Osteoporose também pode atingir crianças e ser a causa de fraturas até na idade adulta | Firme Forte | Osteoporose

Osteoporose também pode atingir crianças e ser a causa de fraturas até na idade adulta

Embora muito mais comum em adultos mais velhos, especialmente em mulheres no climatério (após a menopausa), a osteoporose não deve ser uma preocupação exclusiva de indivíduos adultos e idosos. É justamente na infância e adolescência que devemos garantir as condições necessárias para desenvolver a melhor qualidade possível de massa óssea evitando fraturas no futuro.

Infelizmente, quando situações adversas, doenças crônicas ou até mesmo certos tratamentos prolongados ocorrem durante a fase de crescimento, a osteoporose pode se tornar um problema adicional (chamada de osteoporose secundária). Às vezes, nenhuma causa pode ser encontrada e a patologia pode ser classificada como uma forma muito rara de osteoporose primária seja em virtude de alterações genéticas (Osteogenese imperfecta) que se caracterizam por ossos frágeis (fraturam com facilidade), ou, na chamada de osteoporose idiopática juvenil (IJO), doença rara eventualmente vista no início da puberdade (entre 8 e 14 anos), com sintomas inespecíficos e grande chance de cura na maturidade.

Em qualquer tipo de comprometimento da saúde óssea antes que o crescimento do esqueleto finalize, seja primário ou secundário, haverá certamente um prejuízo na qualidade do tecido ósseo e um maior risco para fraturas por fragilidade na idade adulta.

Causas da osteoporose juvenil – Em crianças, as seguintes causas podem ser atribuídas às diferentes formas de osteoporose:

- causada por uma doença subjacente tais como:

- artrite crônica da infância;

- diabetes mellitus;

- osteogênese imperfeita;

- doença celíaca;

- hipertireoidismo;

- hiperparatireoidismo;

- Síndrome de Cushing;

- síndrome de má absorção;

- anorexia nervosa;

- doença renal;

- leucemias/ linfomas;

- asma;

- fibrose cística;

- paralisia cerebral; e outras

- medicamentos, incluindo os seguintes:

- anticonvulsivantes;

- corticosteroides;

- medicamentos imunossupressores.

- estilo de vida:

- inatividade excessiva / imobilidade;

- desnutrição

- dietas pobres em cálcio e pouca exposição solar (deficiência de vitamina D);

- exercício excessivo levando à amenorreia.

Principais sintomas e diagnóstico – Apesar de chamada de doença silenciosa em adultos, em função da ausência de sintomas, as crianças com osteoporose podem desenvolver dor nas costas, quadris e pés, muitas vezes acompanhados pela dificuldade de andar. Podem ocorrer, ainda, dor no joelho, tornozelo e fraturas das extremidades inferiores. Malformações físicas também podem estar presentes como a curvatura anormal da coluna vertebral superior (cifose), perda de altura e peito afundado. Como os sintomas podem ser confundidos com o de outras patologias, é muito importante consultar um médico para o correto diagnóstico.

Geralmente, o diagnóstico da osteoporose na infância é feito apenas quando a criança tem um osso fraturado. Além de um histórico completo da criança e exame físico, procedimentos para o diagnóstico podem incluir: histórico familiar, radiografias do esqueleto, densitometria óssea e exames laboratoriais.

Tratamentos – O tratamento específico da osteoporose juvenil será determinado pelo médico com base na idade da criança, saúde geral e histórico de doenças causadoras da osteoporose; tolerância da criança para a medicação específica, procedimentos ou terapias; e expectativas para o curso da doença.

No caso de pacientes portadores de doenças crônicas, é importante que todos os fatores de risco presentes em cada caso sejam identificados e tratados ou atenuados da melhor forma possível.

Algumas orientações preventivas são válidas:

- ajude seu filho a manter um peso corporal adequado;

- aumente a frequência de atividades físicas como caminhadas e exercícios com pesos ou com um pouco de impacto;

- minimize a quantidade de cafeína na dieta, que deve ser rica em cálcio e pobre em fosfatos (presente principalmente nos refrigerantes);

- estimule a exposição ao sol propiciando a maior produção dérmica de vitamina D (que facilita a absorção do cálcio);

- adolescentes devem ser orientados quanto aos efeitos negativos do consumo de álcool e do hábito de fumar sobre o metabolismo ósseo.

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Para previnir a osteoporose: consuma mais alimentos com cálcio e vitamina D, tome mais sol e faça mais exercícios com algum impacto. Não deixe de fazer os exames preventivos, incluindo a denistometria óssea.

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Um estilo de vida saudável é fundamental na prevenção e tratamento da osteoporose. Atividade física regular é importante para a saúde óssea. No entanto, é importante ressaltar que a atividade física deve envolver exercícios com impacto e que fortaleçam a massa muscular. São esses os mais importantes para a manutenção da massa óssea. Claro que a intensidade do exercício e o grau de impacto que o indivíduo pode suportar variam de acordo com cada caso e, por isso, é essencial que a atividade física seja supervisionada por um profissional treinado.

Diogo Domiciano, médico-assistente da Disciplina de Reumatologia do Hospital das Clínicas da USP.

21/09/2011

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“A osteoporose é real e afeta a todos. É preciso mobilizar a todos e mostrar que embora difícil, é possível conviver com a doença, trabalhar e ter uma vida normal.”

Suely Roitman, Presidente da FENAPCO

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