimento e para aprender técnicas de independência na vida diária, tais como usar o banheiro, tomar banho, vestir e cozinhar.

Medicação

Medicamentos que aumentam a densidade óssea denominados bifosfonatos pode ajudar a reduzir o risco de fratura do quadril.

Como prevenir

Escolhas saudáveis de estilo de vida no início da idade adulta como construir um pico de massa óssea maior e reduzir o risco de osteoporose ajuda muito. As mesmas medidas podem reduzir o risco de quedas e melhorar sua saúde geral, se você adotá-las:

- Não beba em excesso e não fume.

- Avalie sua casa para os riscos de queda. Retire tapetes, mantenha os cabos elétricos contra a parede, e limpar o excesso de móveis e qualquer outra coisa que poderia tropeçar. Certifique-se de todos os quartos e corredor são bem iluminado.

- Vá para o seu oftalmologista para um exame a cada dois anos, ou mais frequentemente, se você tem diabetes ou uma doença ocular.

- Veja os seus medicamentos. Sentindo-se fraco e tonto, que são os possíveis efeitos colaterais de muitos medicamentos, pode aumentar o risco de cair. Converse com seu médico sobre os efeitos colaterais causados por seus medicamentos.

Mas a prevenção que mais é recomendada é a pratica de exercício para fortalecer os ossos e melhorar o equilíbrio.

Fonte: Portal da Educação Física / Globo.Com

Dieta sem glúten pode evitar perda de massa óssea em pessoas com doença celíaca

Um estudo recente apontou que 75% das pessoas que não tratam a doença celíaca desenvolvem a má absorção intestinal, o que provoca a perda de massa óssea. Uma dieta livre de glúten pode ajudar a combater esta condição, segundo a pesquisa.

A má absorção intestinal produz um balanço negativo de cálcio em pacientes com doença celíaca não tratada. Esta condição também pode levar a alguns déficits de outros minerais, gordura e vitaminas hidrossolúveis, o que pode afetar o metabolismo ósseo normal. Em particular, baixos níveis de zinco foram encontrados em pacientes com doença celíaca não tratada e, relacionados com baixos níveis de IGF, os quais são responsáveis subsequentemente por um desequilíbrio no metabolismo ósseo, no crescimento e na função imune.

Com esses fatos o ideal é uma dieta adequada visando melhorar essa absorção intestinal, diminuir as citocinas inflamatórias e em muitos casos a suplementação do cálcio.

O glúten é encontrado principalmente em alimentos que contém farinha de trigo, cevada, centeio e aveia.

Com informações do jornal A Tarde/Estadão/Nutrição&Boa Forma

Crédito da foto: Ongjulian CC-BY-SA-3.0 (Via WikimediaCommons)