Pesquisa da PUCRS associa osteoporose à síndrome metabólica em índios brasileiros

A síndrome metabólica é um conjunto de fatores (glicemia elevada, altos níveis de colesterol, pressão arterial elevada, obesidade abdominal) que levam ao aumento do risco de doença cardiovascular e morte.  A prevalência de osteoporose associada à síndrome metabólica em índios brasileiros, de 40 anos ou mais é o tema de uma pesquisa inédita, que está sendo realizada pela enfermeira e doutoranda em Gerontologia Biomédica, Ana Karina da Rocha, no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre (RS).

Tudo começou em 2009, quando Ana Karina trabalhou com essa população em seu mestrado. Na ocasião, ela investigou a prevalência da síndrome metabólica em indígenas com mais de 40 anos.

Para isso, realizou um questionário sobre os hábitos alimentares dos participantes. O resultado mostrou que aquele grupo não ingeria leite e seus derivados. Em razão disso, resolveu verificar suas dosagens de vitamina D e as densitometrias ósseas.

O processo de autorização para a pesquisa de Ana Karina, que está sendo orientada pela professora Denise Cantarelli, demorou dois anos. Começou numa reunião com a própria tribo e terminou com a aprovação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Os exames - No final de 2011, 80 índios das tribos Kaigang e Guarani realizaram exames de sangue e densitometria óssea no Hospital São Lucas da PUCRS, além de assistirem a uma palestra sobre alimentação e de participarem de uma aula de ginástica laboral.

Ana Karina explica que, pela fragilidade de sua saúde, os indígenas são considerados idosos a partir dos 45 anos e o índice de mortalidade é alto antes da idade adulta. “Acredito que isso aconteça por questões culturais. Ao contraírem uma doença, muitas vezes eles não procuram auxílio médico”, observa Ana. Além disso, segundo a enfermeira, eles têm uma vida muito sedentária na aldeia.

A enfermeira, que agora analisará os dados dos exames realizados nos índios, acredita no tema e ressalta que não existe bibliografia sobre o assunto. Para ela, é um grande incentivo apresentar um trabalho inédito.

Oito maneiras de prevenir a osteoporose

Hoje, a abundância de medicamentos e uma maior compreensão sobre os impactos que nosso estilo de vida e a alimentação exercem na saúde dos ossos possibilitam a prevenção e podem auxiliar o tratamento.

Anote algumas recomendações para ajudar você a ter um belo começo na prevenção da osteoporose ou para desacelerar o estabelecimento da doença:

- Pare de fumar: Pesquisadores incentivaram mulheres na pós-menopausa que fumavam pelo menos dez cigarros por dia a parar de fumar. Depois de um ano, a densidade mineral do fêmur total dessas mulheres aumentou em 1,52% — um número mais significativo do que parece.

- Encare os halteres: os exercícios de força favorecem muito mais do que a formação de músculos. Eles também aumentam a densidade óssea. Não só as caminhadas e outros exercícios contra a gravidade são importantes para manter os ossos ao longo da vida, os exercícios de força praticados com regularidade também promovem os benefícios significativos.

- Priorize o cálcio: incorpore o cálcio à sua alimentação, pois ele também melhora a densidade mineral dos ossos.

- Tome vitamina D: assim como o cálcio, a vitamina D também é excelente. Aliás, essa vitamina ajuda a absorver o cálcio. Alimentos ricos em vitamina D são óleo de peixe, peixes gordurosos (salmão, sardinha, bagre, cavalinha, atum), cogumelos e ovo.

Aqui no Seja Firme e Forte, você confere algumas receitas deliciosas elaboradas especialmente com ingredientes ricos em cálcio e vitamina D. Acesse aqui.

- Troque refrigerante por leite desnatado ou água: pesquisas comprovam que mulheres que tomam refrigerante todos os dias tiveram em média densidade mineral óssea 3,7% mais baixa no quadril e 5,4% mais baixa na coluna vertebral do que as que tomaram refrigerante menos de uma vez por mês.

- Cuide da saúde dos dentes: a maneira mais difundida de diagnosticar a osteoporose é por meio da densitometria óssea. Entretanto, um sinal de que você corre o risco de estar com a doença pode ser a perda precoce dos dentes.

