Confira exercícios que diminuem as chances de quedas e fraturas entre idosos

A prática de atividades físicas leves melhoram a capacidade de locomoção e o equilíbrio dos idosos, diminuindo as chances de quedas e fraturas entre eles.

Por isso, se você está na terceira idade ou convive com alguém nessa faixa etária, confira as dicas do Programa de Prevenção à Refraturas (Prevrefrat) que funciona em hospitais públicos do Rio de Janeiro e Brasília e é coordenado por um dos membro da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO):

Crédito do vídeo: Prevrefrat

 

Saiba como prevenir novas fraturas após a primeira em casos de osteoporose

Quando uma pessoa com idade avançada sofre algum tipo de fratura em função de uma queda da própria altura ou menor, ela provavelmente tem osteoporose ou algum outro tipo de doença osteo-metabólica. Mesmo assim, a maior parte dos médicos que atende casos como esse costuma lidar apenas com a lesão, em si, sem investigar as causas do problema. “Como resultado, esse mesmo paciente tende a sofrer uma nova fratura por baixo impacto em menos de um ano, já que ainda permanece como portador de fragilidade óssea”, revela o ortopedista, Bernardo Stolnicki, membro da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

Para combater esse tipo de problema, o Dr. Stolnicki, coordenor do Programa de Prevenção a Refraturas (Prevrefrat) do Hospital Federal de Ipanema, ensina como prevenir novas fraturas após a primeira em casos de osteoporose. “Essa iniciativa traz melhorias significativas à qualidade de vida das pessoas com a doença”, afirma o ortopedista da ABRASSO. “Além disso, reduz bastante as chances de fraturas mais graves e de difícil tratamento, como as de quadril, que, no caso dos idosos, pode até ser mortal”, explica.

Para evitar novas fraturas, a primeira dica do médico é que pessoas com 50 anos ou mais procurem fazer um exame de densitometria óssea para confirmar a presença de osteoporose, caso já tenham quebrado algum osso durante uma queda ou outro tipo de acidente de baixo impacto. “Se a doença for confirmada, é preciso saber com o médico se ela é primária ou se pode estar sendo causada por algum outro problema de saúde”, explica o ortopedista da ABRASSO. “Na segunda hipótese, é necessário tratar o que está provocando a osteoporose antes de lidar com ela diretamente”, aconselha.

Em seguida, o médico ressalta a importância do paciente se dedicar ao tratamento e não deixar de tomar a medicação prescrita pelos médicos, juntamente com a suplementação de cálcio e vitamina D também indicada por eles. No Prevefrat, por exemplo, o Dr. Bernardo orienta os pacientes a retornar para uma consulta de três em três meses, durante um ano, com a intenção de apresentar a eles a sua própria evolução, além de alertá-los constantemente sobre os riscos de novas fraturas, caso não prossigam com o tratamento. “Essa estratégia tem funcionado, já que, desde que começamos esse trabalho, mais de 90% dos pacientes que atendemos jamais quebraram um osso novamente”, comemora o médico.

Os interessados em conhecer melhor o trabalho do Prevfrat, que desde março conta uma nova unidade no Hospital Regional do Paranoá, em Brasília, podem acessar o site: www.prevrefrat.org.

Crédito da Foto: Chas.

Intolerância à Lactose? Veja 8 alternativas para garantir sua dose de cálcio

Nozes e sementes: boa fonte alternativa de cálcio.Você não pode consumir leite ou produtos que contenham lactose? Não se preocupe! A intolerância a esta substância é comum ao redor do mundo e existem muitas opções de alimentos que ajudam a suprir a necessidade de cálcio do organismo. Veja sete alternativas que contém este substância tão importante para o organismo:

Leite e derivados sem lactose ou com pouca lactose

Poucas pessoas são 100% intolerantes a esta substância. Algumas vezes é preciso apenas controlar a quantidade de lactose ingerida para evitar os efeitos indesejáveis a quem tem intolerância. Procure por produtos desta categoria em mercados e lojas. Eles contêm o mesmo valor nutricional que o leite normal.

Derivados do leite com cálcio

Bons exemplos de alternativas são bebidas de soja ou arroz reforçadas, leite de amêndoa e iogurte de soja reforçado. É importante notar que estas opções não têm a mesma quantidade de cálcio que o leite normal.

