Fratura do quadril é a lesão ortopédica que mais resulta em morte na terceira idade

Nos últimos anos, a expectativa de vida aumentou e a população envelheceu em todo mundo. De acordo com o Censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2010, o número de crianças com menos de cinco anos e de idosos com mais de 65 anos já é quase o mesmo no país: 7,6% e 7,4%, respectivamente. Junto com o aumento da expectativa de vida, cresce a preocupação com a saúde e o bem-estar da população idosa. Em função do processo natural de envelhecimento, que afeta ossos, a agilidade e o equilíbrio, algumas doenças ou lesões podem ser fatais em idosos.

Entre os problemas, encontra-se a fratura dos quadris. “As fraturas do fêmur proximal (quadril) são lesões traumáticas peculiares à idade avançada. Relacionam-se a problemas posturais e de marcha, quedas e traumas comuns em ambiente doméstico. Representam, em média, 50% das internações de idosos por trauma em prontos-socorros. Cerca de 80% desses casos ocorrem em idosos capazes de andar sozinhos e vivendo em comunidade”, revela o ortopedista Dr. Marcelo G. Cavalheiro, coordenador da divisão de Artroscopia do Quadril na Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

Devido à grande incidência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera as fraturas do fêmur proximal como um importante problema de saúde pública, não só em países desenvolvidos, como também naqueles em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, já são gastos 10 bilhões de dólares por ano e há previsão de triplicar o valor nos próximos anos. No Brasil, a estimativa é de 100 mil casos de fraturas de quadril ao ano.

Osteoporose é a principal causa – Segundo o especialista, as fraturas do fêmur proximal são mais comuns em mulheres idosas.“Muitas vezes, ocorrem em consequência do alto grau de osteoporose que apresentam, sem que tenha acontecido algum trauma”, explica.

Isso porque o esqueleto do ser humano acumula massa óssea até a faixa dos 30 anos. A partir de então, perde-se 0,3 % ao ano. A mulher tem uma perda maior nos 10 primeiros anos pós-menopausa, podendo chegar a 3% ao ano, principalmente na mulher sedentária. Segundo a OMS, 1/3 das mulheres brancas acima dos 65 anos são portadoras de osteoporose.“Por isso, estima-se que 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a ter alguma fratura osteoporótica. Em homens, esse índice cai para 25%”, destaca o ortopedista.

Tratamento cirúrgico requer cuidados – De acordo com o Dr. Marcelo, a fratura do quadril necessita de tratamento cirúrgico para alcançar bons resultados.“Pode ser tratada com fixação interna, com parafusos, pinos, hastes ou placas, ou com a artroplastia (prótese de quadril) parcial ou total. O tratamento fisioterapêutico e a reabilitação nos pacientes submetidos à cirurgia do quadril devem se iniciar imediatamente após a cirurgia. A diferença do tratamento em idosos dependerá da qualidade óssea, o que vai interferir na indicação do método de fixação cirúrgica da fratura e nos cuidados pós-operatórios”, explica.

O tratamento da fratura no quadril é muito parecido para jovens e idosos. O problema é que a recuperação do procedimento cirúrgico é mais demorada em pessoas mais velhas e isso pode causar problemas graves de saúde. “As condições de saúde anteriores ao evento da fratura associadas ao repouso prolongado e às suas consequências podem comprometer diversos órgãos, como pulmões, coração e rins, podendo levar até à morte. Por isso, é necessário minimizar as complicações associadas ao repouso prolongado, como tromboembolismo, infecção do trato urinário, atelectasia (colapso pulmonar) e úlcera de pressão. Tende-se a indicar a cirurgia precocemente, após a estabilização clínica do paciente”, esclarece o médico.

A avaliação e a estabilização clínica previamente à cirurgia contribuem para minimizar as complicações sistêmicas pós-operatórias, como confusão mental, infecção urinária, pneumonia, úlcera de pressão, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, tromboembolismo, pico hipertensivo, arritmias cardíacas e infarto agudo do miocárdio.

