Metade das mulheres na Grande São Paulo corre risco de desenvolver osteoporose, afirma pesquisa

 

Um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi) e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que um terço das mulheres da região metropolitana de São Paulo têm osteoporose.

Ao todo quase 8 mil exames de densitometria óssea foram realizados durante um período entre 2004 e 2007 na Grande São Paulo.

A pesquisa venceu a categoria “Especialização e Residência Médica” do Prêmio Ciência e Tecnologia 2011, organizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com os ministérios da Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia.

O coordenador da pesquisa e também médico da Central de Laudos da Fidi, reumatologista Marcelo M. Pinheiro avalia que a nova ferramenta pode ajudar no combate à doença: “Esse estudo pode viabilizar a identificação precoce de mulheres com maior propensão a apresentar problemas relacionados à baixa densidade óssea e gerar diminuição no impacto socioeconômico causado por ela.”

Fatores de risco – A partir do estudo foi desenvolvido o programa Osteoporosis Risk Index (SAPORI) que revela os principais fatores de risco para o surgimento da doença em mulheres da região: baixo peso, idade avançada, cor, histórico familiar de fratura de fêmur, tabagismo, alcoolismo e uso crônico de cortisona. Desenvolvido por uma equipe de médicos da Unifesp, o programa recolhe informações de mulheres em diversas fases da menopausa e depois calcula, automaticamente, qual delas deveria fazer o exame de densitometria óssea, uma vez que é de maior risco para osteoporose.

A reumatologista e coordenadora da densitometria óssea da Fidi, Vera Szejnfeld avalia que a diversidade do Brasil pode tornar as brasileiras mais propensas à doença: “O Brasil tem uma grande diversidade populacional com diferentes hábitos alimentares, exposição solar e graus de miscigenação que podem influenciar o risco de baixa densidade óssea e fraturas por baixo impacto. Acredito que seria importante que nos associássemos a pesquisadores de outros Estados para realizar estudos semelhantes.”

Outro benefício trazido pela solução é a economia de até 50% nos gastos com exames de densitometria óssea na rede pública e privada.

Fonte: portal R7

Saiba como fortalecer a saúde óssea no seu dia a dia

 

O acúmulo de atividades em um único dia faz com que as pessoas tenham a nítida sensação de que o tempo passa cada vez mais depressa. Seja em casa, nos compromissos com a família, ou no trabalho, onde a exigência profissional cresce no mesmo ritmo da evolução tecnológica que conecta a sociedade 24 horas, encontrar um espaço na agenda para se dedicar à qualidade de vida passa a ser um desafio. Porém, especialistas alertam que o excesso de trabalho, a falta de exercícios físicos e a alimentação inadequada, situações presentes na rotina de muitas pessoas, podem gerar problemas de saúde e desencadear a chegada de doenças, entre elas a osteoporose, que só no Brasil afeta 15 milhões de indivíduos, principalmente mulheres após a menopausa. A osteoporose é uma doença crônica, assim, prevenir seu aparecimento diariamente é a melhor forma de combatê-la. A atividade física e  a alimentação são duas grandes aliadas para esse cuidado diário com a sua saúde.

Sol x Atividade Física

Em contato com os raios solares, o corpo fabrica a vitamina D, que serve como uma proteção aos ossos. Porém, a exposição solar correta requer alguns cuidados. O ideal é aproveitar 15 minutos o sol da manhã (8 às 10h) ou da tarde (14 às 16h), quando a radiação é mais branda e o indivíduo pode fazer uma atividade física – corrida, caminhada etc, de maneira segura e saudável. E, sem protetor solar, uma vez que o bloqueio da radiação ultravioleta (UVB) reduz a conversão de modo significante.

Alimentação

Paralelamente à atividade física sob à exposição solar, a alimentação também é um componente fundamental para a manutenção da saúde dos ossos. Algumas medidas simples e práticas na hora de comer podem ajudar a enriquecer o cardápio. Seja café da manhã, almoço ou jantar, não importa: a atenção deve estar sempre voltada para o aumento da quantidade de cálcio ingerido.

