O Ministério da Saúde está focado na prevenção e tratamento da osteoporose e em baixar o número de fraturas na população idosa.

*por Luiza Fernandes Machado Maia

O rápido envelhecimento populacional acompanhado de mudanças de hábitos de vida faz da osteoporose mais uma das “epidemias” contemporâneas. A Organização Mundial da Saúde reconhece a osteoporose como um problema de saúde pública, tanto em mulheres quanto em homens. Preocupado com o fato, o Ministério da Saúde, por meio da Área Técnica Saúde do Idoso, vem desenvolvendo ações com o objetivo de sensibilizar e estimular uma visão interdisciplinar com relação ao tema. Dentre as ações, por sua relevância, destacamos:

- Sensibilizar os diversos profissionais de saúde quanto às possibilidades de promoção de adequada saúde óssea;

- Promover integração dos diversos profissionais na elaboração de estratégias de promoção da saúde óssea, prevenção da osteoporose, de quedas e de fraturas;

- Estimular a qualificação dos profissionais da saúde sobre o tema;

- Estimular a formação de equipe multiprofissional para a elaboração de normas de conduta para o reconhecimento, acompanhamento e tratamento dos pacientes com fatores de risco para osteoporose, com risco de quedas e fratura.

As quedas e suas consequências para as pessoas idosas no Brasil têm assumido dimensão de epidemia. Os custos para a pessoa idosa que cai e faz uma fratura são incalculáveis: atinge toda a família na medida em que a pessoa idosa que fratura um osso acaba hospitalizada e, frequentemente, é submetida a tratamento cirúrgico.  Os custos para o sistema de saúde também são altos.

A cada ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas e quantidade de internações vem aumentando. As mulheres são as mais atingidas, pois, devido à osteoporose, ficam mais vulneráveis às fraturas. Os homens caem, mas não fraturam tanto quanto as mulheres.

As quedas constituem um grande problema de saúde pública, marcando o início de um importante declínio na capacidade funcional do indivíduo idoso. O Brasil, hoje, apresenta um número representativo de pessoas idosas. Segundo o censo IBGE 2010, há mais de vinte milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, e por isso, tornam-se necessárias medidas como a formulação e implementação de políticas públicas que visem à melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa, garantindo o maior índice possível de autonomia e independência. Tal crescimento implica numa perspectiva de grande aumento do custo no tratamento das doenças relacionadas ao envelhecimento.

No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose. No entanto, somente uma a cada três pessoas com osteoporose é diagnosticada e, dessas, somente uma em cada cinco recebe algum tipo de tratamento. Segundo dados do Ministério da Saúde foram gastos R$ 81 milhões entre 2009 e 2010, na atenção ao paciente portador de osteoporose e vítimas de quedas e fraturas. As quedas, tendo como consequência a fratura, são um grave problema de saúde e contribuem em muitos casos para a perda ou comprometimento da capacidade funcional da pessoa idosa. A osteoporose muitas vezes só é diagnosticada após uma queda com fratura, e a população idosa é quem mais sofre com essa doença, que se mantém silenciosa.

A prevenção, diagnóstico e tratamento da osteoporose, quedas e fraturas são algumas das grandes preocupações do MS que, desde 2007, possui um comitê assessor. O Comitê Assessor para Políticas de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Osteoporose e Quedas em Pessoas Idosas foi instituído pela Portaria 3.213, de 20 de dezembro de 2007, com a finalidade de apoiar as políticas do Ministério da Saúde voltadas para a população idosa no que diz respeito à osteoporose e ao evento quedas. Este comitê é formado por representantes de diversas sociedades profissionais, que têm interface com o tema, e é coordenado pela Área Técnica Saúde do Idoso do Ministério da Saúde.

Compete ao Comitê promover o levantamento situacional de saúde da população idosa portadora de osteoporose; propor mecanismos para fomentar a divulgação de informação clínico-epidemiológica nacional e local; propor estratégias para o enfrentamento das situações encontradas; e apoiar, tecnicamente, programas de capacitação de recursos humanos nos Estados e Municípios nas temáticas em foco.