Queijos

Muitas pessoas com intolerância à lactose podem comer alguns tipos de queijo, uma fonte rica em cálcio. Queijos do tipo duro, feito de forma tradicional, provocam menos reações nas pessoas que não podem com lactose por causa de seu processo de fermentação: ele reduz a quantidade da substância, mesmo em porções equivalentes a um copo de leite. Os queijos cheddar e emmental, por exemplo, contém apenas 10% da lactose encontrada no leite. Além disso, o processo de envelhecimento praticamente elimina a lactose do queijo. No entanto é importante ressaltar que muitos queijos são manufaturados e podem não ter o mesmo processo de produção que reduz a quantidade de lactose.

Feijão

Muitos tipos de feijão, como o branco ou o de soja, tem uma boa quantidade de cálcio. Por exemplo: 80mg de feijão branco cru possui 132mg de cálcio, praticamente a mesma quantidade de meio copo de leite.

Frutas e vegetais

Vegetais verdes-escuros como brócolis, couve, acelga chinesa e agrião são outras boas fontes de cálcio, assim como certas frutas como figo, passas e laranjas.

Nozes e sementes

Amendoas, avelãs, castanhas, sementes de gergelim também podem ajudar a aumentar a ingestão de cálcio necessária.

Água mineral

Fique de olho no rótulo da água mineral que você consome. Algumas marcas contém mais cálcio que outras e podem ser outra fonte alternativa.

Suplementos de cálcio

Está é uma dica um tanto óbvia para quem não pode consumir leite ou derivados para ingerir cálcio. Tente consumir produtos que também contenham vitamina D, que ajuda o corpo a absorver o cálcio necessário. Sempre consulte um médico antes de tomar qualquer tipo de medicação!

Fonte: IOF (em inglês).

Ossos enfraquecidos mais cedo

O jornal O Dia publicou uma matéria sobre a incidência de osteopenia em mulheres antes dos 40 anos. A estrela de cinema Gwyneth Paltrow foi diagnosticada com a doença e colocou o assunto em evidência. Leia a matéria abaixo.

Fonte: Jornal O Dia – 17/07/2014

Densitometria óssea: quem deve fazer e por quê?


A densitometria óssea é um exame que permite medir a densidade mineral dos ossos e compará-la com os valores esperados dos adultos jovens saudáveis. O objetivo é diagnosticar osteoporose ou monitorizar seu tratamento. “A densitometria é o melhor método para avaliar a massa óssea, e também para predizer o risco de fraturas por fragilidade óssea” diz a reumatologista Vera Szejnfeld, diretora científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

Segundo a reumatologista, os ossos mais afetados pela osteoporose são o fêmur, a coluna e o punho. Por isso, esses costumam ser os locais do corpo mais examinados no momento de obter imagens para diagnóstico. “A densitometria é utilizada no acompanhamento dos casos de osteoporose e osteopenia e de outras enfermidades que evoluem com perda óssea”, acrescenta a Dra Vera.

Por isso, é importante que o exame seja realizado, pelo menos, uma vez, por mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70. A densitometria óssea também é recomendada nos seguintes casos:

- Mulheres na pós-menopausa;
- Pacientes com doenças da tireóide;
- Pessoas com história familiar de fratura ou de osteoporose;
- Fumantes, sedentários ou etilistas;
- Pacientes com doenças reumáticas, cálculo renal ou doença gastrointestinal, bem como aqueles em uso constante de corticosteróides;

Como se faz o exame?

Para passar por um exame de densitometria óssea não é necessário se preparar de maneira especial ou permanecer em jejum. Deve-se apenas evitar medicamentos que contenham cálcio para que isso não interfira na medição realizada pelo exame. O procedimento costuma durar de 15 a 30 minutos. Ao fazê-lo, recomenda-se que o paciente escolha roupas leves e sem adereços de metal, como zíper, botões, entre outros acessórios do tipo.

Muitos centros de saúde fornecem batas aos pacientes. “Embora a exposição à radiação seja baixa, mulheres grávidas não devem realizar esse exame”, lembra a doutora.

Outras condições que atrapalham o exame

Pessoas com deformidades da coluna ou pacientes que tenham sido submetidos à cirurgia da coluna ou artroplastia dos quadris têm limitações para realizar o exame. Fraturas ou osteoartrite também podem interferir nos resultados obtidos pela densitometria.

Crédito da foto: Valeria Heine

Para prevenir osteoporose, consuma leite e derivados!