Algumas dicas:

- Um copo de leite é sempre um bom acompanhamento durante qualquer refeição;

- Consuma sopas ricas em cálcio: caldo verde, sopa de espinafre e de agrião.

- Nos molhos para as saladas, opte por utilizar iogurte natural, simples ou misturado com maionese light, aumentando, assim a quantidade de cálcio do cardápio.

- Faça pratos de carne, peixe ou vegetais com molho branco (use leite para preparar o molho)

- Costuma ter fome no intervalo entre refeições? Experimente comer frutas secas (nozes, figos etc.), um pedaço de queijo ou um copo de iogurte. Eles alimentam e são muito nutritivos;

- Se você tiver intolerância aos lácteos, prefira aqueles livres de lactose e consulte o seu médico ou nutricionista sobre a possibilidade de suplementação como alternativa de garantir uma boa saúde óssea;

- Sugestões para sobremesas ou lanches ricos em cálcio: gelados de leite e salada de frutas com iogurte;

- Mais recentemente, existem diversos alimentos fortificados com cálcio e vitamina D, tais como leite e iogurtes, prefira-os;

- Acha que algumas destas sugestões podem engordar? Então utilize os lacticínios desnatados, eles apresentam a mesma quantidade de cálcio e têm bem menos calorias.

Fondue de Queijo

Agosto está chegando ao final, mas ainda tá fazendo um friozinho à noite. Vamos aproveitar esse restinho de inverno para saborear um delicioso fondue de queijo com os amigos e, de quebra, ajudar na prevenção contra a osteoporose. Sim, essa receita é rica em cálcio e muito saborosa. Aprenda a fazer e saboreie!

Ingredientes

800 g de queijo gruyere ralado

400 g de queijo emmenthal ralado

1 dente de alho sem casca partido ao meio

1 xícara (chá) de vinho branco

1 colher (chá) de suco de limão

2 colheres (chá) de maisena

4 colheres (sopa) de leite

4 colheres (sopa) de vodca

3 pitadas de pimenta-do-reino

1 pitada de noz-moscada

 

Modo de preparo – Esfregue o alho na parte interna de uma panela própria para fondue. Coloque o vinho e o suco de limão e leve ao fogo até amornar. Reduza o fogo, junte os queijos e mexa bem até começar a derreter.

Adicione a maisena dissolvida no leite e continue a cozinhar, mexendo sem parar, em movimentos na forma de 8 para o queijo não ficar em ponto de fio. Acrescente a vodca, a pimenta e a noz-moscada. Misture por mais 2 min ou até ficar cremoso.

Transfira a panela para o fogareiro e leve à mesa. A fondue deve continuar a ferver. Sirva com pedaços de pão, de preferência os de casca dura, como o pão italiano. Espete-os no garfo próprio para fondue e mergulhe no queijo.

Fonte: Receitas.com/ Mais Você

Osteoporose tem novos tratamentos que facilitam a adesão, por um custo baixo

Há novidades no tratamento da osteoporose. São medicações injetáveis, subcutâneas ou ministradas na veia do paciente, que facilitam a adesão. Ao contrário dos tratamentos da hipertensão e da diabetes, em que o paciente deve ser medicado diariamente, na osteoporose essa medicação pode ser ministrada uma vez a cada seis meses, até uma vez por ano, sem grandes efeitos colaterais. E o paciente estará protegido de novas fraturas.

É o que garante o reumatologista Dr. Marcelo Pinheiro, professor da Universidade de São Paulo (Unifesp), que esteve presente na VI Jornada do Centro de Estudos em Reumatologia Pedro Nava, realizada no dia 3 de agosto, na Faculdade de Medicina da UFMG. “O custo dos novos medicamentos não é absurdo. Eles variam entre 100 e 150 reais, mas garantem a eficácia do tratamento. Talvez já fosse o caso do governo disponibilizar isso, porque garante que o paciente vai se prevenir”, constata.