Dentre as diretrizes desse comitê assessor, podem ser citadas: Campanhas de Prevenção da Osteoporose e Quedas e a realização de Oficinas Estaduais com o objetivo de sensibilizar e capacitar os profissionais de nível superior, preferencialmente aqueles que atuam na Atenção Primária/Estratégia Saúde da Família (ESF), para trabalhar numa linha de cuidado que vise à prevenção da osteoporose e das quedas e à identificação de “idosos caidores”, numa visão multi e interdisciplinar.

Importante ressaltar que no Pacto pela Vida 2008 foi criada a meta de redução do número de internações de pessoas idosas por fratura de fêmur em 2% nos estados e municípios com mais de 100 mil habitantes. É importante ressaltar que, em todos os estados, essa meta vem sendo cumprida.

A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa foi lançada em 2007 e é um instrumento de identificação do idoso “caidor”, pois possibilita  o acompanhamento dos idosos que sofrem quedas com ou sem fraturas; proporcionando também que sejam elaboradas medidas de esclarecimento e preventivas com relação à osteoporose e às quedas. Com o objetivo de dar maior visibilidade à Osteoporose, o Ministério da Saúde vem realizando, anualmente, no Dia Mundial de Combate à Osteoporose – 20 de outubro, atividades de sensibilização tanto para os profissionais e gestores, quanto para a população de modo geral.

Em 2011 foi lançada a “Campanha Nacional de Prevenção da Osteoporose – da Criança à Pessoa Idosa”, com foco na prevenção desde a infância para a melhoria da massa óssea, pois a prevenção para um envelhecimento saudável, de melhor qualidade, começa na infância. O foco da campanha também foi alertar a população com relação a hábitos saudáveis, como: alimentação rica em cálcio, redução do tabagismo e do uso abusivo de álcool, e à atividade física.

O Ministério da Saúde disponibiliza medicamentos para tratamento da osteoporose através da Atenção Básica e da Farmácia Popular. Há, ainda, a proposta de reformulação do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, pois o existente foi elaborado em 2002. A proposta é que se mantenha anualmente essa atividade, além das Oficinas Estaduais para que a atenção à pessoa idosa portadora de osteoporose e vítima de quedas e fraturas receba um atendimento mais qualificado na prevenção, no diagnóstico e no tratamento.

Pode-se afirmar que nesses dez anos houve avanços, entretanto há a necessidade de que cada vez mais sejam implantadas e implementadas políticas de saúde que deem visibilidade às ações e propostas de prevenção nos estados e municípios para que a pessoa idosa não sofra tanto com a osteoporose, as quedas e as fraturas em nosso País.

*Luiza Fernandes Machado Maia é assistente Social com especialização/pós-graduação  em Gerontologia e em Saúde da Família. Servidora pública federal do  Ministério da Saúde. Coordenadora Nacional da Saúde do Idoso do Ministério da Saúde desde 2009 e atuou na Gerência de Programas de Saúde do Idoso da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro de 2001 a 2009. Atua na área da saúde do idoso e envelhecimento desde 1986.

 

Pilates pode ser uma boa opção no combate à osteoporose

Desde muito pequeno, o alemão Joseph H. Pilates tinha fascinação pelo corpo humano. Ele era extremamente doente, tinha raquitismo, asma e mais uma porção de enfermidades que o fizeram se interessar por uma melhora na qualidade de vida.

Foi esse interesse pela saúde que o levou a desenvolver o que, hoje, conhecemos como Pilates: um método de exercícios de baixo impacto que promete, além de fortalecimento de músculos e ossos, melhorar a postura global do praticante e, de quebra, dar mais flexibilidade, força e disposição.

O Pilates apresenta um leque de mais de 500 exercícios para serem praticados, sempre com calma e equilíbrio do centro de força do corpo. Diferente de outras técnicas, o Pilates trabalha a força e o alongamento ao mesmo tempo. Além disso, ele enfatiza a respiração, item fundamental na vida.