Índice de mortes é alto – Pesquisas mostram que a fratura do quadril é a lesão ortopédica que mais resulta em morte devido às suas consequências diretas e indiretas. “De todas as fraturas associadas à osteoporose, as que apresentam maiores consequências para a qualidade de vida do indivíduo são as da extremidade proximal do fêmur (próxima da bacia), com um índice médio de mortalidade de 30% nos primeiros seis meses após o trauma e perda da autonomia em 50% dos casos, sem recuperar inteiramente o nível de independência de antes da fratura”, revela o Dr. Marcelo.

De acordo com o ortopedista, as fraturas do fêmur proximal são altamente dolorosas, sendo muito difícil caminhar ou mesmo mudar de posição. “Esse tipo de fratura promove uma deformidade local, deixando o membro inferior encurtado e com rotação externa (pé para fora). É uma urgência que deve contar com a assistência de um especialista para minimizar os riscos de doenças que ocorrem devido à imobilidade, como acúmulo de secreções nos pulmões, pneumonia, distúrbios gastrintestinais, infecção urinária, diminuição do fluxo de sangue nas veias, que leva à trombose venosa, e até demência”, alerta.

Para evitar a lesão é preciso…

- Adequar o ambiente domiciliar, eliminando os perigos que contribuem para a ocorrência de quedas, como tapetes soltos, fios elétricos, escadas e degraus desnecessários;

- Implantar medidas de segurança, como uma boa iluminação da casa, corrimão dentro do box do banheiro e pisos e tapetes antiderrapantes;

- Combater a osteoporose, mantendo a boa densidade dos ossos, com medicações, alimentação adequada, exercícios e exposição ao sol;

- Evitar sedativos, consumo excessivo de cafeína, cigarro e álcool, que contribuem para a osteoporose;

- Tratar os problemas de visão, equilíbrio e perda de consciência, que podem levar às quedas;

- Fazer caminhadas e exercícios físicos.

Alimentação equilibrada: o segredo para uma vida saudável e para afastar a osteoporose

Uma alimentação variada e equilibrada é muito importante para uma vida saudável porque ajuda a prevenir muitas doenças (diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, obesidade etc.). Para se ter uma boa alimentação é preciso ingerir alimentos de todas as variedades ou grupos: pão, cereais, massa, arroz, vegetais, frutas, laticínios, carne, ovos, legumes crus e gorduras.

As quantidades indicadas são diferentes para os vários alimentos e, principalmente no caso dos carboidratos (pães, cereais, massa e arroz), dependem da idade e da quantidade e regularidade com que se pratica atividades físicas.

As carnes vermelhas devem ser consumidas em menor quantidade do que as brancas e o peixe, isto é, apenas algumas vezes por mês. Para se ter uma ideia do que deve ingerir diariamente relembre a pirâmide alimentar.

Algumas sugestões para tornar a sua alimentação rica em cálcio:

- Uma maneira ideal de aumentar a quantidade de cálcio de qualquer refeição é acompanhá-la com um copo de leite;

- Um iogurte, um copo de leite ou uma fatia de queijo são nutritivos e ricos em cálcio, especialmente aqueles fortificados;

- Adicione leite às sopas cremosas: torna-as mais saborosas e ricas em cálcio. Mas, cuidado se você tiver problemas de colesterol ou não quer engordar;

- Sopas ricas em cálcio: caldo verde, sopa de nabiças (ramas do nabo), sopa de espinafre e de agrião;

- Nos molhos para as saladas utilize iogurte natural, simples ou misturado com maionese light;

- Faça pratos de carne, peixe ou vegetais com molho branco (use leite para preparar o molho);

- Use queijo parmesão ralado em todos os pratos de massas;

- Misture queijo ralado nas massas e nos recheios das quiches e tortas salgadas;

- Costuma ter fome no intervalo entre refeições? Experimente comer frutas secas (nozes, figos etc.), um pedaço de queijo ou um copo de iogurte. Eles alimentam e são muito nutritivos;

- Sobremesas tradicionais ricas em cálcio: leite creme, arroz doce e aletria (doce português).

- Sugestões para sobremesas ou lanches ricos em cálcio: gelados de leite e salada de frutas com iogurte;

- Acha que algumas destas sugestões podem engordar? Então utilize os lacticínios desnatados, modere a sua ingestão de outros alimentos mais calóricos e… faça exercício, claro!

Se você tiver intolerância aos lácteos, prefira aqueles livres de lactose e consulte o seu médico ou nutricionista e veja outras alternativas para garantir uma boa saúde óssea.

