Veja pesquisa inédita do Ibope sobre os erros das mulheres na prevenção da osteoporose | Firme Forte | Osteoporose

Veja pesquisa inédita do Ibope sobre os erros das mulheres na prevenção da osteoporose

Caracterizada pela perda  progressiva da densidade mineral óssea e aumento da fragilidade óssea, popularmente conhecida como ossos porosos ou fracos, a osteoporose é uma doença silenciosa e sem cura, que surge por diversos motivos, entre os quais: menopausa, idade avançada, histórico familiar, constituição física magra, baixa ingestão de cálcio, diabetes, falta de exposição ao sol, sedentarismo, fumo e consumo excessivo de álcool e café.

Calcula-se que, após a menopausa, uma em cada três mulheres desenvolvem a doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo, 13% a 18% das mulheres e 3% a 6% dos homens, acima de 50 anos, sofrem com a osteoporose.

No Brasil, o número de pessoas que possuem a doença chega a 10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), são altos. Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas. Apenas, em 2010, foram internados 74 mil brasileiros na rede pública por fratura de fêmur.

Para entender melhor o que as mulheres na faixa etária de risco para a osteoporose (45 anos ou mais), pensam e agem com relação à doença, suas formas de prevenção, diagnóstico e tratamento, a Abrasso – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo encomendou ao Ibope a pesquisa inédita “Firme Forte Osteoporose 2012” que entrevistou 1008 mulheres com idade a partir dos 45 anos nas principais regiões metropolitanas do país; e 2002 pessoas em todo o país numa amostra representativa nacional.

A partir dos resultados do estudo, foi possível encontrar oito equívocos mais comuns das mulheres brasileiras:

- 90% das mulheres entre 16 e 45 anos de idade não ingerem a quantidade diária de cálcio indicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e, ainda assim, pensam que consomem. Segundo a OMS, as mulheres dos 19 anos até a menopausa devem consumir 1000 mg/dia de cálcio. Já na pós-menopausa, a taxa aumenta para 1300 mg/dia (a mesma recomendada para crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 18 anos).

Em quantidade de leite, significa que adolescentes devem consumir 1 litro por dia, e adultos, pelo menos dois copos (500 ml) por dia.

- 85% acham que bebidas à base de soja contém cálcio. A principal fonte natural de cálcio é o leite e seus derivados, seguido dos vegetais verdes e peixes como a sardinha e o salmão. As bebidas a base de soja podem ser enriquecidas artificialmente com cálcio, de modo que é preciso prestar muita atenção às informações nutricionais contida nos rótulos desses alimentos.

- 80% não reconhecem a relação entre a doença e a menopausa. Após a menopausa existe aumento da remodelação óssea com consequente diminuição da massa óssea. A diminuição dos níveis de estrogênios circulantes leva a uma perda acelerada da densidade dos ossos e maior risco de surgimento da osteoporose.

- 80% nunca fizeram reposição hormonal. A reposição de hormônios na pós-menopausa atua sobre a remodelação óssea, inibindo a sua reabsorção, que está aumentada na transição menopáusica e nos primeiros anos após essa etapa. Quando possível, a reposição de hormônios após a menopausa pode ajudar a prevenir a osteoporose.  

- 96% delas acreditam que a doença causa dor. A osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa justamente pela ausência de dores. Aliás, por esse motivo, as pessoas costumam descobrir a doença apenas quando ocorre a primeira fratura.

- 67% delas não sabe que a prevenção da doença começa na infância. Já está provado que o consumo de níveis adequados de cálcio e vitamina D deve começar na gestação, prosseguir na infância e na vida adulta, por meio de uma dieta adequada e exposição solar diária.

- 79% acham que o queijo branco tem muito cálcio e 23% que é o queijo amarelo. A maioria dos queijos amarelos leva uma maior quantidade de leite e demora mais na cura, que é o tempo para ficarem prontos. Desse modo, quem quer consumir mais cálcio deve apostar no parmesão (300mg de cálcio por fatia de 30g), na mussarela e no prato (cerca de 200 a 300 mg). O frescal ou branco possui 40% menos cálcio em relação ao parmesão.

- 81% acreditam que a doença afeta mais os idosos. A osteoporose é a doença mais comum em homens e mulheres após a quinta década de vida. Pode surgir antes, mas o seu desenvolvimento é mais comum com o avançar da idade. Um estudo recente de São Paulo, utilizando critérios de diagnóstico da OMS, revelou que 33% das mulheres pós-menopáusicas apresentavam osteoporose na coluna lombar ou no fêmur.

Sobre a pesquisa “Firme Forte Osteoporose 2012”

Encomendada pela Abrasso e realizada pelo Ibope, o estudo, cujo objetivo foi entender o grau de consciência das mulheres e da população em geral sobre a osteoporose, foi realizado em duas etapas complementares: uma pesquisa quantitativa com 1008 mulheres com idade a partir dos 45 anos nas principais regiões metropolitanas do país; e outra pesquisa, também quantitativa, com 2002 entrevistados em todo o país numa amostra representativa nacional, com homens e mulheres acima de 16 anos de idade.

A pesquisa foi realizada entre 06 e 16 de abril de 2012 e tem margem de erro de 3 pontos percentuais num intervalo de confiança de 95% para amostra de mulheres mais velha e 2,2 pontos percentuais para a amostra da população em geral (BUS).

Sobre a Abrasso

A Abrasso – Associação Brasileira de Avalição Óssea e Osteometabolismo é resultado da fusão das sociedades médicas brasileiras Sobemon, Sobrao e SBDens. Com mais de 1.500 membros associados, a Abrasso representa bem a comunidade médica enfocada em osteometabolismo e osteoporose.

Sobre a campanha Firme Forte Osteoporose

Com apoio do Ministério da Saúde, a campanha “Firme e Forte Osteoporose” iniciou-se em 2011 com o objetivo de alertar e orientar a população sobre a importância da prevenção e combate à osteoporose.

Trata-se de uma iniciativa inédita da Abrasso e conta com o apoio da International Osteoporosis Foundation (IOF) e da Federação Nacional e de Associações de Pacientes e de Combate à Osteoporose (Fenapco). O site www.sejafirmeforte.com.br é responsável por centralizar as ações da campanha e reunir e disponibilizar as informações mais importantes sobre a doença, prevenção, diagnóstico e tratamentos durante todo o ano.

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Para previnir a osteoporose: consuma mais alimentos com cálcio e vitamina D, tome mais sol e faça mais exercícios com algum impacto. Não deixe de fazer os exames preventivos, incluindo a denistometria óssea.

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O dimensionamento do problema da osteoporose no Brasil é muito importante para que medidas de prevenção e tratamento eficazes sejam implementadas.

Partindo da premissa de ser um problema de saúde pública, uma vez que atinge cerca de 30% das mulheres após a menopausa, de acordo com os estudos epidemiológicos nacionais (SAPOS, SAPORI, VIGITEL), a população, médicos e outros profissionais de saúde, bem como políticos e organizações não governamentais, precisam unir forças para enfrentar e superar essa relevante questão de saúde.

Dr. Marcelo Pinheiro, Reumatologista da Unifesp e Chefe do Ambulatório de Osteoporose

21/09/2011

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“A osteoporose é real e afeta a todos. É preciso mobilizar a todos e mostrar que embora difícil, é possível conviver com a doença, trabalhar e ter uma vida normal.”

Suely Roitman, Presidente da FENAPCO

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