Embora alguns defendam que o consumo de leite não é necessário na fase adulta, a bebida continua sendo uma importante aliada no combate e prevenção da osteoporose. Quem afirma é o endocrinologista Francisco de Paula, membro da Comissão Científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO). “Além de manter uma dieta balanceada, com proteínas, carboidratos e lipídeos, o consumo de alimentos ricos em cálcio é fundamental em todas as idades. E, neste caso, estamos falando de leite e seus derivados, como iogurte e queijos”, afirma o médico que também é professor associado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

De Paula explica que, diferentemente dos animais, os seres humanos mantém a capacidade de produzir lactase, o que permite o consumo de leite ao longo de toda a vida. “Esta vantagem deve ser utilizada em benefício da saúde óssea”, diz o endocrinologista. “Com exceção das pessoas que apresentam intolerância à lactose, o consumo regular de leite na fase adulta deve ser estimulado entre as pessoas que têm tolerância láctea normal. Ou seja, entre a maior parte da população”, aconselha.

O Dr. De Paula explica que, além de ser importante para a saúde dos ossos, o consumo de produtos lácteos também pode ser feito sem trazer prejuízos à balança. Segundo ele, atualmente, é possível encontrar diversos tipos de alimentos derivados de leite, cuja quantidade de cálcio facilita a obtenção diária ideal do nutriente (cerca de 1 a 1,2 g/dia), sem oferecer calorias em excesso. “Leite e iogurte desnatados, por exemplo, possuem uma quantidade um pouco maior de cálcio do que o alimento integral e são menos calóricos. Por isso, é possível manter o consumo de cálcio de maneira bastante saudável”, avalia. “Por outro lado, existem produtos no mercado que, embora também contenham cálcio, oferecem um elevado teor calórico, como bolos e achocolatados. O consumo exagerado desses alimentos deve ser evitado, principalmente, pelas crianças”, alerta o médico.

Crédito da foto: Juj ~

Obesidade e diabetes tipo II são fatores de risco para osteoporose

Embora a obesidade seja um fator de risco significativo para diversas doenças como câncer, diabetes melito tipo 2, hipertensão arterial, entre outros problemas cardiovasculares, pensava-se que este tipo de enfermidade tinha um efeito protetor em relação à osteoporose, já que o peso do indivíduo , pelo menos até certo ponto, é um fator relacionado ao fortalecimento dos ossos. Essa impressão mudou recentemente quando novos estudos mostraram que pessoas obesas apresentam uma significativa frequência de fraturas por baixo impacto. “Estas novas evidências indicam que os obesos não estão livres de apresentar osteoporose. Por isso, é importante que os profissionais de saúde fiquem atentos para a ocorrência da doença também nesta parcela da população”, explica o endocrinologista Francisco de Paula, membro da Comissão Científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) e professor associado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP USP).

 

Outro aspecto importante da relação entre obesidade e osteoporose é que muitos obesos desenvolvem diabetes melito do tipo 2, justamente, por causa do ganho excessivo de peso ao longo da vida. O diabetes melito tipo 2 é apontado como um fator de risco para o surgimento de fraturas osteoporóticas porque provoca, entre outros problemas, alterações na estrutura do colágeno produzido pelo organismo e prejudica a qualidade dos ossos. “Na abordagem holística dos pacientes com diabetes tipo 2, a saúde óssea precisa começar a ser analisada com muita atenção”, afirma De Paula. “Afinal, cerca de 7% da população brasileira já é afetada pela doença”, alerta o médico.

 

Pratique exercícios
Para prevenir fraturas por baixo impacto em casos de obesidade e diabetes tipo 2, o melhor remédio ainda é combater os fatores de risco de cada doença. Ou seja, é preciso combater o aumento de peso para, em seguida, evitar que a diabetes tipo 2 apareça. Para isso, é fundamental evitar o sedentarismo e adotar a prática regular de atividades físicas, após avaliação médica. “Sempre que possível, é importante associar exercícios aeróbicos, que promovem maior gasto de calorias, com exercícios musculares, cuja ação de maior impacto estimula, ainda mais, o tecido ósseo”, explica o endocrinologista.

 

Consuma Leite e derivados
Outro aliado importante no combate e prevenção da osteoporose é a alimentação. Além de manter uma dieta balanceada, com proteínas, carboidratos e lipídeos, o consumo de alimentos ricos em cálcio é fundamental. “Neste caso, estamos falando de leite e seus derivados, como iogurte e queijos”, diz o Dr. De Paula. “Leite e iogurte desnatados, por exemplo, contêm uma quantidade um pouco maior de cálcio que o alimento integral. Desta forma, é possível manter o consumo de um alimento saudável e com menor quantidade de calorias”, sugere.