Abóbora Gratinada

A abóbora tem vitaminas do complexo B que dão mais disposição para as pessoas. A cor alaranjada é sinal de muito betacaroteno, uma substância que protege o corpo do envelhecimento. E a abóbora também é rica em cálcio e fósforo. Ela se torna, portanto, mais um alimento importante para combater a osteoporose. A indicação dos nutricionistas é consumir 60g (uma fatia pequena) três vezes por semana. Na hora da compra, prefira a abóbora com casca lisa, sem ranhuras e com polpa firme.

A abóbora não é muito calórica. Uma fatia de 200g tem 80 kcal. O que pouca gente sabe: o ideal é consumi-la com a casca, isso porque nelas estão grandes propriedades do vegetal (vitaminas do complexo B e fibras, que melhoram o todo o metabolismo do organismo e o funcionamento do intestino, respectivamente).

A maneira tradicional de consumir a abóbora é cozida, mas ela também pode ser gratinada. Vamos à receita!

 Ingredientes

600g de abóbora fatiada

300g de queijo muçarela

½ litro de leite

4 colheres de sopa de farinha de trigo

2 colheres de sopa de manteiga

1 cebola pequena ralada

1 colher de sopa de queijo parmesão ralado

Sal a gosto

Preparo

Primeiro, cozinhe a abóbora com água. Em outra panela derreta a manteiga e acrescente a cebola. Refogue e deixe dourar. Coloque parte do leite e mexa. Enquanto isso, dissolva em uma vasilha a farinha de trigo e a outra parte do leite. Depois misture tudo e adicione o sal. Mexa até ficar com a consistência cremosa. Unte uma assadeira com manteiga e monte camadas usando o molho, a abóbora e o queijo muçarela. Polvilhe com parmesão e leve ao forno por 20 minutos até gratinar.

Smoothie (sobremesa)

 

Porções: 4
Tempo de preparo: 10mins
Valor de cálcio: 216 mg
Valor Energético: 246 kcalories
Uma receita osso-friendly especial do chef, Luke Mangan

Ingredientes (500 ml)
2 colheres de sopa leite
2 colheres de sorvete de baunilha
iogurte natural
mel
2 bananas

Preparação
Agite bem todos os ingredientes no liquidificador. É fácil de fazer, econômico, vegetariano e as crianças adoram. Nem precisa dizer que é rica em cálcio, né?

Gelatina evita a osteoporose e melhora a elasticidade da pele

Ela ganhou a fama de ser o principal alimento quando o assunto é dieta. Saborosa, refrescante, hipocalórica, que ajuda a combater aquela vontade aguda por doces e guloseimas e ainda, de baixo custo e fácil preparação. Sim, a gelatina é tudo isso. Mas se engana quem pensa que ela deve estar inserida apenas no cardápio das pessoas preocupadas com os ponteiros da balança. Na verdade, os benefícios dessa delícia são bem maiores do que possam imaginar.

Extraída do colágeno presente nos ossos e no couro dos animais, a gelatina contém nove dos dez aminoácidos essenciais ao corpo humano. Esses aminoácidos ajudam na síntese e na renovação do colágeno.

O colágeno, proteína fundamental na constituição do tecido conjuntivo, ajuda a melhorar a elasticidade da pele. Ele é fundamental para melhorar a elasticidade da pele, tornando-se essencial na renovação celular.

Para os esportistas é fundamental que inclua a gelatina em seu cardápio – Por ser rica em proteína, ela fortalece os ossos e previne o organismo de doenças como osteoporose, dando mais resistência ao atleta. O colágeno presente na gelatina impede a deformação dos tecidos que fazem parte da estrutura de ossos, pele, cartilagens e tendões.

O alimento torna-se assim um agente que impede a deformação dos tecidos que fazem parte da estrutura de ossos, pele, cartilagens e tendões.

A gelatina também auxilia na redução dos níveis de colesterol no sangue, triglicérides e glicemia. Por ter baixa caloria, não contém gordura, colesterol nem carboidratos e pode ser consumida sem restrição.

Os médicos recomendam bater no liquidificador uma colher de sopa de gelatina em pó com um pote de iogurte. É o suficiente para manter a dose de colágeno no corpo.