A grande vantagem do Pilates é que, para praticá-lo, basta querer e procurar um médico para saber se não há nenhuma restrição. Ou seja, pode ser feito por idosos, jovens, sedentários e até mesmo atletas, porque os ajudam a entender o funcionamento do corpo e a melhorar o desempenho do esportista, de acordo com a área de atuação. Por ser uma modalidade que traz impacto, ainda que baixo, o Pilates também pode ser indicado para o tratamento da osteopenia ou para sua evolução, a osteoporose.

 

Como o Pilates pode auxiliar na prevenção e tratamento da osteoporose? – Um estudo realizado durante alguns anos sobre o impacto da atividade física de um modo geral, na saúde de mulheres idosas, mostrou que as que se exercitaram durante este período tiveram um aumento da massa óssea de 2,3%. Por outro lado, as mulheres que permaneceram sedentárias durante esse tempo mostraram uma diminuição de 3,3%.

Os exercícios físicos para o tratamento da osteoporose devem promover fortalecimento, equilíbrio e coordenação. Além disto, a força muscular sobre os ossos constitui o estímulo fundamental para a manutenção e o aumento da massa óssea. Dessa forma, exercícios que trabalham contra a gravidade são mais efetivos, uma vez que o esforço para sua realização é maior.

Um programa ideal de atividade física deve ter exercícios aeróbios de baixo impacto, exercícios de fortalecimento muscular e exercícios de propriocepção (que treinam a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, melhorando também a coordenação, equilíbrio e agilidade), a fim de diminuir a incidência de quedas.

Sabendo que é muito importante que esses exercícios sejam realizados com o paciente suportando o seu próprio peso, em função da força que os músculos exercem sobre os ossos da coluna e dos membros inferiores, o PhysicalMind Institute de Nova York desenvolveu o Standing Pilates. Trata-se de exercícios do método clássico desenvolvido por Joseph Pilates, adaptados para a posição de pé com a finalidade de aumentar alinhamento postural, desenvolver força, equilíbrio, concentração e aumentar a densidade mineral óssea.

 

Cuidados: uso de aparelhos deve ser autorizado pelo médico 

O primeiro passo para garantir um bom treinamento é escolher um instrutor confiável. Não tenha vergonha de perguntar se ele possui certificação em um curso profissional de Pilates. As certificações brasileiras exigem que o futuro instrutor possua formação acadêmica em fisioterapia, educação física ou dança.

Vale a pena escolher o seu professor de acordo com seus objetivos: fisioterapeutas são mais habilitados para dar aulas com ênfase em reabilitação. Educadores físicos são indicados se a meta é performance e condicionamento. Já o profissional da dança é o mais preparado para orientar trabalhos artísticos. Em estúdios conceituados, três alunos por instrutor é o máximo permitido. Algumas escolas trabalham com cinco alunos, mas, para isso, contam com a presença de um instrutor e um assistente. Aulas particulares são sempre a melhor pedida.

Há pelo menos quatro aparelhos indispensáveis para uma boa aula: cadillac, reformer, cadeira combo e barril. Certifique-se de que o estúdio escolhido possui todos eles. Outros itens a serem observados são relacionados à estrutura: paredes espelhadas ajudam a corrigir o seu movimento e o tipo de solo mais adequado e confortável é o de EVA (Etil Vinil Acetato). A maioria dos estúdios oferecem aulas gratuitas de test drive. Experimente, antes de escolher o seu estúdio.

De acordo com a Dra. Pérola Grinberg Plapler, diretora técnica da Divisão de Medicina Física da FMUSP – Faculdade de Medicina da USP e membro da Diretoria Científica da ABrASSO, é preciso cuidado para que os pacientes de osteoporose não façam exercícios inadequados. “Dependendo da coordenação e do grau de osteoporose, pode haver algum risco em alguns destes aparelhos. Para evitá-los, é importante lembrar que os exercícios devem ser feitos de forma segura, sem causar dor ou qualquer desconforto. O uso dos aparelhos só deve ser autorizado após uma avaliação e verificação de possíveis limitações para sua execução”, completa.