Afinal de contas, para quem já tem osteoporose, quais são os tratamentos disponíveis? Tire todas as duas dúvidas!

Existem diversas opções disponíveis para o tratamento da osteoporose, que visam, principalmente, a prevenção de fraturas. Didaticamente, eles são divididos em medicamentosos e não medicamentosos. Vamos conferir os principais. Na dúvida, consulte um médico de sua confiança!

Não medicamentosos (modificação do estilo de vida)

- Ingestão dietética adequada de cálcio;

- Suplementação em casos que não se consegue promover adequação, tais como, intolerância à lactose ou por questões de paladar. A suplementação é com o cálcio elemento, de acordo com a idade. < 50 anos: 1000 mg/dia; > 50 anos: 1000 a 1200 mg/dia;

- Vitamina D: exposição solar 15 minutos diários, sem protetor solar. Escolha os horários com menor intensidade de radiação UVA e UVB (antes das 10 horas e depois das 16 horas para se prevenir contra o câncer de pele). A forma de escolha para a suplementação é o colecalciferol.

- Exercícios aeróbios com impacto (por exemplo, caminhadas de 40 a 60 minutos, em torno de 4 a 5 vezes por semana), associados a exercícios resistidos (carga para ganho de massa e força muscular);

- Evitar tabagismo e ingestão excessiva de alimentos cafeinados e com álcool;

- Programa para prevenção e redução de quedas;

- Uso de protetor de quadril para aqueles com quedas recorrentes;

- Uso de plataforma vibratória: indicado para pacientes que não podem fazer atividades físicas (estímulo mecânico), tais como aqueles com problemas cardíacos ou pulmonares limitantes, bem como aqueles com problemas ortopédicos e de locomoção (acamados ou cadeirantes).

Agentes farmacológicos

1) Bisfosfonatos

Atuam inibindo os osteoclastos ou células que estão relacionadas com o aumento da destruição (reabsorção) óssea. Os principais agentes disponíveis no Brasil e aprovados para o tratamento da osteoporose são o alendronato, risedronato, ibandronato e ácido zoledrônico. Os principais efeitos adversos dos bisfosfonatos são sintomas digestivos (estômago) e a síndrome gripal (flu-like syndrome). Não é indicado para pacientes com alteração da função renal inferior a 35 ml/min, estenose esofágica ou acalasia (oral), hipocalcemia.

2) Estrogênios (hormônios femininos ou reposição hormonal da menopausa)

Estão aprovados para a prevenção de perda de massa óssea e não para o tratamento de osteoporose. A principal indicação é o alívio de sintomas da menopausa, especialmente nos primeiros cinco anos, e deve ser usado em menor dose e tempo possíveis.

Os riscos de trombose venosa, neoplasia de mama e endométrio, acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio, precisam ser ponderados e discutidos com a paciente.

3) Raloxifeno

É um modulador seletivo, não hormonal, do receptor de estrogênio. Aprovado para prevenção de perda de massa óssea pós-menopausa e tratamento de osteoporose estabelecida. É bem tolerado, pode ter efeitos benéficos como a redução do colesterol, mas pode causar câimbras em pernas, fogachos além de aumentar o risco de tromboses venosas. Não é recomendado para mulheres com sintomas da menopausa, uma vez que podem acentuar as queixas.

4) Teriparatida

É um derivado do hormônio da paratireoide e tem função de aumentar a formação óssea. É dado por via subcutânea. Tem elevado custo e está indicado em casos de osteoporose mais grave, com fraturas vertebrais ou na falha aos outros tratamentos. Os principais eventos adversos são náuseas, tontura, câimbras, reação local e, raramente, hipercalcemia.

5) Ranelato de estrôncio

Usado na dose diária de 2g, longe de alimentos lácteos. Possui ação mista com atividade anticatabólica e osteoanabólica. Os principais efeitos adversos são náuseas, diarreia, fezes moles, cefaleia, dermatite e eczema.

6) Denosumabe

É um anticorpo monoclonal direcionado contra o ligante do receptor ativador do fator nuclear kappa B (RANKL), citocina essencial para diferenciação, ativação e sobrevivência dos osteoclastos. É a mais recente medicação aprovada para o tratamento da osteoporose. É dada por via subcutânea a cada seis meses.