Tudo pode ter gelatina? – Por apresentar facilidade em ser convertida para a forma sólida e líquida por meio do aquecimento, ela torna-se um produto ideal para fazer ou acompanhar sobremesas como gomas, caramelos, iogurtes, mousses, tortas, bolos e sorvetes. Além de ganhar na praticidade em prepará-la, a gelatina pode dar um charme todo especial ao doce por ser colorida e se adaptar facilmente a qualquer formato. Isso, claro, sem contar de todos os benefícios à sua saúde já citados anteriormente.

Novidade: gelatina em cápsulas – Hoje já é possível encontrar, em farmácias especializadas, as gelatinas em cápsulas. Elas apresentam os mesmos benefícios da gelatina em pó, porém, as versões em cápsulas são mais eficientes para a formação de colágeno por serem pura e sem adição de corantes. Quanto à absorção, as do tipo em pó são absorvidas em maior velocidade.

A desvantagem da encapsulada é que para se obter 10g (dose mínima diária) é necessária a ingestão de 20 cápsulas, enquanto na versão em pó, a mesma quantidade é obtida em apenas uma colher de sobremesa. Sempre as utilize com a indicação de um profissional de saúde capacitado, pois a dose pode variar de acordo com a necessidade de cada organismo.

Não existe contraindicação para o consumo da gelatina, mas os diabéticos devem ter atenção especial para não consumirem as versões que não são diet. Já para os alérgicos a determinados componentes, o ideal é sempre consultar um especialista antes de consumi-la. O mesmo é recomendado para as pessoas que sofrem de insuficiência renal, para evitar sobrecarga de proteína sobre o rim.

Salada rica em cálcio

A salada abaixo tem como base a vagem, um vegetal rico em sais minerais (cálcio, ferro e fósforo), além de trazer grande quantidade de vitamina A, vitaminas do complexo 13 e vitamina C, embora esta última se perca quase completamente durante o cozimento. Além dessas propriedades, a vagem é ótima como estimulante das funções intestinais. É ainda indicada durante os regimes de emagrecimento, pois tem poucas calorias. Por ser rica em cálcio, uma saladinha com vagem é indicada para prevenção da osteoporose.

Confira!

 

Ingredientes:

600g de vagens (sem os cabinhos, cozidas em água salgada durante 15 a 20 minutos)

320g de milho verde escorrido

2 tomates cortados em cubinhos

2 colheres (sopa) de azeite

3 colheres (sopa) de vinagre

sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:

Corte a vagem em dois ou três pedaços, coloque numa travessa e acrescente os tomates e o milho. Tempere a salada com a mistura de azeite, vinagre, sal e pimenta-do-reino.

Chip implantado no corpo permite tratar osteoporose à distância

Um teste clínico mostrou pela primeira vez que é possível controlar remotamente um chip implantado no corpo para liberar doses de medicação e, neste caso, para tratar a osteoporose nas mulheres.

Esta técnica poderá ser aplicada para tratar de forma mais eficaz outras doenças como o câncer, segundo os pesquisadores, que publicaram esta pesquisa na revista Science Translational Medicine.

O estudo foi realizado na Dinamarca com um grupo de sete mulheres com osteoporose, caracterizada pela perda de massa óssea progressiva. As idosas constituem 80% das pessoas atingidas por esta doença, que provoca principalmente fraturas.

“Os doentes não vão precisar se lembrar de tomar o medicamento ou sofrer com as várias injeções necessárias para tratar a osteoporose”, explicou o Dr. Robert Farra, chefe da empresa MicroCHIPS com sede em Massachusetts (nordeste dos Estados Unidos) que desenvolveu este chip eletrônico.

Ele é um dos coautores deste projeto junto com outros pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), da faculdade de medicina de Harvard e da Universidade Case Western Reserve (Ohio, leste).

Ao contrário da maior parte dos chips que, pré-programados, liberam lentamente pequenas doses de medicamento por certo período, este novo chip libera o tratamento graças a um controle remoto sem fio. Este sistema permite liberar um medicamento no sangue rapidamente como se fosse uma injeção.

A medicação poderá ser ajustada à distância e, suavemente, o tratamento dos pacientes será feito por meio de um computador ou celular. Segundo os autores do estudo, o novo chip do tamanho de um marca passo cardíaco, poderá ser mais satisfatório e, talvez, menos dispendioso em longo prazo do que as injeções diárias de medicamentos.