Mitos e Verdades Sobre o Cálcio

1 – O cálcio realmente é importante para o organismo? VERDADE

O Cálcio é definido como macromineral, pois existe no organismo em proporção superior a 0,05%. Como função, ele é responsável pela formação estrutural dos ossos e dentes, além de ter atuação, juntamente com a vitamina k, no sistema circulatório, ajudando na coagulação do sangue. Para tanto, o cálcio ainda se faz importante no estabelecimento do equilíbrio com o fósforo. Ele atua influenciando na ação do lab-fermento e coordena as ações do sódio e do potássio, na contração muscular do coração e outros músculos

Se na fase de desenvolvimento da matriz óssea, não for consumida a quantidade recomendada de cálcio, isso pode levar a deformação dos ossos dos membros inferiores, que seria o raquitismo. Já na fase adulta, pode ocasionar a osteomalácia, que é um defeito na mineração óssea, além da osteoporose, geralmente após os 40 anos.

2 – Lácteos são as principais fontes dietéticas de cálcio? VERDADE

A principal fonte de cálcio é o leite e seus derivados. Outros alimentos também possuem cálcio, como brócolis e alguns grãos, por exemplo, mas é importante observar que praticamente todos os vegetais têm uma substância que se chama fitato que impede a absorção de cálcio pelo organismo. Por conta disso, não é aconselhado tentar compensar a falta de ingestão de leite e seus derivados comendo mais verduras, pois a absorção do cálcio proveniente delas é muito pequena.

A recomendação de ingestão de cálcio é de 1000 mg por dia, em média. Essa recomendação leva em consideração uma absorção média de 30% do mineral:

• 1 copo de leite ou 1 copo de iogurte ou 2 fatias de queijo branco: 300 mg; absorção de 32%
• 1 concha grande de feijão: 50 mg; absorção de 16%
• 4 colheres e meia (sopa) de brócolis: 35 mg; absorção de 61%
• 3 colheres (sopa) de espinafre: 122 mg; absorção de 5%
• 1 e meia colher (sopa) de couve refogada: 47 mg; absorção de 59%

3 – O leite desnatado tem menos cálcio que o integral? MITO

O que é retirado nos leites desnatados é a gordura e isso não interfere nos níveis de cálcio contidos nas porções integrais, ou seja, um litro de leite desnatado contém os mesmos 1000 mg, aproximadamente, de cálcio da versão integral.

4 – As mulheres na menopausa tendem a perder cálcio dos ossos? VERDADE

Por conta das alterações hormonais deste período, em especial a diminuição do estrógeno, que é um grande protetor dos ossos. Até a menopausa, as mulheres apresentam vantagem em relação aos homens no que se refere à parte cardiovascular, à pele e ao esqueleto. Quando terminam as menstruações por volta dos 51 anos, há uma queda significativa no nível de estrógeno e elas perdem a proteção natural que tinham antes da menopausa. A célula responsável por sua destruição predomina sobre as formadoras e o desgaste ósseo fica mais acelerado.

Está provado: gordura visceral aumenta possibilidade de osteoporose

Segundo as estatísticas, as mulheres abaixo do peso têm risco maior de desenvolver a osteoporose. Esse dado fez como que se acreditasse, por muito tempo, que as gordinhas estariam mais “protegidas” contra a doença. Ledo engano. Um estudo científico recente (apresentado na reunião anual do Radiological Society of North America) descobriu que a gordura, especialmente a visceral, localizada entre os órgãos na cavidade abdominal, aumenta o risco de osteoporose.

Para chegar a esta conclusão, foi avaliada a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas com idade média de 30 anos. Elas foram submetidas a uma tomografia computadorizada para medir a perda óssea e a uma ressonância magnética para avaliar a quantidade de gordura na medula de seus ossos. Os pesquisadores também mediram a quantidade de gordura na barriga das mulheres.