 

Suplementação de cálcio e vitamina D: em que casos é necessária e de que forma pode ser feita

Sabemos que, para a prevenção da osteoporose, é preciso ingerir uma dieta adequada, rica em cálcio e vitamina D. Sabemos também que há alguns casos de pessoas não conseguem adquirir essas substâncias o suficiente via alimentação, quando se torna necessário fazer a suplementação. Mas, quando isso é necessário e de que forma?

Conversamos com especialistas em osteoporose que indicaram que, primeiramente, é necessário fazer um inquérito alimentar para avaliar a ingestão de cálcio por meio da dieta.

O objetivo é perfazer entre 1000 a 1500 mg de cálcio conforme o sexo e faixa etária. Caso o consumo esteja abaixo desse nível, a primeira conduta é estimular o aumento deste componente pela dieta. Vale ressaltar que em casos de obesidade e dislipidemias (aumento anormal da taxa de lipídios no sangue), é interessante orientar o aporte de derivados lácteos desnatados ou semidesnatados.

Em último caso, quando o paciente apresente intolerância à lactose ou simplesmente não goste de derivados lácteos, é preciso recorrer aos suplementos com cálcio (sempre com orientação médica). O problema com os suplementos de cálcio são os efeitos colaterais, entre os mais comuns: constipação e epigastralgia (dor na boca do estômago).

Com relação à vitamina D, sabe-se que a principal fonte é a síntese cutânea, mas que com a idade ela fica menos eficiente e soma-se ao fato da falta de hábito de exposição solar associada ao uso mais rotineiro de protetores solares.

Dessa forma, sempre que possível, é interessante a avaliação sérica da 25-hidroxivitamina D (a forma de estoque deste hormônio). Geralmente, as baixas concentrações dela são comuns principalmente acima dos 65 anos, de modo que deve ser rotineira a sua administração. Há várias formulações comerciais e que devem ser indicadas pelo seu médico.

Terrina de Queijo de Cabra e Ricota com molho de Brócolis

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Faz quatro pratos, cada uma contendo 622.1 mg de cálcio

INGREDIENTES

400g de queijo de cabra
200g de ricota
50g de sementes de gergelim
7 folhas de gelatina
300g de brócolis
2dl de natas azedas
50g de manjericão

PREPARAÇÃO

Corte o queijo de cabra aos cubos. Numa tigela, junte o queijo com a ricota e o manjericão previamente triturados, sem adicionar sal. Derreta as folhas de gelatina e adicione ao preparado anterior. Cozinhe os brócolis. Quando cozidos, triture-os com um pouco da água do cozimento e junte as natas até ficarem em textura de molho. Numa forma, monte camadas do preparado de queijo intercaladas com sementes de gergelim. Sirva a Terrina no meio do prato com o molho em volta.

Usuários de glicocorticoides precisam redobrar atenção na prevenção e no combate à osteoporose

Os glicocorticoides, produzidos a base de cortisona, são medicamentos utilizados em diversas condições, especialmente para tratar doenças inflamatórias crônicas. São elas: artrite reumatoide, lúpus eritematosos sistêmico, doença intestinal inflamatória e asma, para citar alguns exemplos.

Um dos efeitos adversos bem conhecidos desses medicamentos no uso crônico, particularmente por mais de três meses e em qualquer dose (especialmente acima de 5 mg de prednisona) é a osteoporose.

O problema é que os glicocorticoides agem inibindo a principal célula envolvida na formação óssea – o osteoblasto – e, dessa forma, levam à redução da massa óssea, consequentemente, à osteoporose.

Essa perda ocorre precocemente e de forma acelerada nos primeiros seis meses de uso. Portanto, todo indivíduo usuário de glicocorticoides cronicamente está sob maior risco de fraturas. É bom lembrar que o glicocorticoide leva a uma alteração significativa da microarquitetura óssea e o indivíduo pode apresentar fraturas mesmo com a densitometria normal.

Atenção redobrada e prevenção são necessários – Todo paciente que usa glicocorticoide deve manter um estilo de vida saudável no sentido de minimizar a perda óssea – alimentação adequada com cálcio, atividade física regular, especialmente aquelas que protegem a massa óssea (caminhadas e musculação), uso de cálcio suplementar se necessário e manutenção de níveis adequados de vitamina D no sangue (habitualmente por meio da suplementação com vitamina D oral).