Os pesquisadores implantaram o chip logo abaixo da cintura em cada uma das sete mulheres com idades entre 65 a 70 anos. O procedimento pode ser realizado por um clínico geral em seu consultório com apenas anestesia local.

As mulheres foram observadas durante 12 meses. Neste período foi constatado que o chip libera o medicamento, chamado de teriparatida, de maneira tão eficaz quanto as injeções diárias. O teriparatida melhora a formação de massa óssea e reduz o risco de fratura.

Os chips usados no estudo clínico continham 20 doses de medicamento. Mas a empresa MicroCHIPS trabalha para criar exemplares capazes de estocar centenas de doses.

 

Osteoporose também pode atingir crianças e ser a causa de fraturas até na idade adulta

Embora muito mais comum em adultos mais velhos, especialmente em mulheres no climatério (após a menopausa), a osteoporose não deve ser uma preocupação exclusiva de indivíduos adultos e idosos. É justamente na infância e adolescência que devemos garantir as condições necessárias para desenvolver a melhor qualidade possível de massa óssea evitando fraturas no futuro.

Infelizmente, quando situações adversas, doenças crônicas ou até mesmo certos tratamentos prolongados ocorrem durante a fase de crescimento, a osteoporose pode se tornar um problema adicional (chamada de osteoporose secundária). Às vezes, nenhuma causa pode ser encontrada e a patologia pode ser classificada como uma forma muito rara de osteoporose primária seja em virtude de alterações genéticas (Osteogenese imperfecta) que se caracterizam por ossos frágeis (fraturam com facilidade), ou, na chamada de osteoporose idiopática juvenil (IJO), doença rara eventualmente vista no início da puberdade (entre 8 e 14 anos), com sintomas inespecíficos e grande chance de cura na maturidade.

Em qualquer tipo de comprometimento da saúde óssea antes que o crescimento do esqueleto finalize, seja primário ou secundário, haverá certamente um prejuízo na qualidade do tecido ósseo e um maior risco para fraturas por fragilidade na idade adulta.

Causas da osteoporose juvenil – Em crianças, as seguintes causas podem ser atribuídas às diferentes formas de osteoporose:

- causada por uma doença subjacente tais como:

- artrite crônica da infância;

- diabetes mellitus;

- osteogênese imperfeita;

- doença celíaca;

- hipertireoidismo;

- hiperparatireoidismo;

- Síndrome de Cushing;

- síndrome de má absorção;

- anorexia nervosa;

- doença renal;

- leucemias/ linfomas;

- asma;

- fibrose cística;

- paralisia cerebral; e outras

- medicamentos, incluindo os seguintes:

- anticonvulsivantes;

- corticosteroides;

- medicamentos imunossupressores.

- estilo de vida:

- inatividade excessiva / imobilidade;

- desnutrição

- dietas pobres em cálcio e pouca exposição solar (deficiência de vitamina D);

- exercício excessivo levando à amenorreia.

Principais sintomas e diagnóstico – Apesar de chamada de doença silenciosa em adultos, em função da ausência de sintomas, as crianças com osteoporose podem desenvolver dor nas costas, quadris e pés, muitas vezes acompanhados pela dificuldade de andar. Podem ocorrer, ainda, dor no joelho, tornozelo e fraturas das extremidades inferiores. Malformações físicas também podem estar presentes como a curvatura anormal da coluna vertebral superior (cifose), perda de altura e peito afundado. Como os sintomas podem ser confundidos com o de outras patologias, é muito importante consultar um médico para o correto diagnóstico.

Geralmente, o diagnóstico da osteoporose na infância é feito apenas quando a criança tem um osso fraturado. Além de um histórico completo da criança e exame físico, procedimentos para o diagnóstico podem incluir: histórico familiar, radiografias do esqueleto, densitometria óssea e exames laboratoriais.

Tratamentos – O tratamento específico da osteoporose juvenil será determinado pelo médico com base na idade da criança, saúde geral e histórico de doenças causadoras da osteoporose; tolerância da criança para a medicação específica, procedimentos ou terapias; e expectativas para o curso da doença.

No caso de pacientes portadores de doenças crônicas, é importante que todos os fatores de risco presentes em cada caso sejam identificados e tratados ou atenuados da melhor forma possível.