O resultado foi que, em geral, quanto maior a gordura visceral das mulheres, menor era a densidade mineral óssea. Nenhuma das mulheres que participaram da pesquisa tinha osteoporose, mas em algumas delas a densidade mineral óssea estava abaixo do normal e, ou seja, elas estavam com osteopenia, que é o estágio que antecede a osteoporose.

Outra constatação dos pesquisadores é que as mulheres obesas, com mais gordura visceral, também tinham gordura na medula óssea, o que sugere que a gordura nos ossos os torna mais fracos.

Detectar a doença é muito mais fácil e rápido com a densitometria – A osteoporose pode ser diagnosticada com precisão e precocemente por meio de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea. Enquanto o raio-X detecta a doença quando já há perda de 30% da massa óssea, com a densitometria é possível detectá-la quando há perda de menos de 1%. A detecção precoce é o fundamental para o tratamento com êxito.

E é sempre bom lembrar os principais fatores de risco da doença são:

- ser mulher;
- ter pele e/ou olhos claros;
- ser baixa e/ou magra;
- não consumir leite ou outro alimento com cálcio;
- não fazer exercício físico;
- tomar pouco sol;
- possuir parentes com a doença;
- sofrer de asma (bronquite), artrite ou alergia;
- ser fumante;
- beber muito café e/ou bebida alcoólica;
- ter menopausa precoce por cirurgia ou não;
- usar antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides;
- ter problema na tireoide.

Suco e leite de soja substituem o leite de vaca e ajudam no combate à osteoporose

A polêmica está lançada: afinal de contas, quem não gosta de leite de vaca ou tem intolerância à lactose pode substituir esse alimento por algum outro e manter o consumo de cálcio necessário para proteger os ossos da osteoporose?

Bem, o melhor leite para o ser humano é, sem dúvida, o da própria mãe, fundamental até os seis meses de idade. Isso porque o leite materno já tem a quantidade balanceada de vitaminas e outros nutrientes adequados para a nossa espécie.

Já para as pessoas em qualquer outra faixa etária, há uma quantidade de oferta de leites diferenciados nos supermercados. O leite é o alimento que contem o maior número de ingredientes que permitem o combate à osteoporose, mas é importante lembrar que somente o consumo de leite não é suficiente especialmente para as mulheres na fase da menopausa, já que esse processo se agrava com a deficiência hormonal ovariana.

Tipos de leites disponíveis e suas propriedades para a saúde – Os leites existentes se dividem em dois grandes grupos: os enriquecidos com vitaminas (A, complexo B, C, D e E), minerais (ferro e cálcio) e fibras; e os chamados funcionais, que são acrescidos com substâncias que possuem propriedades específicas como ômega 3 e 6, que atuam no sistema imunológico e cardiovascular.

Já o leite enriquecido com cálcio é indicado para pessoas com deficiência desse mineral e para quem sofre de osteoporose. No entanto, a suplementação de cálcio para o efetivo tratamento da doença precisa ser maior e só tomar leite enriquecido não adianta. Isso sem contar que cerca de 40% da população brasileira possui intolerância à lactose (açúcar presente no leite).

Se você não sabe se é uma delas, fique atento aos sintomas! Quem tem intolerância à lactose, apresenta gases (flatulência), sensação de plenitude abdominal e, às vezes, vômitos e diarreias. Isso porque o organismo não produz quantidades suficientes de lactase, a enzima secretada pela mucosa intestinal para digerir as moléculas de açúcar do leite.

Parar resolver essa inadequação, uma ótima opção é o suco e o leite de soja, que não contém lactose. Mas fique atento às informações nutricionais da embalagem: o suco deve ser enriquecido com cálcio. Então, aproveite para inserir a soja no seu dia-a-dia. Experimente substituir o leite normal e aprecie os vários sabores dos sucos disponíveis hoje em dia!