Vitamina D: quando vale a pena suplementar? | Firme Forte | Osteoporose

Vitamina D: quando vale a pena suplementar?

Nem todo mundo consegue obter os níveis adequados de vitamina D pela alimentação ou exposição solar. E sabemos que ela é cada vez mais essencial à nossa saúde. Quando é necessário suplementar? Vamos descobrir agora!

Primeiro, é bom saber que além de seu papel protetor aos ossos, a substância possui outros potenciais preventivos ou até mesmo terapêuticos. De doenças cardíacas a câncer, boa parte das doenças crônicas tem menos probabilidade de aparecer quando os níveis da substância estão em alta no organismo.

Estima- se que entre 30 e 50% da população mundial, incluindo o Brasil (que é um país bastante ensolarado), apresente taxas inadequadas de vitamina D. Essa defasagem tende a ser maior nas grandes cidades, porque, dentro de casa, do escritório ou do carro, as pessoas não tomam sol.

Além disso, depois dos 50 anos a necessidade de vitamina D aumenta de aproximadamente 400 a 600 unidades para cerca de mil unidades diárias. Com o avançar da idade, nossa pele perde a capacidade de sintetizar a substância na quantidade necessária.

Para garantir um aporte adequado de vitamina D não adianta “torrar” ao sol ou comer salmão a semana inteira – Quando os níveis da molécula no sangue começam a diminuir, é recomendável estudar a possibilidade de recorrer à suplementação, ou seja, às gotas da versão sintética da vitamina. Além de contribuir com a osteoporose, o déficit desse hormônio provoca dores nos ossos e fraqueza. Bem indicados, os suplementos exibem altos índices de segurança. As doses recomendadas não oferecem o risco de intoxicação nem efeitos colaterais e devem ser acompanhadas por seu médico.

A vitamina D é tão importante porque sozinho o cálcio não consegue fazer nada pela nossa saúde. Ele precisa da vitamina D para assegurar sua absorção no intestino. Aliás, estudos recentes indicam que suplementar somente o cálcio pode aumentar o risco de calcificação das artérias o que precede ataques cardíacos. Quem tem mais de 65 anos também deve investigar suas taxas. E a vitamina D ajuda inclusive a evitar a perda da massa muscular e a sua reposição diminui o risco de quedas e de fraturas nos indivíduos que a apresentam abaixo do normal.

Tonalidade da pele e obesidade interferem na quantidade de vitamina D – A pele dos negros, por exemplo, tem mais dificuldade em sintetizá-la, e por isso, eles têm mais probabilidade de terem níveis insuficientes. Tudo porque a melanina, responsável pelo pigmento da epiderme, funciona como uma barreira natural contra os raios solares.

A vitamina D é normalmente armazenada no fígado e nas células de gordura — quando é requisitada, migra desse depósito para a circulação. Só que nos obesos ela acaba presa no tecido adiposo e falta vitamina no sangue. Mesmo quem se submete a uma cirurgia bariátrica não escapa do problema. Como alguns desses procedimentos promovem um desvio no intestino, há um comprometimento na absorção da substância. Para todos esses casos, a suplementação faz-se necessária.

Como ajudar seu organismo com mudança de hábitos

O banho de sol – O corpo fabrica vitamina D graças ao contato com os raios solares. O ideal é se expor diariamente em média 15 minutos entre as 8 às 10 horas ou entre as 14 às 16 horas. Passe o filtro solar no rosto e deixe pernas e braços livres, já que o creme limita a absorção da luz. No entanto, pessoas mais claras, que necessitam de proteção solar absoluta, conseguem sintetizá-las mais facilmente, se expondo menos de 15 minutos três vezes por semana.

Parceira do cálcio – Calcula-se que apenas 15% desse mineral vindo da alimentação é absorvido pelo intestino na ausência da vitamina D. É por isso que ela tem papel de destaque na prevenção e no controle da osteoporose. Não bastasse isso, estudos sugerem o seguinte: quem suplementa cálcio sem se abastecer de vitamina D corre mais risco de sofrer uma calcificação nas artérias, fenômeno que precede ataques cardíacos.

A pitada da alimentação – O sol é a principal fonte de vitamina D, mas o cardápio pode reforçar a cota diária. Para facilitar a vida, chegam agora ao mercado iogurtes e derivados lácteos enriquecidos com a substância.

 

 

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Para previnir a osteoporose: consuma mais alimentos com cálcio e vitamina D, tome mais sol e faça mais exercícios com algum impacto. Não deixe de fazer os exames preventivos, incluindo a denistometria óssea.

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O dimensionamento do problema da osteoporose no Brasil é muito importante para que medidas de prevenção e tratamento eficazes sejam implementadas.

Partindo da premissa de ser um problema de saúde pública, uma vez que atinge cerca de 30% das mulheres após a menopausa, de acordo com os estudos epidemiológicos nacionais (SAPOS, SAPORI, VIGITEL), a população, médicos e outros profissionais de saúde, bem como políticos e organizações não governamentais, precisam unir forças para enfrentar e superar essa relevante questão de saúde.

Dr. Marcelo Pinheiro, Reumatologista da Unifesp e Chefe do Ambulatório de Osteoporose

21/09/2011

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“A osteoporose é real e afeta a todos. É preciso mobilizar a todos e mostrar que embora difícil, é possível conviver com a doença, trabalhar e ter uma vida normal.”

Suely Roitman, Presidente da FENAPCO

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