A osteoporose é um problema de saúde pública. No país, são 20 milhões de pessoas com a doença, em sua maioria mulheres. Praticamente o mesmo quadro da hipertensão, que acomete cerca de um terço da população. E elas podem vir associadas: o paciente idoso geralmente tem uma das duas doenças. Segundo o reumatologista, há um programa via telefone do Ministério da Saúde (MS) que monitora 54 mil pessoas cadastradas, com o objetivo de saber se elas têm hipertensão, diabetes e se receberam o diagnóstico da osteoporose.

E é então que surgem as primeiras dificuldades relacionadas ao tratamento da doença: “a osteoporose não tem diagnóstico, ou seja, se você não fizer o exame, não é possível diagnosticar a doença, que é causadora de fraturas ósseas. Com isso, apenas 7% das pessoas monitoradas sabiam que tinham o problema”, revela o professor. De acordo com ele, se o médico pede o exame, essa porcentagem sobe para aproximadamente 30%, quadriplicando a estatística de conhecimento da doença.

O reumatologista também falou sobre o consumo de cálcio e vitamina D, que são nutrientes essenciais para o osso. No entanto, o consumo no país é muito pobre. “A recomendação é que se consuma, em média, quatro porções de lácteos por semana. Essas porções podem ser representadas, por exemplo, por dois copos de leite, um iogurte e um queijo. No Brasil, a gente consome, em média, menos de uma porção”, observa Dr. Marcelo.

Desta forma, a população, de um modo geral, consome abaixo da recomendação para uma saúde óssea adequada. Além disso, fontes de cálcio como peixes e vegetais verdes, podem substituir o leite e seus derivados. “A principal fonte é láctea, ou seja, todos os derivados do leite, mas os vegetais verdes, principalmente os escuros, como o espinafre, e os peixes, também são boas fontes. Resumindo, tudo que for verde tem cálcio”, explica o reumatologista.

Tratamento gratuito – O MS proporciona o tratamento gratuito da osteoporose para a população e, de acordo com Marcelo Pinheiro, os medicamentos são eficazes. Mas, muitas vezes, eles não são prescritos porque não há o diagnóstico da doença.

Em geral, o paciente não sente os efeitos da osteoporose e, apesar de não haver cura para a doença, o objetivo é evitar a fratura. Por isso, a importância do diagnóstico ser precoce. “A cura é estar com a saúde óssea boa, ou seja, não quebrar os ossos do corpo”, conclui o reumatologista.

Fonte: assessoria de comunicação da Faculdade de Medicina da UFMG

Estudos indicam que a plataforma vibratória pode auxiliar na prevenção da osteoporose

Desde que os astronautas começaram a usar o estímulo elétrico para preservar a saúde óssea quando estavam no espaço, muitos estudos apontam para o efeito da plataforma vibratória.

Esse tipo de intervenção foi criada por cientistas da NASA, a fim de minimizar o efeito negativo da ausência da gravidade sobre o osso dos astronautas que, quando retornavam à Terra, tinham maior chance de apresentar fraturas.

Mais recentemente, Madonna e outras celebridades também têm usado a plataforma vibratória para complementar o treino resistido e aeróbio.

“De modo geral, o estímulo mecânico, aquele decorrente da caminhada ou dos exercícios de impacto ou resistidos, é o melhor para o osso. No entanto, o estímulo elétrico ou vibratório também pode ser benéfico para o osso, especialmente para pacientes que não conseguem ou não podem realizar exercícios físicos, como aqueles com problemas cardíacos, pulmonares ou limitações articulares ou da coluna vertebral”, explica o Dr. Marcelo Pinheiro, da Unifesp/EPM.

A plataforma vibratória pode auxiliar na prevenção da perda óssea ou otimizar o ganho de densidade óssea, bem como estimular de forma benéfica as fibras musculares e melhorar o tônus muscular. No entanto, mais estudos controlados e em longo prazo precisam confirmar os estudos iniciais sobre essa nova modalidade de tratamento e prevenção.

Um estudo da Universidade de Leuven feito com mulheres que sofriam com osteoporose demonstrou que elas não somente obtiveram um ganho de 16% de força mas também um aumento de 1% de densidade óssea durante os seis meses em que treinaram com o equipamento. “A ação da gravidade cria um esforço compressivo no tecido ósseo. Essa compressão, quando em alta frequência, pode realmente provocar ganho de massa”, acrescenta Julio Serrão, coordenador do laboratório de biomecânica da USP, em São Paulo.