Além disso, existem medicamentos que protegem a massa óssea e podem ser usados precocemente para prevenir a perda óssea pelo glicocorticoide ou mesmo tratar o indivíduo que já apresenta osteoporose definida. Nesse sentido, o médico deve escolher, junto com o paciente, o melhor medicamento a ser utilizado. Fique atento!

Conheça os exercícios indicados para o combate à Osteoporose: neste post, uma série de alongamentos

A partir de agora, você vai conhecer algumas séries de exercícios indicados para a prevenção e combate à osteoporose. Eles são indicados pela Comissão de Doenças Osteometabólicas e Osteoporose e estão presentes na cartilha “Osteoporose para pacientes”. Neste primeiro post, vamos indicar uma série de alongamentos.

É bom lembrar que a osteoporose deve ser prevenida desde criança, por meio de exercícios suaves como caminhadas ou até mesmo a realização de um programa de exercícios estabelecido pelo médico ou pelo fisioterapeuta. Ex.: alongamento, exercício para melhorar o equilíbrio e para o fortalecimento dos músculos. Confira uma série de alongamentos essenciais:

1. Pescoço – incline a cabeça em direção ao ombro para o lado direito e esquerdo, para cima e para baixo.

2. Tríceps – coloque a mão atrás da cabeça e com a mão contralateral puxe o cotovelo para baixo.

3. Músculo peitoral – cruze as mãos atrás da cabeça e empurre os cotovelos para trás, abrindo o peito (estimule a respiração profunda).

4. Músculos paravertebrais e glúteos – aperte com as mãos os joelhos e, ao mesmo tempo, force as coxas e os joelhos em direção ao tórax. Conte até dez, devagar, e depois solte. Certifique-se de que os ombros e o pescoço estão relaxados.

5. Panturrilha – empurre a parede (alterne os pés). Coloque as mãos contra a parede com uma perna atrás da outra. Mantenha a perna que está reta e os dedos olhando na direção da parede. Incline o corpo para frente, devagar, dobrando a perna que está à frente. Você deve sentir alongar a panturrilha, sem tirar o calcanhar do chão. Segure nesta posição contando até 10 devagar.

6. Ísquios tibiais (musculatura posterior da coxa) – com as pernas apoiadas na parede, force os dedos dos pés na direção do seu corpo. Conte até 10, devagar, e descanse.

7. Músculo quadríceps – Apoie uma mão na parede, dobre o joelho para trás elevando o pé e puxe-o com mão em direção ao glúteo.

No próximo post você vai conhecer uma nova série de exercícios para equilíbrio e coordenação motora. Não perca!  

Abobrinha Recheada com Ricota e Requeijão do Norte

Ingredientes

3 abobrinhas médias (tem que ser gordinha para podermos fazer a cavidade do recheio)

200g de requeijão do norte

200g de ricota

2 colheres de requeijão cremoso

queijo ralado

Modo de preparo

Corte as abobrinhas ao meio ou em 3 partes caso ela seja grande demais, de forma que cada fatia fique com aproximadamente 6 cm de altura. Com a colher remova a polpa da abobrinha fazendo a cavidade para rechearmos. Reserve a polpa removida. Cozinhe as abobrinhas com água e sal até que estejam al dente.

Recheio: Em um refratário misture o requeijão do norte picadinho, a ricota, o requeijão cremoso e os pedacinhos da polpa da abobrinha picados bem miudinho. Recheie as abobrinhas com a mistura do recheio, salpique queijo ralado e leve ao forno para gratinar por, aproximadamente, 10 minutos em forno alto.

Pronto! Agora, basta saborear esta delícia receita de Abobrinha Recheada com Ricota e Requeijão do Norte, rica em cálcio.

Fonte: Click Grátis Receitas

Pesquisa revela que a prática de esportes ajuda a prevenir a osteoporose em homens

A osteoporose é vista por boa parte da população como um mal feminino, que oferece poucos riscos aos homens. Mas eles também devem se preocupar com a prevenção dessa doença, e esportes podem ser benéficos nessa questão.