Algumas orientações preventivas são válidas:

- ajude seu filho a manter um peso corporal adequado;

- aumente a frequência de atividades físicas como caminhadas e exercícios com pesos ou com um pouco de impacto;

- minimize a quantidade de cafeína na dieta, que deve ser rica em cálcio e pobre em fosfatos (presente principalmente nos refrigerantes);

- estimule a exposição ao sol propiciando a maior produção dérmica de vitamina D (que facilita a absorção do cálcio);

- adolescentes devem ser orientados quanto aos efeitos negativos do consumo de álcool e do hábito de fumar sobre o metabolismo ósseo.

Nove alimentos devem estar presentes na alimentação desde a gestação. O grande vilão é o sal: diminua o consumo diário!

Segundo o Ministério da Saúde, um milhão de fraturas ocorrem no Brasil todos os anos, e cerca de 250 mil delas tem a osteoporose como causa. Já sabemos as causas dessa doença que afeta principalmente as mulheres na pós-menopausa, mas que também prejudica os homens. Se você ainda não sabe, leia mais aqui. Silenciosa, a osteoporose só se revela quando acontece o pior: a fratura e, com ela, vem o risco de morte.

Dessa forma, desde a gestação, a alimentação deve ser vista como meio de prevenção contra a esta doença. Se uma pessoa teve uma alimentação rica em cálcioômega-3 durante a infância e adolescência, ela terá menos chances de ter osteoporose quando adulta.

Confira, agora, dicas de nove alimentos que ajudam a combater a doença, e um inimigo do cardápio contra a osteoporose

Leite: Para as pessoas que não são intolerantes à lactose, é o principal alimento para fortalecer os ossos. Ele carrega a maior quantidade de cálcio, a substância mais importante para a formação dos ossos.

É aconselhado pelo Ministério da Saúde que adultos com menos de 50 anos de ambos os sexos consumam 1000 mg de cálcio por dia, enquanto para aqueles que têm mais de 50 precisam de doses de 1200 mg. Um único copo de 250 ml de leite contém 300 miligramas de cálcio. Por conter cálcio de origem animal, que é absorvido pelo organismo com mais facilidade, o leite é o alimento que tem ação mais efetiva contra a osteoporose.

Derivados do leite: Se você não é um bebedor de leite, um copo de iogurte pode ser uma boa saída para incluir cálcio na sua dieta.

Um copo de iogurte de 250 ml possui quase a mesma quantidade de cálcio que um copo de leite.
Existem muitos iogurtes que são enriquecidos com vitamina D, o que os torna um bom aliado contra a perda de cálcio nos ossos. O queijo age da mesma forma que o iogurte, e pode ser consumido até em versões livres de lactose, já que o cálcio continua presente no alimento mesmo assim.


Sardinha:
 Este peixe contém altas doses de cálcio e vitamina D, o que ajuda a deixar os ossos mais fortes. Um prato com três sardinhas é tão ou mais benéfico para os ossos do que um copo de leite ou de iogurte.

Vegetais: Além de já serem reconhecidos como fontes de vitaminas, os vegetais, principalmente aqueles de cor verde, como brócolis, couve, couve-flor, espinafre e agrião, são excelentes para fortificar os ossos. Pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, descobriram que a ingestão de grandes quantidades desses vegetais ajuda a aumentar a densidade óssea em até 3%, tudo isso porque esses alimentos são ricos em cálcio e vitamina D.

Soja: Os grãos de soja e seus derivados têm efeito benéfico na fortificação dos ossos. A oleaginosa é rica numa substância chamada de isoflavona, que por ter a estrutura muito parecida com o hormônio feminino estrógeno, ajuda os ossos a absorver minerais. Por isso, ela é altamente recomendada para as mulheres que entraram na menopausa.


Salmão:
 Este peixe e outras espécies ricas em gorduras boas, como o atum e a truta, têm a melhor combinação para manter a saúde dos ossos: vitamina D, cálcio e ômega-3. Com uma alimentação rica nesses nutrientes e o costume de fazer exercícios, fica muito mais difícil perder massa óssea. Os óleos de peixe já são largamente usados para combater a perda de massa óssea causada pela menopausa, diminuindo assim as chances de osteoporose.