 

O endocrinologista lembra que atualmente existem produtos lácteos com suplemento de cálcio que facilitam a obtenção da quantidade diária ideal do nutriente – cerca de 1 a 1,2 g/dia. “Também existem produtos alternativos no mercado que tentam aumentar as opções para o consumo de cálcio, mas, em contrapartida, oferecem um elevado teor calórico, como bolos e achocolatados. O consumo exagerado desses alimentos deve ser evitado, principalmente, pelas crianças”, alerta o médico.

 

De Paula ressalta que outro aspecto importante em relação ao consumo de leite é que o ser humano, diferentemente de outros animais, mantém a capacidade de produzir lactase, o que permite o consumo deste alimento ao longo da vida. “Esta vantagem deve ser utilizada em benefício da saúde óssea”, diz o endocrinologista. “Com exceção das pessoas que apresentam intolerância à lactose, o consumo regular de leite na fase adulta deve ser estimulado entre as pessoas que têm tolerância láctea normal. Ou seja, a maior parte da população”, aconselha.

 

Crédito da foto: AlishaV via Compfight cc

Previna a osteoporose

Algumas recomendações simples são muitos úteis na manutenção da saúde do osso e para prevenção da osteoporose:

1. Evite fumar, reduza a ingestão de álcool, e aumente o seu nível de atividade física.

2. Certifique-se de consumir uma quantidade diária de cálcio adequada para a sua idade (cerca de 1200 mg para homens com mais de 50 anos, o que equivale a cerca de 3 a 4 porções de leite e derivados por dia).

3. Certifique-se de uma ingestão adequada de vitamina D. A ingestão de vitamina D deve ser de 600 UI (Unidades Internacionais) por dia até os 70 anos de idade. Homens com mais de 70 anos de idade devem aumentar o consumo para pelo menos 800 UI por dia. Converse com seu médico para avaliar a necessidade de suplementação.

4. Envolver-se em um regime regular de exercícios com carga, onde ossos e músculos trabalham contra a gravidade. Isso pode incluir a caminhada, corrida, subir escadas, esportes em equipe e musculação.

5. Discuta com seu médico o uso de medicamentos que são conhecidos por causar perda óssea, como os glicocorticóides.

6. Busque reconhecer e tratar quaisquer condições médicas que afetam a saúde dos ossos.

Credito da foto: Kyle Cassidy via Wikimedia Commons

Como diagnosticar e tratar a osteoporose masculina?

A osteoporose pode ser tratada de forma eficaz se for detectada antes de ter ocorrido perda óssea significativa. Uma investigação médica para diagnosticar a osteoporose deve incluir uma história médica completa, raios-x e exames de sangue e urina.

O médico também pode pedir uma densitometria óssea. Este exame pode identificar a osteoporose, determinar o risco de fraturas e avaliar a resposta ao tratamento da osteoporose.

O exame é rápido e indolor e avalia o osso da coluna e do quadril. É especialmente importante informar ao seu médico sobre os fatores de risco para o desenvolvimento de osteoporose, eventual perda de altura ou mesmo uma fratura, de modo a não retardar o diagnóstico.

Uma vez feito o diagnóstico da osteoporose, o médico pode prescrever um dos medicamentos aprovados para esta doença. O plano de tratamento também vai provavelmente incluir conselhos de nutrição, exercícios e orientações acerca do estilo de vida para prevenir a perda óssea.

Outras abordagens de prevenção ou tratamento incluem o uso de cálcio e / ou suplementos de vitamina D e atividade física regular. Se a osteoporose é o resultado de uma outra condição (tais como deficiência de testosterona) ou exposição a certos medicamentos, o médico pode elaborar um plano de tratamento para tratar a causa subjacente.

 

Crédito da Foto: wikimedia commons

Conheça os tipos de osteoporose masculina e os seus fatores de risco

Existem dois tipos principais de osteoporose: primária e secundária. Na osteoporose primária, a condição é causada pela perda de massa óssea relacionada ao envelhecimento (algumas vezes chamada de osteoporose senil) ou a causa é desconhecida (osteoporose idiopática).

A maioria dos homens com osteoporose têm pelo menos uma ou mais causas associadas e por isso a doença é dita secundária. Em casos de osteoporose secundária, a perda de massa óssea, é causada por hábitos de vida, doenças ou uso de medicamentos.

As causas mais comuns de osteoporose secundária em homens incluem a exposição a medicamentos (em especial os glicocorticóides, corticoides, cortisona), hipogonadismo (baixos níveis de testosterona), abuso de álcool, tabagismo, doença gastrointestinal, hipercalciúria (perda excessiva de cálcio pela urina com risco de cálculos renais), e imobilização.

Crédito da foto: Neil. Moralee via Compfight cc