Vamos saber mais como funciona a máquina?

Para entender o funcionamento da plataforma giratória, é preciso recorrer a aulas de física. Na caixa da plataforma há motores. Ao serem acionados, eles provocam uma vibração. A plataforma sobe e desce, vai para a frente e para trás e de um lado para o outro – tudo isso numa velocidade entre 30 e 50 vezes por segundo! O vaivém é praticamente imperceptível, mas uma coisa é certa: a vibração provoca uma aceleração em todas as direções, o que exige que você faça esforço para manter o corpo em equilíbrio (por isso, o treinamento vem sendo chamado hoje em dia de acceleration training).

O que acontece no seu corpo – É a variação da velocidade que gera um desequilíbrio em quem está em cima do equipamento. A vibração que a placa emite causa um aumento da carga gravitacional. Ou seja: você tem a impressão de que a gravidade aumenta, mas, na verdade, a aceleração da plataforma soma-se à da gravidade e, com isso, há maior recrutamento dos músculos, fazendo com que mais fibras sejam utilizadas em resposta ao estímulo.

Diferentemente do que muita gente pensa, a plataforma vibratória não é uma ginástica para quem não gosta de fazer ginástica. Não tem essa de ficar paradinha esperando a máquina trepidar. De passivo, esse exercício não tem nada. Pelo contrário: você precisa fazer muita força e focar no músculo que está sendo trabalhado.

Em cima da plataforma, você pode fazer qualquer tipo de movimento, de agachamento a flexão de braços e abdominais – em pé, sentada ou até deitada. A combinação das contrações com a ginástica feita sobre o aparelho potencializa muito o exercício, produzindo resultados em menos tempo de treino.

Vale lembrar que se a musculatura for excessivamente estimulada, o organismo pode se proteger e inibir o estímulo ou mesmo fadigar, do mesmo jeito que acontece quando você exagera na carga ou no número de repetições durante uma sessão de musculação.

Treino econômico – Uma das vantagens mais sedutoras de fazer exercício na plataforma vibratória é a economia de tempo. Segundo especialistas, em meia hora você consegue trabalhar o corpo todo – o equivalente a uma hora de malhação tradicional – e detonar cerca de 400 calorias. E não adianta ficar mais tempo, pois cada grupo muscular pode receber, no máximo, seis minutos de estímulo. Se ultrapassar esse período, há o risco de causar fadiga. Já a frequência ideal é três vezes por semana – uma ótima opção para quem tem agenda cheia e pouco tempo disponível para malhar.

Mesmo quem está acostumada a malhar pode sentir dificuldade, já que o estímulo é outro. Por isso, o ideal é ter um professor para acompanhá-la. Porém, dá para fazer sozinha, desde que você tenha consciência corporal.

A escolha do melhor equipamento

Os modelos mais simples de plataforma vibratória, de uso caseiro, custam cerca de 3 mil reais. Os mais sofisticados chegam a 40 mil. Você deve checar com o fabricante os valores da amplitude de movimento (de 2 a 4 milímetros) e da frequência de estímulo (de 30 a 50 hertz), que são parâmetros importantes para montar o seu treinamento. Se o seu objetivo é fortalecer a musculatura, por exemplo, o aparelho deve ter força capaz de gerar, no mínimo, 3G (gravidade).

De qualquer forma, exija sempre o Manual de Instrução, que vai ajudá-la a mexer na máquina. Além disso, se você for utilizá-la sozinha em casa, prefira marcas que forneçam, junto com o manual, um encarte com fotos dos exercícios ou um DVD para você fazer corretamente os movimentos. Por fim, se o aparelho for barato demais, desconfie. Muitas vezes, as plataformas vendidas como caseiras custam metade do preço de um modelo tradicional – no entanto, também têm metade do tamanho e metade da potência, o que pode comprometer os resultados.

O melhor é escolher o produto de uma empresa que ofereça suporte caso ocorra algum problema com o equipamento.