Nozes e castanhas: Elas podem fortalecer os ossos de inúmeras maneiras. O principal motivo é a quantidade de ômega-3 de origem vegetal que esses alimentos possuem. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, o ômega-3, encontrado nas nozes e em uma grande variedade de castanhas (amêndoas, pistache, amendoim) pode ter efeitos protetores sobre a saúde dos ossos. Segundo os autores do estudo, eles também contêm altas quantidades de cálcio em sua composição.

Linhaça: O consumo de sódio em excesso pode ser um gatilho para a perda de cálcio nos ossos. O consumo regular de linhaça auxilia os rins a excretar água e sódio, e assim pode proteger os ossos da perda de cálcio. Além disso, a linhaça é ótima fonte de ômega-3, gordura boa, que aumenta a densidade dos ossos.

Tomate: rico em minerais como magnésio, ferro, fósforo, manganês e potássio, participantes importantes na formação dos ossos, ele cai bem em qualquer tipo de molho, salada e é fácil de colocar na dieta. Além disso, possui vitaminas A, C e licopeno – substância que dá a coloração vermelha ao tomate e que previne contra vários tipos de câncer.

 

O grande vilão é o sal. E o pior é que o brasileiro abusa! O sal é um dos alimentos que mais prejudica os ossos, por ser a principal fonte de sódio. Este mineral dificulta a absorção de cálcio dos nossos ossos, fazendo com que fiquem mais suscetíveis a quebras e fraturas. Por isso, principalmente mulheres na menopausa, devem evitar o sal, procurando seguir as recomendações do Ministério da Saúde. A quantidade indicada pela instituição é de seis gramas de sódio por dia, mas a média de consumo entre os brasileiros é de 18 gramas por dia, o que explica o grande número de pessoas que sofre com a osteoporose.

Nossa Interpretação de Shishbarak

Ingredientes

Cordeiro:

1 paleta de cordeiro desossada

1 cenoura grande em pedaços

1 cebola grande em pedaços

1 talo de salsão em pedaços

500 ml de vinho branco

500 ml de água

1 bouquet garni

1/2 colher de sopa de massala (mix de temperos secos em igual proporção batidos no liquidificador, tais como: pimenta do reino, canela em pau, cravo, cominho, cardamomo, zimbro, semente de coentro, semente de mostarda, anis estrelado etc.)

Molho:

500 ml iogurte

500 ml creme de leite fresco

2 colheres de sopa de cebola picada

1 fio de azeite

Raviolis:

600g de purê de batata baroa já frio

1 maço de espinafre

massa para raviolis fresca

Preparo

Prepare o cordeiro:

Tempere o cordeiro com o massala e sal a gosto e deixe marinando com o vinho e os legumes e o bouquet-garni de um dia para o outro. Enrole a paleta de cordeiro como se fosse um rocambole e amarre com barbante. Aqueça uma panela de fundo triplo em fogo alto e sele o “rocabole” até ficar bem dourado por fora. Vá adicionando água ou caldo de carne aos poucos e deixe cozinhar em fogo baixo lentamente, sempre atentando para que a água não seque e a carne não queime. Cozinhe por seis horas ou até ficar bem macio. Reserve.

Prepare o Molho:

Leve ao fogo uma panela alta e murche a cebola. Acrescente o iogurte, o creme de leite fresco e deixe reduzir em fogo lento até engrossar ligeiramente (podendo bater no liquidificador depois de pronto para ficar mais liso e uniforme). Tempere com sal e pimenta do reino moída e reserve.

Prepare o ravióli:

Corte a massa fresca com um cortador redondo (ou já compre cortada) e recheie com o purê de baroa e uma folha de espinafre. Faça 21 unidades. Reserve.

Monte o prato:

1. Corte o cordeiro em fatias grossas e aqueça as fatias com um pouco do caldo do cozimento. Verifique o sal e a pimenta.

2. Cozinhe os raviólis em água com sal fervente e escorra. Arrume-os no prato (2 em cada prato) ou em um refratário.

3. Aqueça o molho de iogurte e cubra os raviólis.

4. Arrume as fatias sobre os raviolis e decore com um hortelã e sirva.

Receita enviada por: Zazá Piereck, Zazá Bistrô – Rio de Janeiro