De acordo com um novo estudo, a prática de esportes que envolvem atividade física com impacto (como basquete e vôlei) durante quatro horas por semana, feita por homens na adolescência e juventude, aumenta a massa óssea, protegendo contra o desenvolvimento da osteoporose na idade avançada dessas pessoas.

“Homens que aumentaram sua carga de exercícios físicos com impacto entre os 19 e 24 anos não apenas desenvolveram mais osso, mas também tinham ossos maiores quando comparados a homens que foram sedentários durante esse mesmo período”, explica o pesquisador Mattias Lorentson, da Universidade de Gothenburg, na Suécia. A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Bone and Mineral Research.

Leia mais sobre a pesquisa no site Live Science, em inglês, aqui.

 

Auditoria Regional da América Latina revela: crescimento da população e envelhecimento provocam aumento da prevalência de osteoporose e fraturas

O relatório da pesquisa realizada pela International Osteoporosis Foundation – IOF em 14 países da América Latina, divulgado durante o Primeiro Encontro Científico em São Paulo (de 24 a 27/05) mostra dados relevantes sobre a epidemiologia, o ônus e o custo da doença em um documento. Além disso, avalia o ônus atual e projetado para a doença e identifica lacunas nos conhecimentos e tratamento predominante na região.

A partir de agora, o Seja Firme Forte vai, aos poucos, mostrar os dados mais relevantes tanto da região, quanto do Brasil especialmente, por meio dos posts aqui blog. Neste primeiro post segue um panorama geral do que foi encontrado na pesquisa e revelado no relatório para mais de 800 médicos e profissionais de saúde.

A primeira grande constatação é o aumento constante da população mundial, que deve chegar a 7,5 e 10,5 bilhões no ano de 2050. A América Latina e o Caribe respondem por 9% do total da população mundial, com o Brasil, o quinto país mais populoso do mundo, respondendo por 32% dos indivíduos da região.

Ou seja, a população, além de continuar em expansão, está se tornando mais idosa. Dos 14 países examinados, a porcentagem atual da população com 50 anos ou mais está entre 13% e 29% (Agência de Recenseamento dos EUA). Até 2050, estima-se que esses números aumentem para 28% e 49%. Mais significativamente, o aumento de porcentagem da população com 70 anos ou mais entre 2011 e 2050 é em média 280%. Devido aos contínuos avanços na área de saúde, espera-se que as nações em desenvolvimento tenham um crescimento médio de seis anos na expectativa de vida até o ano de 2050. Esse fator provavelmente garantirá um crescimento constante na população envelhecida nas próximas décadas.

O impacto desse envelhecimento populacional certamente incluirá um aumento na porcentagem da população diagnosticada com osteoporose e um aumento no número de pessoas com fraturas por fragilidade relacionadas. Outras doenças crônicas do sistema musculoesquelético relacionadas com a idade como a osteoartrite, também aumentarão.

O Estudo Latino Americano de Osteoporose Vertebral (LAVOS) incluiu cinco países da região: Argentina, Brasil, Colômbia, México e Porto Rico. Observou-se uma taxa geral de prevalência de fratura de vértebra de 14% para todas as idades e países combinados. Deve-se notar que a taxa de prevalência de fratura de vértebra chegou a 38% em mulheres de 80 anos ou mais.

Dados da Argentina revelaram uma taxa anual de fraturas de quadril de até 488 por 100.000 na população acima de 50 anos de idade.

Outros resultados:

- A osteoporose é considerada prioridade de saúde em apenas três dos 14 países: Brasil, Cuba e México;

- O acesso a aparelhos de DXA é limitado às áreas urbanas e clínicas particulares na maior parte da região e as estimativas de disponibilidade de aparelhos variam de um a dez por milhão de habitantes;

- Atualmente, apenas quatro dos países da região (Argentina, Colômbia, Equador e México) possuem um calculador de FRAX on-line;

- Os bisfosfonatos estão disponíveis em todos os países auditados, com as políticas de reembolso variando de um país para o outro. O acesso a outros medicamentos como ranelato de estrôncio, hormônio da paratireoide (PTH), desonumab etc. varia entre os países;

- Os estudos sobre vitamina D são limitados na região e as evidências disponíveis revelam hipovitaminose D em toda a América Latina.

No próximo post, confira outros dados sobre taxas de fraturas e acesso limitado ao diagnóstico.